<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420</id><updated>2012-01-23T11:11:00.679-08:00</updated><title type='text'>A força do silêncio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3874249258836267424</id><published>2011-12-26T08:25:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T08:28:05.449-08:00</updated><title type='text'>Uma fácil percepção</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem nasce em terras brasileiras é cercado por mitos. Trata-se de mentiras do tipo &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5341423-EI8139,00-Preco+da+agua+sobe+ate+apos+enchentes+em+Itajai.html" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;brasileiro é solidário&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;ou &lt;a href="http://rittblog.wordpress.com/2011/05/01/racismo-no-twitter-de-novo-dentista-goiana-diz-que-torcida-do-flamengo-so-tem-preto/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;brasileiro não tem preconceito&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Todavia, a mais cabeluda das &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;popularizadas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; mentiras pau-brasil é a de que &lt;i&gt;brasileiro é povo trabalhador&lt;/i&gt;. Tal proposição, no mínimo, beira o ridículo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Embora exista brasileiro honesto (sem ironias), preciso talhar a parte gorda da porcentagem, o que implica apontar os conhecidos casos em que um funcionário faz de tudo para matar serviço. Soa incoerente ao trabalhador tupiniquim entender, por exemplo, que &lt;b&gt;UMA hora&lt;/b&gt; de almoço não significa sair 15 (quinze) minutos antes do meio-dia e voltar 600 (seiscentos) segundos após as 13h. E AI de quem bate o cartão nos horários normativamente pré-estabelecidos: está estragando o esquema!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outra mania besta é contra-argumentar em situações de erro incontestável. Se um serviço sai errado e o consumidor reclama, coitado deste: tem de aturar xingamentos, insultos, sarcasmo por parte do prestador, pois deveria ter paciência; comprar em outro lugar; deixar o (pobre incompetente) trabalhador brasileiro em paz. E se o malandro ocupar cargo público, é capaz de o contratante levar um processo. Brasil.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Existem&lt;/span&gt; as redes sociais. Tão úteis (novamente, sem ironias) em diversos casos (&lt;a href="http://www.tecmundo.com.br/rede-social/14344-redes-sociais-sao-o-melhor-canal-para-reclamar-sobre-empresas.htm" target="_blank"&gt;ao que parece, reclamar de um serviço no Twitter, por exemplo, já é mais eficiente que no próprio Procon&lt;/a&gt;), acabam se tornando antagonistas em histórias laborais. Quantos chefes não perdem a cabeça porque seus empregados, brasileiros, &lt;span style="font-size: small;"&gt;trocam recadinhos no Facebook em vez de vender, ensinar, contabilizar? Volta e meia percebo cenas assim nos meus ambientes de... labuta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E ocorre o caso de quem reclama quando um chefe cobra produtividade óbvia. E acontece de o patrão ir à empresa, ao fim do expediente, apenas para apanhar o lucro. Chego a crer que esses figurões esquecem seus objetivos trabalhistas: produzir e orientar! Não arguo que trabalhar se enquadre dentre as atividades mais divertidas do dia a dia, mas diversão tem um custo, o qual se cobre com &lt;a href="http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&amp;amp;op=loadVerbete&amp;amp;pesquisa=1&amp;amp;palavra=sal%E1rio" target="_blank"&gt;salário&lt;/a&gt;. Só que parece difícil para o brasileiro entender que há hora para tudo - inclusive, em alguns sentidos, para deixar de ser brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3874249258836267424?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3874249258836267424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3874249258836267424&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3874249258836267424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3874249258836267424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/12/uma-facil-percepcao.html' title='Uma fácil percepção'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-1400759198148561930</id><published>2011-12-14T17:02:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T08:45:09.607-08:00</updated><title type='text'>UMA MODERNIDADE SEM PROIBIÇÕES</title><content type='html'>&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;"&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sobre a dificuldade em obedecer às leis, vale contar uma anedota reveladora, ouvida nos Estados Unidos, onde todos se pensam como fiéis e felizes seguidores voluntários das leis: num bote à deriva, náufragos em desespero calculavam suas chances de sobrevivência quando dois deles, os mais cínicos, resolvem fazer uma aposta bizarra. “Quer ver como eu faço com que todos se atirem ao mar?”, disse um deles, lançando um olhar de desafio ao companheiro.&amp;nbsp;“Fechado”, respondeu o amigo, “quero ver quem, nesta situação, vai trocar a segurança do barco pelo mar aberto.” O Proponente foi até o grupo e disse a um inglês: “As tradições da marinha inglesa demandam que você se atire ao mar. É uma questão de honra e valor; afinal, “Britannia rules the waves”, solfejou. O inglês ficou de pé, fez continência, e imediatamente atirou-se ao mar.&amp;nbsp;Em seguida, o apostador falou para um russo: “Em nome da revolução, você deve se sacrificar pelo coletivo. Abandonando o barco, você faz um ato altruístico e revolucionário, deixando mais água e comida para os mais egoístas e fracos.” Ao cabo de alguns minutos, o comunista pulou do bote.&amp;nbsp;Restavam três pessoas. Diante do americano, ele foi direto: “Se você sair do bote, sua família recebe um seguro de dois milhões de dólares!” O americano disse “Yeah” e atirou-se na água.&amp;nbsp;Triunfante, o apostador comentou: “Eu não disse que fazia com que pulassem?” O amigo respondeu: “Sim, mas ainda faltam dois e, olha, eles são brasileiros, não há como apelar.” “Esses são fáceis”, retrucou o apostador, dirigindo-se aos dois brasileiros que se consolavam mutuamente cantando “é doce morrer no mar”. “Amigos”, disse, “vocês sabiam que existe uma lei que proíbe pular na água?” Mal o apostador havia terminado a frase, os dois brasileiros já estavam, rindo, em plena água."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Trecho retirado do livro &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8532526004"&gt;&lt;i&gt;Fé em Deus e pé na tábua ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, do antropólogo Roberto DaMatta.)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:Arial; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; 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text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-1400759198148561930?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/1400759198148561930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=1400759198148561930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1400759198148561930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1400759198148561930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/12/uma-modernidade-sem-proibicoes.html' title='UMA MODERNIDADE SEM PROIBIÇÕES'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2015595515654656691</id><published>2011-11-24T00:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T00:50:03.515-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:Arial; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536859905 -1073711037 9 0 511 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-font-charset:78; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-font-charset:78; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;}@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1073743103 0 0 415 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Cambria; mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; 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font-size: 10.0pt;"&gt;de onde vêm?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;de que subterrâneos porões cavernas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são os derrelitos do Dilúvio Universal?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;você chega corre parte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;mas não as mocinhas do Passeio Público&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não chegam nem parte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;estão sempre lá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;incansáveis caminham&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;pra cá pra lá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;sempre estiveram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;pra lá pra cá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;estarão para sempre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;minissaias coxas varicosas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;foto na hora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;botinhas altas de sola furada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;algodão-doce pipoca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;boquinhas em coração de carmim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;antes ventosas de medusas vulgívagas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;psiu! oi tesão! vamo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;atração maior do Passeio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não é a gaiola do mico-leão-dourado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;o aquário do peixe-elétrico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;as cobras catatônicas o iguana pré-histórico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;o pelicano papudo de asas entrevadas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;tipo o albatroz no barquinho de Baudelaire&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não é o viveiro de aves canoras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;epa! Um casal intruso de arapongas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;desde quando a-ra-pon-ga trina e gorjeia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;o espetáculo do Passeio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não são as araras bêbadas aos berros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;nem o velho cedro florido de garças-brancas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;a grande festa do Passeio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são as mocinhas pra cá pra lá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;na ronda sempiterna do amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;uma só delas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;vale um circo inteiro em desfile&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;com a anãzinha das piruetas no cavalo pimpão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;a engolidora de espada de fogo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;a elefanta graciosa no chapeuzinho de flores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;a trapezista do duplo salto mortal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;sem rede!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;discutem gentilmente o preço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;uma rapidinha quanto é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;como se vendem fácil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;as damas peripatéticas do Passeio Público&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;ao sol ao frio à chuva ao granizo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;com fome com febre com tosse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;estão sempre lá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;à caça dos clientes furtivos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;mais duradouras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;que&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o carvalho e o plátano seculares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;lá estão sempre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;as famosas mocinhas do Passeio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;nem tão mocinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são trágicas são doentes são tristes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;quem pode querer tais centopeias do horror&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;como esperar que alguém as cobice&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;derradeiros objetos do desejo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;medonhas aberrações teratológicas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;galinhas de duas cabeças&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;treponemas pálidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;íbis sagradas de carapinha negra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;aracnídeas hotentotes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;gárgulas banguelas gargalhantes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;aí é que se engana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são desejadas sim cobiçadas sim disputadas sim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;essas últimas mulheres da Terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não fossem elas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;o que seria dos últimos homens da Terra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;esses hominhos desesperados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;sempre com sede com febre com tosse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;sobretudo famélicos de um naco de carne&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;arre danação maldita da carne&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;urra salvação da carne da vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são feiticeiras Circes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;das verdes águas podres do Rio Belém?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são górgonas grotescas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;pudera com tais clientes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;mequetrefes bandalhos escrotos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;que não fazem amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;estripam curram vampirizam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são elas blasfêmia abominação escândalo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;dos falsos profetas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;das mil igrejas de Curitiba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;veros cafetões do dízimo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;elas são na verdade o sal da terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são irmãs de caridade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são madonas aidéticas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;são santinhas do Menino Jesus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;onde tocam saram os carbúnculos malignos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;não as despreze nem condene&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;doces ninfetas putativas do Passeio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;mais fácil uma delas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;passar pelo buraco da agulha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;que eu e você entrarmos no Reino do Céu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;ó bravas piranhas guerreiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;elas serão as sobreviventes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;à sétima trombeta do Juízo Final&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;ao dragão e à besta do Apocalipse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;no dia seguinte ao Armagedom&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;restarão na Terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;as baratas e elas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;você chega corre passa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;elas não passarão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;pra cá pra lá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;psiu! oi tesão! vamo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;pra lá pra cá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;para todo o sempre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;as minhas as tuas as nossas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10.0pt;"&gt;putinhas imortais do Passeio Público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;(Dalton Trevisan. Poema retirado do livro &lt;i&gt;Rita Ritinha Ritona&lt;/i&gt;.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2015595515654656691?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2015595515654656691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2015595515654656691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2015595515654656691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2015595515654656691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/11/balada-das-mocinhas-do-passeio-quem-sao.html' title=''/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2935669490871346898</id><published>2011-08-13T12:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T12:09:19.534-07:00</updated><title type='text'>Versão em espanhol da história original de "Chapeuzinho vermelho".</title><content type='html'>&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:"ＭＳ 明朝";	mso-font-charset:78;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;}@font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-536870145 1107305727 0 0 415 0;}@font-face	{font-family:Cambria;	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-536870145 1073743103 0 0 415 0;}@font-face	{font-family:BookAntiqua-Italic;	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0;	mso-font-alt:"Book Antiqua";	mso-font-charset:77;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:auto;	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:Cambria;	mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝";	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	font-family:Cambria;	mso-ascii-font-family:Cambria;	mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝";	mso-hansi-font-family:Cambria;}@page WordSection1	{size:595.0pt 842.0pt;	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: center; text-autospace: none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caperucita roja&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: right; text-autospace: none;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;(Charles Perrault)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Había una vez una niñita en un pueblo, la más bonita que jamás se hubiera visto; su madre estaba enloquecida con ella y su abuela mucho más todavía. Esta buena mujer le había mandado hacer una caperucita roja y le sentaba tanto que todos la llamaban Caperucita Roja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Un día su madre, habiendo cocinado unas tortas, le dijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Anda a ver cómo está tu abuela, pues me dicen que ha estado enferma; llévale una torta y este tarrito de mantequilla.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caperucita Roja partió en seguida a ver a su abuela que vivía en otro pueblo. Al pasar por un bosque, se encontró con el compadre lobo, que tuvo muchas ganas de comérsela, pero no se atrevió porque unos leñadores andaban por ahí cerca. Él le preguntó a dónde iba. La pobre niña, que no sabía que era peligroso detenerse a hablar con un lobo, le dijo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Voy a ver a mi abuela, y le llevo una torta y un tarrito de mantequilla que mi madre le envía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—¿Vive muy lejos?, le dijo el lobo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—¡Oh, sí!, dijo Caperucita Roja, más allá del molino que se ve allá lejos, en la primera casita del pueblo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Pues bien, dijo el lobo, yo también quiero ir a verla; yo iré por este camino, y tú por aquél, y veremos quién llega primero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;El lobo partió corriendo a toda velocidad por el camino que era más corto y la niña se fue por el más largo entreteniéndose en coger avellanas, en correr tras las mariposas y en hacer ramos con las florecillas que encontraba. Poco tardó el lobo en llegar a casa de la abuela; golpea: Toc, toc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—¿Quién es?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es su nieta, Caperucita Roja, dijo el lobo, disfrazando la voz, le traigo una torta y un tarrito de mantequilla que mi madre le envía. La cándida abuela, que estaba en cama porque no se sentía bien, le gritó:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Tira la aldaba y el cerrojo caerá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;El lobo tiró la aldaba, y la puerta se abrió. Se abalanzó sobre la buena mujer y la devoró en un santiamén, pues hacía más de tres días que no comía. En seguida cerró la puerta y fue a acostarse en el lecho de la abuela, esperando a Caperucita Roja quien, un rato después, llegó a golpear la puerta: Toc, toc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—¿Quién es?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caperucita Roja, al oír la ronca voz del lobo, primero se asustó, pero creyendo que su abuela estaba resfriada, contestó:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es su nieta, Caperucita Roja, le traigo una torta y un tarrito de mantequilla que mi madre le envía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;El lobo le gritó, suavizando un poco la voz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Tira la aldaba y el cerrojo caerá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caperucita Roja tiró la aldaba y la puerta se abrió. Viéndola entrar, el lobo le dijo, mientras se escondía en la cama bajo la frazada:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Deja la torta y el tarrito de mantequilla en la repisa y ven a acostarte conmigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Caperucita Roja se desviste y se mete a la cama y quedó muy asombrada al ver la forma de su abuela en camisa de dormir. Ella le dijo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Abuela, ¡qué brazos tan grandes tienes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es para abrazarte mejor, hija mía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Abuela, ¡qué piernas tan grandes tiene!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es para correr mejor, hija mía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Abuela, ¡qué orejas tan grandes tiene!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es para oír mejor, hija mía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Abuela, ¡que ojos tan grandes tiene!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Es para ver mejor, hija mía.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—Abuela, ¡qué dientes tan grandes tiene!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;—¡Para comerte mejor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Y diciendo estas palabras, este lobo malo se abalanzó sobre Caperucita Roja y se la comió.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;BookAntiqua-Italic&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Download aqui: &lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=5876%20"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=5876 &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2935669490871346898?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2935669490871346898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2935669490871346898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2935669490871346898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2935669490871346898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/08/versao-em-espanhol-da-historia-original.html' title='Versão em espanhol da história original de &quot;Chapeuzinho vermelho&quot;.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7701201296507231289</id><published>2011-07-11T11:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T11:13:43.275-07:00</updated><title type='text'>Um vírus ainda não catalogado</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mais aniquilador que ebola ou Aids é este vírus chamado... &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt;. Ele - há mais de quinhentos anos - vem contaminando milhares de pessoas, as quais, inexplicavelmente, procuram (super)desenvolvê-lo. Ao fim de análises, conclui-se que essa praga ataca diretamente o &lt;b&gt;caráter&lt;/b&gt; da nação tupiniquim, gerando diagnósticos alarmantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A classe social dos infectados não interfere no avanço fuminante do &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt;. Observa-se que tanto o pobre quanto o rico apresentam os sintomas básicos da virose: corruptibilidade fácil, desgosto por conduta igualitária (ausência de zelo pelo próximo) e incapacidade de admitir ou consertar erros. Caso se arrisque, por exemplo, uma sorologia social, outra reação (nada adversa) se manifesta em palavras esparsas como "Isso num é da sua conta" ou "O importante é que EU tô numa boa".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No sistema educacional, o vírus ataca com sua pior mutação. Mentiras governamentais - ancoradas em comerciais televisivos - tentam esconder o estado terminal em que os pacientes se encontram. Trata-se de professores sem engajamento geral; alunos que desconhecem o vocábulo &lt;i&gt;dedicação&lt;/i&gt;; pais relapsos com a educação dos filhos. Essas sequelas do &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt; aparentam não ter cura em meio a enfermos que mal conseguem planejar a própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A descrição dos efeitos que a virose provoca no trânsito também aterrorizam. Alucinações são percebidas em quem, por exemplo, estaciona na vaga de idoso mas nem sequer chegou aos trinta anos! Após serem alertados do problema, no entanto, os achacados&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(ah, &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt;...) costumam balbuciar locuções sem sentido, como "É só um minutinho". Há, ainda, doentes agressivos no momento da instabilidade mental - famosa contrarreação.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Outro sintoma perigoso que o &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt; exibe é o &lt;i&gt;jogar a culpa para o próximo, que estava correto&lt;/i&gt;. Nesse caso, o contaminado reclama, por exemplo, do colega de trabalho que cumpre rigorosamente os horários da empresa. Em alguns casos, o doente justifica o fato de não pagar dívidas porque "Ninguém paga mesmo!" (perturbação mental clara). Ah!, o paciente que durante meses lê notícias acerca de políticos corruptos, mas continua votando neles, também demonstra sofrer do vírus verde-amarelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Comprovadamente, pois, o &lt;i&gt;jeitinho brasileiro&lt;/i&gt; caracteriza-se como epidemia. A história do Brasil apresenta descrições claras da origem e do modo de propagação desse mal, mas, infelizmente, nem de longe indica uma solução para seu controle. Obviamente, nem todo brasileiro está contaminado; só que uma reversão, diante de quadro clínico tão instável, parece não mais ter possibilidades - ou, quem sabe, não faz mais sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7701201296507231289?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7701201296507231289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7701201296507231289&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7701201296507231289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7701201296507231289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/07/um-virus-ainda-nao-catalogado.html' title='Um vírus ainda não catalogado'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7969214505164268704</id><published>2011-03-14T13:33:00.001-07:00</published><updated>2011-03-14T13:33:35.069-07:00</updated><title type='text'>Um exercício literário meu: conto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;             &lt;style&gt;@font-face {  font-family: "ＭＳ 明朝";}@font-face {  font-family: "ＭＳ 明朝";}@font-face {  font-family: "Cambria";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: Cambria; }.MsoChpDefault { font-size: 10pt; font-family: Cambria; }div.WordSection1 { page: WordSection1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Imagens da traição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Ao voltar do quintal, percebi que vovô, minuciosamente, recontava para mamãe os acontecimentos do passado da família. Ela ouvia-o sofrivelmente, talvez ainda abalada pelo recém sepultamento de minha avó. Ambos acabaram por afundar-se nas lembranças e esqueceram, quando saíram da sala, uma caixa de sapatos em cima do sofá. Não hesitei: corri e apanhei-a, atendendo a uma suspeita de que se trataria de um sacro escopo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Ao abrir a caixinha, certo trauma me voltou à mente. Um conjunto de fotografias fez-me recordar a primeira festa da família de que participei (verão de 86). A parentada se divertia quase disfonicamente até que um homem soturno apareceu na porta. O cavalheiro cumprimentou homens e mulheres rapidamente, mas demorou-se significativamente na saudação à minha avó. O porquê desse cumprimento alongado imediatamente soou claro para todos da família, exceto para vovô – que devido à bebedeira, ou simplesmente por ingenuidade, só reconheceu a conotação daquela imediata figura masculina ao ouvir dos lábios da esposa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;- Estou indo embora com esse homem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;As próximas fotografias… Ah!, em cada uma se encerravam pedaços diferentes da tristeza de vovô. Via-se, por exemplo, um tio que, se a memória não me trai, argumentava meia dúzia de palavras esvoaçantes. Em outra foto, angustiava o desespero da minha mãe ao perceber que a família, a partir daquele instante, desestruturar-se-ia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Houve até quem defendesse a atitude da minha avó. Vejo, em um negativo amassado, um tio criticando vovô por causa da choradeira – alegava que se tratava de mau exemplo para os mais novos. Em um retrato borrado, irritou-me o cinismo de duas tias, solteiras, que se sussurravam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;- Papai foi muito manso para não perceber…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;- No fundo, ele merece!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Mas só havia uma culpada pela desestruturação da família: minha avó. Aliás, chamá-la de "avó" era uma vingança: eu fizera questão de, e instantes, esquecer seu nome. E continuei odiando-a mesmo quando, cinco meses subsequentes à tragédia, ela voltou para casa (fora abandonada pelo amante). Vovô, mergulhado na eterna paixão, recebeu sorridente a companheira. Uma das fotos constantes na caixa de sapato era exatamente a do dia em que ela retornara - sorriso cínico escondido no batom- ao lado de um vovô radiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Necessário informar: na caixinha sagrada, existem pelo menos mais cinco fotos de “voltas” da minha avó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Helvetica;"&gt;Por isso, naquele dia em que consegui descobrir o que havia dentro da caixa de sapatos de vovô, não derramei nem sequer uma lágrima. No enterro da minha avó, duas horas antes de eu abandonar o quintal, gargalhei em vez de chorar: outra forma de desforra. E enquanto atentava para as demais fotos presentes na caixa de sapato de vovô, sentenciei austeramente: morta, minha avó não incomodaria mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7969214505164268704?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7969214505164268704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7969214505164268704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7969214505164268704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7969214505164268704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/03/um-exercicio-literario-meu-conto.html' title='Um exercício literário meu: conto.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7078852275019674000</id><published>2011-01-11T08:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T08:16:52.443-08:00</updated><title type='text'>A melhor banda: 11 de janeiro de 1985.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/TSyCSJ7BCYI/AAAAAAAAAHw/eDd4nHgeHh0/s1600/OgAAAOBK1nvZX4VIIJyT5qnXLDFCq3pODLMbEiLTZngE6u-J0PUmbX8JgNapirlrjJpbk5eqXBl4Kx6SF8XpAUigDAwAm1T1UMWorLqDhKvCSt32091zsKqHm-gb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/TSyCSJ7BCYI/AAAAAAAAAHw/eDd4nHgeHh0/s320/OgAAAOBK1nvZX4VIIJyT5qnXLDFCq3pODLMbEiLTZngE6u-J0PUmbX8JgNapirlrjJpbk5eqXBl4Kx6SF8XpAUigDAwAm1T1UMWorLqDhKvCSt32091zsKqHm-gb.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devido a uma greve ocorrida em 1984 no curso de arquitetura da UFRGS, as aulas nessa instituição se estenderam até o mês de janeiro de 1985. Por conta disso, alguns festivais foram realizados pela universidade, a fim de amenizar a situação. &lt;i&gt;Na onda&lt;/i&gt; desses eventos, Humberto Gessinger - guitarra e vocais - uniu-se ao baterista Carlos Maltz, ao baixista Marcelo Pitz e ao também guitarrista Carlos Stein e montaram uma banda para única apresentação. O nome do grupo, Engenheiros do Hawaii, foi uma maneira de mangar dos "rivais" das engenharias.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Obviamente, as apresentações se multiplicaram em palcos de Porto Alegre e rapidamente atingiram o cenário nacional. Algumas mudanças de integrantes ocorreram (Carlos Stein, por exemplo, acabou grupo Nenhum de Nós) até que se chegasse à formação clássica da banda: Humberto Gessinger no baixo e vocal; Augusto Lickz na guitarra; Carlos Maltz na bateria. Esse trio consagraria, entre 1987 e 1996, a qualidade musical da banda gaúcha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todavia, após um bocado de álbuns juntos, o trio começou a separar-se. Lickz foi o primeiro a debandar e, &lt;i&gt;de quebra&lt;/i&gt;, brigou judicialmente pelo nome &lt;i&gt;Engenheiros do Hawaii&lt;/i&gt;. Graças ao bom senso jurídico, perdeu a disputa para Gessinger e Maltz. Este, por sua vez, também acabou por deixar os EngHaw, mas de maneira mais amigável. Tanto é que participou da gravação de várias músicas lançadas após sua saída do conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Gessinger permaneceu até o álbum "Novos Horizontes" (2007) como o único integrante original dos EngHaw. Após a turnê desse disco, o líder da banda anunciou que haveria uma pausa nas atividades. O motivo é que Gessinger, ao lado de Duca Leindecker (Cidadão Quem), passou a dedicar-se ao &lt;i&gt;duo&lt;/i&gt; Pouca Vogal. Há rumores, entretanto, de que os Engenheiros do Hawaii poderão voltar para uma turnê de aniversário - só não se sabe de quantos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Independente da formação, do primeiro ao último álbum, a banda sempre gravou músicas que se tornaram verdadeiros hinos, como "Toda forma de poder" (1º disco), "Infinita highway" e "Refrão de bolero" (2º disco), "A promessa" (9º disco) ou "Vertical" (último disco). Engenheiros do Hawaii, para os velhos ou novos fãs, sempre será lembrada como &lt;b&gt;a banda mais fiel ao que se propôs compor para o rock nacional&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Site oficial:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;www.engenheirosdohawaii.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Livro &lt;i&gt;Pra ser sincero&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5088689&amp;amp;sparc=google&amp;amp;gclid=CL-utcTEsqYCFchl7Aode2AGn&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7078852275019674000?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7078852275019674000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7078852275019674000&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7078852275019674000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7078852275019674000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2011/01/melhor-banda-11-de-janeiro-de-1985.html' title='A melhor banda: 11 de janeiro de 1985.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/TSyCSJ7BCYI/AAAAAAAAAHw/eDd4nHgeHh0/s72-c/OgAAAOBK1nvZX4VIIJyT5qnXLDFCq3pODLMbEiLTZngE6u-J0PUmbX8JgNapirlrjJpbk5eqXBl4Kx6SF8XpAUigDAwAm1T1UMWorLqDhKvCSt32091zsKqHm-gb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2184083567647437529</id><published>2010-10-24T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T07:55:13.684-07:00</updated><title type='text'>Osso duro de roer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me incapaz de captar todos os elementos (tridimensionais) da arte cinematográfica. Mesmo assim, arrisco algumas críticas, quase sempre encorajadas pela subjetividade, acerca daquilo a que assisti. Rotineiramente - e isto não afeta diretor algum, sei bem -, não sou bonzinho em minhas impressões; hoje, entretanto, o ponto-de-vista é afirmativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi o tão comentado Tropa de Elite 2 (TE2). De fato, a continuação da série é melhor que a primeira parte. Sem prender-me aos aspectos intrínsecos à "arte pela arte", a crítica social presente em TE2 apresentou algo pela mídia obscurecido: &lt;i&gt;sugeriu-se&lt;/i&gt; que tráfico, propina e milícias podem estar associados ao governo. Essa &lt;i&gt;sugestão&lt;/i&gt;, metaforizada, seria passível inclusive de comprovação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em conversas com amigos, é comum chegarmos a idênticas conclusões. Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, deve ter &lt;i&gt;caído&lt;/i&gt; porque mexera com "gente grande". Esse pessoal "gente-grande", então, não poderia estar na Assembleia, na Câmara, no Senado? Não se mencionam nomes reais, daí a metaforização, porque o problema é o sistema político em si. Sai governador, entra governador... E as ações calhordas tendem a continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos brasileiros encenam uma democracia que permite tudo - menos a honestidade. É histórica a assertiva de que em terras tupiniquins se aceita a corrupção passivamente. Cada uma a seu modo, as legítimas impressões sociais são constantemente mal interpretadas. Como comprovação disso, leia-se "somente" sobre o resultado das últimas eleições, deixe-me ver..., no Paraná e em São Paulo: talvez, caiba em uma só mão o número de deputados honestos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No filme de José Padilha, essa imobilidade social fica extremamente explícita. O deputado Fraga ou o subsecretário Nascimento representam dois extremos que lutam pela mesma melhoria. Ao final, direitos humanos e BOPE seriam &lt;b&gt;as&lt;/b&gt; formas de se destruírem males sistemáticos como tráfico, corrupção, ignorância. Mas fica difícil encarar o sistema problemático quando mídia e governo se unem em prol da futilidade. O povo, por sua vez, prefere almoços de épocas de campanha à tentativa de mudanças, escolhe pagar propina e, junto, &lt;i&gt;o pato&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gente não precisa só de ONG ou de boa vontade social (mensagem que Tropa de Elite 1 já apresentava). É imprescindível, &lt;i&gt;ex tempore&lt;/i&gt;, uma rede de atitudes que siga o exemplo viril de policiais ainda dignos ou de políticos "ficha-limpa". Precisamos de homens públicos sérios, de mídia não-sensacionalista. Viver à sombra de candidatos redundantes, em todos os sentidos da palavra, simplesmente não mais convém. Aliás, não deveriam convir, também, as demais aceitações do &lt;i&gt;elemento &lt;/i&gt;&lt;i&gt;bizarro&lt;/i&gt; que ocorrem no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tropa de Elite 2, ao fim, ainda consegue repassar uma mensagem de esperança: "cacete" na estrutura política nacional! Se não houve resultados positivos com o partido do bico grande, que ele volte para a floresta. Uma vez que a estrela tenha parado de brilhar, que se elejam outros candidatos a astro. O indivíduo nas cadeiras políticas é o de menos; devemos nos preocupar com o componente abstrato. Se for necessário, que os direitos humanos protejam os homens honestos, que "os caveiras" &lt;i&gt;metam a mão na cara&lt;/i&gt; dos corruptos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E que se exclua, do cenário político nacional, a maldita palavra "renovação". Renovar a máfia, a corrupção? Sejamos, conforme se configura TE2, menos &lt;i&gt;justus &lt;/i&gt;(se me permitem o trocadilho): que haja, sim, uma revolução.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2184083567647437529?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2184083567647437529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2184083567647437529&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2184083567647437529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2184083567647437529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/10/osso-duro-de-roer.html' title='Osso duro de roer'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-1065070969966134487</id><published>2010-09-26T20:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T08:46:41.065-07:00</updated><title type='text'>Comparação e adversidade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Improvisos provêm de árduo estudo. No jazz, músicos treinam bastantes escalas antes de, "no susto", criarem (maravilhosas) melodias. Assim, na comédia: improvisada na técnica tradicional, a piada se torna arte.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Rir mexe com sabe lá quantos músculos. Talvez, deixe mais bonita a pessoa. Quando dói a barriga: gargalhadas conseguiram recuperar o dia perdido. Momentos em que o sono não poderia ter aparecido: sorrisão de repente desperta até encarnações anteriores. Trata-se da magia do bom humor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sofri críticas por ser pedagogicamente lúdico. A beleza de um aprendizado sorridente, não obstante, supera os comentários insustentáveis. Sem argumentação, as broncas: na literatura, inúmeros casos de bons escritores dedicados ao humor. Por que, então, mudar a didática para um sistema carrancudo?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não vejo graça em perder o cômico acaso - e abro um Verissimo. Piadinha inteligente sempre vai bem. E chato, sim, quem não admira humor "sagaz". Irrita interpretação negativa a brincadeiras com alguém público. Como se humorista precisasse de  autorização, de licença.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Jazz e humor são, realmente, qualidades inquestionáveis. Naquele, com escalas perfeitas; neste, com assuntos de uma época. A população deveria atentar mais a ambos. Mas sentar em praças para uma zorra soa mais legendário. Fora - a inteligência de muita gente - jogada pela janela?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-1065070969966134487?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/1065070969966134487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=1065070969966134487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1065070969966134487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1065070969966134487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/09/comparacao-e-adversidade.html' title='Comparação e adversidade'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7956753032363483292</id><published>2010-09-06T19:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T07:09:36.045-07:00</updated><title type='text'>Além dos olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Quase morri" pode melhorar. Enobrecimento da vida é caminho mais sábio. Há susto a quase todo momento; fuja-se do abstido comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouço "Dia especial" (Cidadão Quem). Esse lance &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do outro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; está certíssimo. Encaixa-se para momento crítico: em vez de "quase morri", que tal "estou vivo!"? Parece ingênuo, mas muda o entorno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Trata-se de costume. Estranha a felicidade no pós-quase-tragédia? Tão-somente negativismo cotidiano. Compreendo, há pessoas que não sorriem; não entendo, todavia, essa forma de vida delas. Posso não ser &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; bem-humorado, mas piada é sagrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outra música legal é "Terra de gigantes" (Engenheiros do Hawaii). Não conseguir tudo após o crescimento gera conclusão: juventude, não se venda. Totalidade, não; o suficiente, sim. Ah, esse suficiente depende dos desejos de cada um - não os condeno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De música em música, mensagens seguras se (des)camuflam. Poderia ser num livro ou numa pintura: não sei. Mãos altruístas, cada vez mais adultas... Quando algo está errado, precisamos de um sorriso (pode ser um riso). Há, porém, quem recuse: sei não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7956753032363483292?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7956753032363483292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7956753032363483292&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7956753032363483292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7956753032363483292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/09/alem-dos-olhos.html' title='Além dos olhos'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-9066669478103219072</id><published>2010-07-20T09:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T19:23:52.359-07:00</updated><title type='text'>Um péssimo hábito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pessoas não seguem regras. Propositadamente, confundem "ser rebelde" com toscos momentos de não cumprir orientações. Desobedecer se tornou norma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No trânsito, a melhor argumentação. Desrespeito às vagas destinadas a idosos, deficientes. Alega-se: paradinha rápida; muita disponibilidade para poucos velhinhos. Ousado, o mal-educado xinga o repórter questionador. Você tem a ver com minha vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Friso: nada de rebeldia. Na real, educação precária. Desconfio de que esssa insensatez se tornou cultural ao brasileiro. Afinal, uma escapulida não faz mal a ninguém.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há o cigarro. Caso não fumem meu cabelo, tudo bem. Existe lei, contudo, que proíbe o fumo em "ambientes fechados de uso coletivo".  Por que tentar no banheiro ou dependurado na janela? Vá para a calçada, longe da marquise!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Discutam-se as determinações sem que se gere baderna. Nelson Rodrigues escreveu que brasileiro sofre de "complexo de vira-lata". Essa caracterização se adequa à falsa impressão de independência que descumprir uma regra traz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Demora-se a perceber que estacionar ou fumar em locais proibidos é tolice. Na verdade, às vezes, nunca se percebe. Infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-9066669478103219072?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/9066669478103219072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=9066669478103219072&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9066669478103219072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9066669478103219072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/07/um-pessimo-habito.html' title='Um péssimo hábito'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6169826730676178396</id><published>2010-07-12T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T19:56:01.950-07:00</updated><title type='text'>Finalmente, a Copa acabou</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sou apaixonado por futebol. Adoro Copa do Mundo e a história de cada edição. Associar o campeonato mundial da FIFA à história ou à política é uma das minhas distrações prediletas. Na biblioteca particular, há bastantes volumes acerca do torneio quadrienal.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Que explica o título? Quantidades de chatice que se leem na imprensa. Obviamente, não me importo quando o Seu Joaquim, da mercearia, palpita sobre escalação. Julgo abjeto aguentar Milton Neves e companhia enchendo o saco com repetições infundadas. Sob derrotas, cansativos "argumentos": não ficaram bases para a próxima Copa; o treinador é um burro; o novo técnico deve ser Luxemburgo...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outra maçada: pseudocríticos de frases como "o brasileiro esquece os problemas" ou "a Copa no Brasil será para desvio de verbas". Espalham uma ilusória ideia de que Copa do Mundo significa alienação. Como se político não roubasse fora de evento esportivo. Como se ninguém percebesse o assalto ali na esquina.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gosto bastante de bandeirinhas em janelas. Trata-se de torcida, não de (um historicamente impossível) patriotismo. A vuvuzela não é necessária, concordo; bandeirinhas, todavia, são bem-vindas! Elas refletem, às vezes, um sorrisinho criativo entre a Ordem e o Progresso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Copa de 82 - uma das melhores histórias do meu pai. Naranjito, aqui em casa, na memória: o velho queimou os mascotes após a derrota da seleção do Telê. Ao meu futuro filho, contarei a primeira Copa da África; um Brasil campeão no Maracanã; colunistas famosos que ditam besteiras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Finalmente, sim, a Copa acabou. Que "jornalistas" esportivos nos deixem em paz. Que torcedor, então, conte suas histórias sobre futebol. Assim, haverá apenas reclamações sobre arbitragem e laranjas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6169826730676178396?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6169826730676178396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6169826730676178396&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6169826730676178396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6169826730676178396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/07/finalmente-copa-acabou.html' title='Finalmente, a Copa acabou'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2858324061901613287</id><published>2010-05-14T07:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T10:01:05.848-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/S_ldIPHzFQI/AAAAAAAAAHE/I13OTdu-em0/s1600/INTER.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 108px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/S_ldIPHzFQI/AAAAAAAAAHE/I13OTdu-em0/s200/INTER.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474509218125124866" /&gt;&lt;/a&gt;Futebol é o melhor esporte. Derby do meu time: irrito-me, se perdedor; abraços e cerveja, se vitorioso. Ah, fico indignado com quem não gosta do Inter.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um técnico à longa distância. Gosto de narrar xingar dar ordens substituir xingar de novo comemorar. Altero o esquema tático do time e, quando os jogadores me obedecem, a classificação vem fácil. Nem que seja aos 43 do segundo tempo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando os rivais perdem, meu time é campeão do mundo de novo. Todo recurso vale contra o inimigo. Birra de criança: se o título não é meu, não pode ser dele(s).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eEGI2b-Rcrs"&gt;Assisti a um vídeo no youtube&lt;/a&gt;. Tributo, homenagem. Uma lágrima fugiu quando repercebi o tamanho da nação colorada. Gol; gritos da torcida; gol; diretoria revoltada; gol; garra dos jogadores. Vivas à "seriedade lúdica" de um título.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E vivas ao colorado campeão de tudo. Enquanto nenhuma outra equipe conseguir essa marca, não ocorrerão discussões. Meu coração será sempre vermelho - na verdade, qual coração não é assim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2858324061901613287?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2858324061901613287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2858324061901613287&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2858324061901613287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2858324061901613287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/05/futebol-e-o-melhor-esporte.html' title=''/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/S_ldIPHzFQI/AAAAAAAAAHE/I13OTdu-em0/s72-c/INTER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-790258881036472379</id><published>2010-02-04T13:12:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T05:39:12.854-08:00</updated><title type='text'>Ainda se anda em círculos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando pequeno, adorava calor. O suor na testa, o rosto queimado. Sensação térmica elevada: brincar. A tarde toda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Futebol no pelando asfalto. A &lt;em&gt;tampa&lt;/em&gt; do dedão sempre no "campo". Canela com canela? Discussão. Às altas horas, dores apareciam. Para curar, faixa na coxa ou cintadas da mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Permissão para encher a piscina. Chato: não se misturavam menino e menina. Percebia-se pudor nas relações sociais (na época, eu não curtia "esse tal 'pudor'"). Cabeça lá no fundo - quem aguentaria mais tempo? Velho sabão-em-pó. Outras dores às altas horas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Festas de fins de semana. Frio e chuva atrapalhavam (perigo de gripe). Se calor, cada sábado na casa dum amigo. Ninguém podia tomar vinho, cerveja. Mas em esconderijo tudo é possível. Incrivelmente, todos voltavam íntegros para casa. Caso contrário, as dores &lt;em&gt;surgiriam&lt;/em&gt; às altas horas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Namoros escondidos. De novo, pudor social: longe do pai da menina. O meu, do tipo "Vai lá, filhão!". Namorico de piá de quinze anos: garanhão: o melhor drible; mais tempo no fundo d'água; quem bebia mais. Processos de conquista...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O calor intenso continua, mas não mais o acho divertido. Não preciso de namoradinhas. Estou sem tempo para futebol na rua. A piscina secou. E falta liberdade para correr sem responsabilidade, cantando. Por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-790258881036472379?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/790258881036472379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=790258881036472379&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/790258881036472379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/790258881036472379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2010/02/quando-se-anda-em-circulos.html' title='Ainda se anda em círculos?'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-5312124867316153757</id><published>2009-12-16T15:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T18:33:15.142-08:00</updated><title type='text'>Do lado esquerdo do peito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigos?! Por perto. Não muitos: tudo em excesso faz mal (este, conselho amigável da mamãe). Mais fácil atender a pequenas quantidades - amigos, sempre atenciosos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem ligar. Torrar bônus em &lt;i&gt;blábláblás &lt;/i&gt;acerca de vestibular, passado, livros de chamada. Conversar no msn. Enviar uma frase certa ou sempre apreciar as histórias fascinantes. De madrugada, cada bizarrice, risos, ironia ou comoção. Depende da liberdade da amizade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O prazer da conversa com o pai. Contas, conselhos, avisos. As broncas fogem à função familiar. Mãe, do conselho: "Leva o guarda-chuva, menino". Não adiantou teimar! Subsequentemente, chá de hortelã. Dela, claro. Sim - qualquer um faria igual... Mas mãe amiga é o que há.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A companheira dorme tranquila. Amizade é andar juntos no mercado; paciência para estranhos hábitos. O parque com o cachorro; a indecisão na escolha do restaurante (lasanha concilia!). Um beijo antes de dormir e a certeza de que ao lado há a melhor mão do mundo - a da paixão-amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shakespeare escreveu (bem). Escolhi muito... a dedo. E estimo ter sido bem escolhido. Brigas e gargalhadas... Emoção por causar uma lagrimazinha! Brilham conclusões. À noite, soa uma música certíssima; o café que nunca sai; a cerveja de improviso às 23h.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço carinhoso, sempre, ao final: a gente é feliz. Amigos?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-5312124867316153757?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/5312124867316153757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=5312124867316153757&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5312124867316153757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5312124867316153757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/12/do-lado-esquerdo-do-peito.html' title='Do lado esquerdo do peito'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3447649156861121367</id><published>2009-11-25T17:27:00.001-08:00</published><updated>2009-11-25T19:14:27.283-08:00</updated><title type='text'>O perigo do conhecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto muito do Renascimento Cultural. Perceber as técnicas utlizadas em &lt;i&gt;La Gioconda&lt;/i&gt; ou ler &lt;i&gt;&lt;a href="http://superdownloads.uol.com.br/download/179/livro-sonho-de-noite-de-verao/"&gt;A Midsummer Night's Dream&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; são prazeres que possuo. Contudo, o que mais me admira no período renascentista é o espírito dos pensadores daquela época.&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial, sans-serif;font-size:medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também sou metido a ler sobre "tudo". Comprei, a exemplo, &lt;i&gt;&lt;a href="http://pcangelo.files.wordpress.com/2008/05/stephen-hawking_-_o-universo-numa-casca-de-noz-pdf.pdf"&gt;The Universe in a Nutshell&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt; Quero divertir-me entre relatividade e buracos negros. Quem lê, pensa "O que isso tem a ver com Machado de Assis?". Confesso não me importar com a resposta. Tento, ingênuo, diminuir a lacuna entre mim e o conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O início em uma área diferente "da nossa" é trabalhoso. Inevitáveis, inclusive, algumas gafes. As dúvidas... (De pleomorfismo à influência dos isótopos do oxigênio nas chuvas da Amazônia, leva tempo para ocorrerem as conclusões almejadas.) A dor de cabeça da danada filosofia... O cálculo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Música; esporte; cinema; lúdico. Gramática, redação e literatura. Deve ser o espírito renascentista num cidadão contemporâneo! Pensar que, ainda, tanta coisa a se compreender - curiosidades ou origem da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, quem sabe, aclarar mais um pouquinho sobre amor. Mas só um pouquinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3447649156861121367?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3447649156861121367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3447649156861121367&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3447649156861121367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3447649156861121367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/11/o-perigo-do-conhecimento.html' title='O perigo do conhecimento'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2188531858934210885</id><published>2009-10-05T20:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T20:37:06.644-07:00</updated><title type='text'>Um exorcismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o vestibular, preparei-me num cursinho. A professora de geopolítica, certa vez, levou música para a sala. Objetivava trabalhar a ditadura militar brasileira - interessante ligação! Quer dizer, interessante para 348 alunos, porque duas gurias criticaram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que uma coisa tem a ver com a outra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anos passaram. Leciono e noto que "metidos a nada" persistem. Não entendem exposição do conteúdo por áreas de conhecimento ("sugerida" pelo MEC). Ao explicar sobre inclusão social, tecnologia da comunicação e variação linguística, o professor aguenta - em meio a "Você é moleque":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso é enrolação, é contá historinha. A gente queremo matéria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"a gente" representa a mesma quantidade da minha época de aluno: 2. Contudo, é suficiente para derrubar o espírito do professor. Seis horas de preparação fora da sala; vinte minutos de reclamação desafinada e infantil...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo &lt;i&gt;a didática da moeda&lt;/i&gt; foi considerada. Ao final, os demais alunos elogiam e pedem a permanência da maneira de lecionar. O mestre reconhece seu valor, mas pensa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Até que ponto vale a pena?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez até o discente passar no vestibular; a aluna do 2º ano conseguir tirar o primeiro 10,0 (maldito 9,9!); o funcionário público agradecer. Virtudes! Em meio à irritação, uma certeza:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deixemos os encostos em paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2188531858934210885?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2188531858934210885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2188531858934210885&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2188531858934210885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2188531858934210885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/10/um-exorcismo.html' title='Um exorcismo'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8038483754003632870</id><published>2009-07-29T21:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T18:10:56.918-07:00</updated><title type='text'>Pessoas que falam demais realmente falam bobagens.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Textos do senhor Adilson Alves, publicados na Gazeta do Povo, soavam engraçadinhos. Contudo, por causa duma crítica (gratuita) a um dos grandes nomes nacionais da Linguística - ao Prof. Dr. Carlos Alberto Faraco -, deixarei de ler o senhor Adilson Alves - nome que lembra AA, sigla sugestiva para embasamento dos textos do colunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faraco - mestre pela UNICAMP, doutor por Salford (Inglaterra) e pós-doutor pela University of California - emitiu opinião sobre a lei que obriga a publicidade a traduzir termos de outras línguas para o português. Como qualquer cidadão em sã consciência, hostilizou a decisão legislativa. A opinião pode ser lida aqui: &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?id=906103"&gt;http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?id=906103&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No que era pra ser comentário sobre a tese defendida pelo linguista, o simplório Adilsão elegantemente chamou o estudioso de velho e desocupado, além de indicar a leitura de uma obra que, com certeza, Faraco já estudara antes mesmo de Adilson Alves saber o que é um sintagma verbal (ou "descobrir" a Geração de 30). Essa ironias não soaram engraçadas, pelo menos não tanto quanto a argumentação utilizada por Adilsão. Reparando-se bem, os argumentos são os mesmos que Faraco utilizara - o que indica outra característica do pseudo-crítico: falta de criatividade. A baboseira se encontra em: &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?id=909045&amp;amp;err=&amp;amp;fal=1&amp;amp;opi="&gt;http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?id=909045&amp;amp;err=&amp;amp;fal=1&amp;amp;opi=&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta, portanto, se conclui: por que alguém ridiculariza outra pessoa e não o posicionamento dela? Quem sabe, por ter notado um excelente texto de um estudioso que entende mais do assunto visado, que tem mais conteúdo e que apresenta dados estatísticos em vez de dizer que salame é de origem italiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até parece que não há o &lt;i&gt;Influenza&lt;/i&gt; para ser abordado. Senhor Adilson, que tal uma abordagem teórica sobre a filologia das palavras cotidianas ligadas à nova onda nacional?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obs.: currículo Lattes de Carlos Alberto Faraco: &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727874Z1&amp;amp;tipo=completo"&gt;http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727874Z1&amp;amp;tipo=completo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8038483754003632870?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8038483754003632870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8038483754003632870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8038483754003632870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8038483754003632870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/07/pessoas-que-falam-demais-realmente.html' title='Pessoas que falam demais realmente falam bobagens.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3533821118501536929</id><published>2009-06-27T19:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T20:59:53.183-07:00</updated><title type='text'>2 x 0 no regulamentar; vitória nos pênaltis.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brasileiro curte jogo que termina num 5 x 1. Impossível compreender lógica nesse pensamento! Não há chance de qualidade em placar assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na goleada, apenas um time jogou bem. Só que futebol consiste em 22 jogadores - iniciais, pois em jogo emocionante ocorre pelo menos uma expulsão. 5 x 1 exprime ações pela metade, denota despreparo ou amadorismo da equipe desbaratada. E pior: sempre algum fiel afirma "Nem sempre quem joga melhor vence!": como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse lance de &lt;i&gt;futebol arte&lt;/i&gt; deve ser controlado. Pelo menos, repensado. Classificação louvável: em casa, 0 x 0; fora, 1 x 1. A marcação forte e a técnica exprimem jogo plausível. A falta na hora certa, o gol (de pênalti) aos 44min... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o brasileiro não curte competitividade. Insiste em tolerar goleadas. E, além disso, prefere dois dribles bonitos e uma bola na trave a um gol &lt;i&gt;chorado&lt;/i&gt;. O Romário que tinha razão: "Gol de bico é lindo, pois é gol". Algo assim. O torcedor de times brasileiros merece, às vezes, um &lt;i&gt;carrinho na altura do joelho&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3533821118501536929?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3533821118501536929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3533821118501536929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3533821118501536929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3533821118501536929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/06/2-x-0-no-regulamentar-vitoria-nos.html' title='2 x 0 no regulamentar; vitória nos pênaltis.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2165579810509879193</id><published>2009-06-13T20:22:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T20:48:18.492-07:00</updated><title type='text'>12</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia dos namorados cessou. Esquisitos  não curtem a data. As desculpas, sempre as mesmas: "Pois o capitalismo isso...",  "O interesse no presente aquilo...", "As flores da minha vida murcharam...". Pleonasmo intertextual insuportável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me se quem odeia o dia dos namorados também detesta a própria data de aniversário. As aplicações são idênticas em ambos os casos. O presente entre próximos que brigaram pode reconciliar. A espera no restaurante possivelmente lembre a demora no sorvete de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não aprecia o 12 de junho com certeza não senta à mesa dum bar. Na hora da cerveja, amigos discutem; mendigos aparecem e pedem dinheiro; músicas berradas; amigos discutem de novo; alguma promessa. Igual a no namoro: precisa de um dia específico, às vezes, para o empurrão final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que emoção ao escolher o presente certo! Por mais que toda semana gere uma lembrança, a expectativa de agradar, numa data especial, encanta. Xingar atendentes, comer rapidamente, calcular para poder gastar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amantes ou não, todos deveriam comemorar o Valentine's Day tupiniquim. Flores, bombons,  algum kit exótico. Tudo vale.  Só não vale ter de trabalhar nessa data tão linda, ainda mais quando ela cai numa sexta-feira. Mas isso já é assunto para outro post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2165579810509879193?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2165579810509879193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2165579810509879193&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2165579810509879193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2165579810509879193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/06/12.html' title='12'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3142471700960051582</id><published>2009-05-10T08:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T08:46:00.838-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para sempre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Carlos Drummond de Andrade]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus permite&lt;br /&gt;que as mães vão-se embora?&lt;br /&gt;Mãe não tem limite,&lt;br /&gt;é tempo sem hora,&lt;br /&gt;luz que não apaga&lt;br /&gt;quando sopra o vento&lt;br /&gt;e chuva desaba,&lt;br /&gt;veludo escondido&lt;br /&gt;na pele enrugada,&lt;br /&gt;água pura, ar puro,&lt;br /&gt;puro pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer acontece&lt;br /&gt;com o que é breve e passa&lt;br /&gt;sem deixar vestígio.&lt;br /&gt;Mãe, na sua graça,&lt;br /&gt;é eternidade.&lt;br /&gt;Por que Deus se lembra&lt;br /&gt;- mistério profundo -&lt;br /&gt;de tirá-la um dia?&lt;br /&gt;Fosse eu Rei do Mundo,&lt;br /&gt;baixava uma lei:&lt;br /&gt;Mãe não morre nunca,&lt;br /&gt;mãe ficará sempre&lt;br /&gt;junto de seu filho&lt;br /&gt;e ele, velho embora,&lt;br /&gt;será pequenino&lt;br /&gt;feito grão de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser ouvir o próprio Drummond declamando esse poema, acesse &lt;a href="http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema039.htm"&gt;http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema039.htm&lt;/a&gt; e curta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3142471700960051582?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3142471700960051582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3142471700960051582&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3142471700960051582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3142471700960051582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/05/para-sempre-carlos-drummond-de-andrade.html' title=''/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3340060652406605430</id><published>2009-03-14T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T07:49:09.496-07:00</updated><title type='text'>Caracterizando substantivos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Processo complicado, das relações, é adjetivar. Em várias situações, a sincera palavra caracterizadora recebe indiferença, desrespeito. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Irritado&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feliz&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonita&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estatal&lt;/span&gt;... Palavras que podem ser ambiguamente interpretadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedreiro, na obra: "Oh, gostooosa". A mulher, obviamente, não credita olhar de aprovação. As que confiam no elogio acabam tachadas sexual-negativamente. Sensatez - pois, machismo por diversão. Que a postura continue repressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos, pais... Estes, sem muita vontade; aqueles, a geração da baderna. Herdeiros alienados ao estudo, inconformados com tudo que têm, desinteressados em relação à sociedade que até tenta abraçá-los. Pai e mãe, trabalhando, culpados: o msn em vez da conversa familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política nacional continua pífia. O povo, desatento. Os votos permanecem errados e os eleitos convivem felizes. Castelo obscuro, empresa falsa, fazenda fantasma... Os pensadores da nação, poucos, sofrem - não mais pelas pessoas, sim devido à indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerveja não se tornou gelada. A repreensão a comentários se alastra. Imposição de ajetivos desmotivantes a qual desgraça uma noite. Em casa, um blog atualizado com um texto diferente. Parece disco do Nenhum de Nós: "Histórias reais, seres imaginários".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3340060652406605430?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3340060652406605430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3340060652406605430&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3340060652406605430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3340060652406605430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/03/caracterizando-substantivos.html' title='Caracterizando substantivos'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-479777386066960381</id><published>2009-01-26T07:57:00.001-08:00</published><updated>2009-01-26T08:00:43.449-08:00</updated><title type='text'>Verbo esquisito (sinonímia aceita)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia 23 de dezembro, Globo News: "Câmera flagra moradores de rua sendo incendiados no ES". As imagens demonstravam que a desgraça está manutenida no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incendiar pessoas se tornou prática. Basta lembrar o índio Galdino. Os agressores dele, neste momento, queimam churrasquinho - a influência política salva. A proteção, porém, pode ocorrer às avessas. Imagine um jovem que deve ao traficante. Queimá-lo: uma forma de pagar o descrédito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pneus queimando no asfalto. Bebedeira e direção se confundem. Por isso, auê quando se começou a severamente usar o bafômetro. Se pesa no bolso, o pessoal pensa um pouco. Mas só um pouquinho, já que a caipirinha evita "queimar a cara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia abriu fogo duvidosamente. Impunidade corre solta: o principal policial do caso João Roberto foi absolvido. Segundo o advogado do batalhão, Nélio Andrade, "Ele estava no estrito cumprimento do dever". Não se queimou, o homem da lei, com o pelotão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de quando o "Fogo!" era de mentirinha, em filmes e desenhos. Saudoso comportamento correto que nunca presenciei. Às vezes, penso em parar de ler os periódicos; outras, não; de quando em vez, taco fogo nos jornais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-479777386066960381?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/479777386066960381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=479777386066960381&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/479777386066960381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/479777386066960381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2009/01/verbo-esquisito-sinonmia-aceita.html' title='Verbo esquisito (sinonímia aceita)'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-4216466154151259219</id><published>2008-12-29T21:08:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T20:47:40.759-08:00</updated><title type='text'>Quatrocentos gramas de boa.vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o ano iminente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desejos&lt;/span&gt;. Tentar um carro novo ou, quem sabe, acumular mais aulas; investir na UFPR; viajar para o Nordeste com a namorada. Juntamente, a vontade de cozinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SWwb-wjcq9I/AAAAAAAAAG4/vt2P1HjRSwQ/s1600-h/P1010001.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SWwb-wjcq9I/AAAAAAAAAG4/vt2P1HjRSwQ/s200/P1010001.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290634427252911058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A foto - dum molho preparado ontem. Não apareceram alfavaca e pimentas. Batata-palha caseira, pão fresquinho, maionese e farofa também não se vêem. Garanto, no entanto, que o cachorro-quente ficou saboroso. Tão maravilhoso quanto a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;expectativa&lt;/span&gt; acerca do novo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe: "Ele cozinha muito bem!". Suspeitas à parte, esforço-me. E, às vezes, lutar é o que falta para um ano bom. Não se olham os limites nem se arrisca uma ambição. Um cozinheiro descuidado; a panela queimada. Por que não um ingrediente novo, mais calor ou menos água gelada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que é fácil "conquistar alguém pela boca". Uma vez que já tenho romance, tentativa de fisgar um 2009 bom: aperitivo, prato principal e sobremesa. Sono a menos, trabalho após estudo, prazer -a receita da congratulação pessoal e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano novo é como um prato inovador: basta conscientemente prepará-lo e servi-lo com os devidos acompanhamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-4216466154151259219?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/4216466154151259219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=4216466154151259219&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4216466154151259219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4216466154151259219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/12/quatrocentos-gramas-de-boavontade.html' title='Quatrocentos gramas de boa.vontade'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SWwb-wjcq9I/AAAAAAAAAG4/vt2P1HjRSwQ/s72-c/P1010001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6057513479455009009</id><published>2008-12-23T05:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T06:22:54.464-08:00</updated><title type='text'>Balanço do finzinho</title><content type='html'>Finalmente, férias. Após a formatura dos meus alunos da oitava série, comemorei o descanso breve. Com o pé no sofá, veio alguma lembrança sobre o último mês. Trata-se do velho balanço de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve negatividades. Sexta, sábado, domingo e segunda longe da namorada; trabalho, trabalho. Antes, alguns amigos subiram de cargo e de ego - falta de flexibilidade e cegueira "produtiva". Ouvido entupido... Esses deslizes, contudo, em meio a maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peixe frito. Manjubinhas mergulhadas em suco de (dois) limões. Como tempero, coentro, cebola, sal e pimenta. Farinha de mandioca, gordura bem quente. Os peixinhos, perdoem o caráter mórbido, não decepcionaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeio a dois com a amada. Descobertas de lugares; redescoberta de sentimentos. Também, a aprovação máxima, dela, nas bancas do Design. Projeto perfeito comemorado com cerveja (ou suco de morango, pois a nova lei é severa). A paixão realmente não desagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter se tornou o único a conseguir todos os títulos coerentemente disponíveis. Alguns, inclusive, de forma invicta. E se o assunto é alcançar, vivas à minha amiga fisioterapeuta. Alguém para cuidar da minha tendinite. Remédios têm diversas faces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, algumas homenagens. Depoimentos no orkut ou e-mails em tom de agradecimento. Na citada formatura, trato especial por parte dos alunos (piadas, aplausos e titulações). O reconhecimento, muitas vezes, deixa o docente mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, alegrias. Entre acidentes e amigos-secretos esquisitos, destinei mais parágrafos às passagens portentas. Fui fiel a um propósito produtivo, sem promessas! E tenho dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6057513479455009009?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6057513479455009009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6057513479455009009&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6057513479455009009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6057513479455009009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/12/balano-do-finzinho.html' title='Balanço do finzinho'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6428062550444539336</id><published>2008-11-27T17:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T05:42:10.289-08:00</updated><title type='text'>Exercício contra-dissertativo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/STvSioxbqMI/AAAAAAAAAGo/Krn9C9_GojI/s1600-h/PA220153.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277042880896805058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/STvSioxbqMI/AAAAAAAAAGo/Krn9C9_GojI/s200/PA220153.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em cima do muro. Quando li sobre a restrição à meia-entrada, reclamei. Ao reler, considerei quaisquer visões. Tendência no Brasil: dane-se o culto! No entanto, não custa quase-dissertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u471436.shtml"&gt;Folha On-line&lt;/a&gt; noticiou que artistas acompanharam a votação no Senado. Nos olhos deles, um cifrão igualzinho ao de cinemas, teatros e estádios. Insana soa a idéia de que a meia-entrada continue de segunda a quinta (sob &lt;strong&gt;40%&lt;/strong&gt; do total de passes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o outro lado. Meu vizinho, 72, possui carteirinha de estudante. Pegando leve, incoerente - a idade já proporcionaria descontinho. Provei: má intenção; aproveitador; pilantragem. A meia-entrada se banalizou e o preço da cultura subiu. Com as restrições previstas no projeto da cota, nada impede a redução de 40% no valor do ingresso "normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regeneração e a fiscalização da carteirinha da UNE seriam boas medidas. Todavia, retorno à neutralidade. Aprendi, com meus cds dos Engenheiros do Hawaii, que deixar mensagens em aberto se trata duma manobra-estímulo. Mas, apesar da (não)posição que assumi, não consigo deixar de instigar: pensemos primeiramente no lado cultural!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6428062550444539336?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6428062550444539336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6428062550444539336&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6428062550444539336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6428062550444539336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/11/exerccio-contra-dissertativo.html' title='Exercício contra-dissertativo'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/STvSioxbqMI/AAAAAAAAAGo/Krn9C9_GojI/s72-c/PA220153.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-5248622301729054159</id><published>2008-11-22T04:44:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T18:58:53.270-08:00</updated><title type='text'>Normalidade</title><content type='html'>Existem códigos que regem a mesmice social. Um: todo romance me recorda que a média (anual) nacional de leitura é de 1,3 livro "per capita". E evitem-se os xingamentos aos brasileiros que não gostam de ler: todos iguais, todos iguais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas conversas, amalgamam-se fofocas, xingamentos e intrigas. Quem assiste a aulas não se preocupa com o conhecimento: R$ 600,00 mensais, casa alugada e um Fusca 67 representam um ótimo futuro! No emprego, também não se demonstra o mínimo interesse por destacar-se, por bem cumprir as expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traição e vingança crescem concretamente. Passarinhos verdes me alertam para a possibilidade de o amor não mais ter significado. Casais? Apenas na novela – e nela, toda a esperança. A paixão platônica transcendeu para robertomarinhônica. Pobres livros fechados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos espaços públicos, notam-se esmolas que reciclam a vagabundagem. &lt;em&gt;Graça&lt;/em&gt; e manutenção do preconceito. Jogam-se nas costas divinas&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;as falhas múltiplas e a esperança de emprego; acorda-se meio-dia, sem a mínima intenção de suar. Rotina, rotina, rotina essa luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesmice humana - um moto-perpétuo social. O cidadão imita o vizinho até tornar-se alvo. Insaciável prazer de interpretar papéis que sequer permitem crítica: todos iguais, todos iguais... Uns mais iguais que os outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-5248622301729054159?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/5248622301729054159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=5248622301729054159&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5248622301729054159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5248622301729054159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/11/normalidade.html' title='Normalidade'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-1503445289606184534</id><published>2008-10-14T20:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T22:16:12.545-07:00</updated><title type='text'>Um pensamento diferente</title><content type='html'>Não quero folgar no dia 15 de outubro; prefiro trabalhar. O que &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; soa falso, em análise encerra minha consideração sobre o labor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor não recebe quaisquer valores. A família "empurra" o filho para o docente, mas reclama quando o jovem é advertido. Os colégios sentem-se no direito de pagar &lt;em&gt;migalhas&lt;/em&gt;. Alguns diretores repassam aos lentes comandos esquisitos (Vender rifa em nome da Instituição?!). Bastantes alunos não aproveitam a sabedoria do mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, opto por lecionar no Dia dos Professores. Não me importo com a grana perdida que um dia a menos de trabalho significa. Tenciono, sim, desnudar o que a categoria obscurece: profissionais preguiçosos, por exemplo. Anseio, também, por recriar a imagem de uma classe trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nego a necessidade de um &lt;em&gt;agrado&lt;/em&gt;. Contudo... Que tal, em vez de folga, presentes: livros, vales-qualquer-coisa, café da manhã, disco? Aumento de salário, curso a gosto, viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário social: "Ah, vão parar de novo? Como professor é vagabundo!". A lei 52.682 de 1963 impõe o dia 15 de outubro como a data "em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias". Não há menções a folgas! Penúria: nem o professor sabe por que não foi trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pausa representa outra mancha no corpo docente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-1503445289606184534?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/1503445289606184534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=1503445289606184534&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1503445289606184534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1503445289606184534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/10/um-pensamento-diferente.html' title='Um pensamento diferente'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3426818214901318851</id><published>2008-08-27T19:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T21:26:37.388-07:00</updated><title type='text'>...que deveria ter sido postado no dia 27 de agosto.</title><content type='html'>A última conta? Há trezentos e sessenta e seis dias. E a data do aniversário assassina vários acontecimentos. Presentes, simples que sejam, apagam um bocado de dados do último ano. Exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prendeu-se o traficante Juan Carlos Abadia. Julgaram-se - e condenaram-se - uns quarenta políticos ligados ao caso "Mensalão". Os líderes da Igreja Renascer, Estevam e Sonia Hernandes, receberam voz de prisão nos Estados Unidos. Salvatore Cacciola foi detido em Mônaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Superior Tribunal eleitoral proibiu a "infedelidade partidária". Um qualquer padre e ex-interno da Febem se atritaram - suposta pedofilia. A Petrobrás descobriu novas fontes de petróleo. A "oposição" derrubou a eterna CPMF que a "situação" tencionava. Quadros de Picasso e Portinari sumiram; felizmente, reapareceram intactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da polícia nacional se envolveu na morte de inocentes. O REUNI foi decretado, o que causou discussão social acerca do futuro das universidades públicas. Isabela, coitada, "caiu" da janela do seu apartamento. A corrida para decidir quem representaria o Partido Democrata nas eleições estadunidenses atingiu a comicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guga anunciou a aposentadoria em relação às quadras. Ricardinho deixou de ser o levantador oficial da seleção de vôlei. Marta novamente se sagrou a melhor boleira do mundo. Na China, esquisitas três medalhas de ouro tupiniquins. Houve escândalo entre famoso jogador e travestis. A seleção brasileira de futebol deixou de encantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os presentes do aniversário continuam na mesa. Tamanha dispersão: não-freudianamente, esqueci-me de listar um monte de acontecimentos. Que Dalton Trevisan não leia este post: torço para que &lt;em&gt;O maníaco do olho verde&lt;/em&gt; ganhe muitos prêmios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3426818214901318851?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3426818214901318851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3426818214901318851&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3426818214901318851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3426818214901318851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/08/que-deveria-ter-sido-postado-no-dia-27.html' title='...que deveria ter sido postado no dia 27 de agosto.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6042661063293180356</id><published>2008-07-25T08:28:00.001-07:00</published><updated>2008-07-26T09:53:49.171-07:00</updated><title type='text'>Perfeição</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O professor disserta sobre ponto difícil do programa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um aluno dorme,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cansado das canseiras desta vida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O professor vai sacudí-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vai repreendê-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O rofessor baixa a voz,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com medo de acordá-lo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissão de risco. Além do trabalho ininterrupto, o perfeccionismo atormenta um professor comprometido. A aula termina; os alunos entenderam a matéria; o docente acha que pode superar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem macetes ou comentários desnecessários. Português: variação lingüística, teoria da comunicação, gramática, interpretação de texto, literatura... Variações dum mesmo tema. E mesmo quando o discípulo diz "Prof., você me fez leitor!", certo vazio persiste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo: "Cara, isso é responsabilidade, é bom! Uma aula toma muito tempo!". De fato, começa antes da sala. Em pré-vestibular, a preparação aumenta - pois além de ensinar, encara-se a sensibilidade onírica do discente. Então, frase engraçada para análise sintática, crônica do Luis Fernando Verissimo para interpretação, apostas "esquisitas". E que todos aprendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntar "Entenderam?" e ouvir "Sim!" pertence ao grupo dos prazeres máximos. Exemplo: o aluno, aparentemente dorminhoco, resolve o exercício assim que solicitado. E o vazio, aos poucos, cede ao contentamento. A perfeição se manifesta em preocupações e risos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6042661063293180356?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6042661063293180356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6042661063293180356&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6042661063293180356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6042661063293180356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/07/perfeio.html' title='Perfeição'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6730940170498594521</id><published>2008-07-18T10:13:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T11:49:28.191-07:00</updated><title type='text'>Em busca da música perdida</title><content type='html'>O pessoal da horda NX Zero disse que toca "rock do bem", diferentemente de cabeludos que se batem em shows e escrevem porcarias. Agressividade gratuita acompanha incapacidade: os ruinzinhos atacam os bonzinhos, pois por si só conseguem um clipe na MTV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As "minhas" bandas não agradam à geração deprimente. Comparar o rock dos anos 60, 70 e 80 com as bandas que hoje fazem a cabeça da moçada não condiz. Impressiona-me alguém que prefira CPM 22 ao Pink Floyd, ao KISS, aos Paralamas do Sucesso. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Analisemos. No nome, as bandas ritualizam um pacto de (não)criatividade: colocam um amontoado de letras maiúsculas; depois, inventam um significado para elas - que possui menos sentido que a própria sigla. As citadas hordas procederam assim, semelhantes a SPC e KLB. Sobre as letras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... "Aonde eu moro, aonde eu vou / Como tudo sempre muda ao redor do sol": a primeira palavra, de acordo com a maldita gramática, escreveu-se erradamente, pois para idéia estática o uso correto é &lt;em&gt;onde&lt;/em&gt; e não &lt;em&gt;aonde&lt;/em&gt;. No mais, esses chavões de "tudo muda ao redor do sol" continuam bregas: você, leitor, muda quando sob o sol? Fica verde igual ao Huck ou seus cabelos caem; sua casa começa a voar?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... "Longos foram os dias que eu fiquei a te esperar / No fundo eu já sabia, que eu não iria te encontrar...": letra reveladora. Primeiro, a teórica &lt;em&gt;rima pobre -&lt;/em&gt; a minha cadelinha consegue sonorizar dois verbos no infinitivo ("latir" com "dormir"). Segundo, a exposição retardada: se sabia que não encontraria a dita cuja, por que aumentar o predicativo "fracassado"?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... "Eu vou agora / Eu vou com ou sem você / Eu vou embora / Não quero mais andar em círculos". Quase um &lt;em&gt;perpetuum mobile &lt;/em&gt;, não? "Com Raça posso até vencer / nas curvas vou ultrapassar / no limite até o fim / cada segundo que ganhei / cada suor que derramei / podem levar ao primeiro lugar / da velocidade dos nossos corações / e no lugar mais alto / Levar o país inteiro / e cada vez mais alto / Vibrar por ser o primeiro": sério, cadê a coerência interna do verso "da velocidade de nossos corações"? Não consigo entender. Lamentável: a música se chama "Fórmula 1"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, as músicas "analisadas" pertencem ao NX Zero. Se é isso que eles chamam de "não falar besteira", (quase) desisto de pensar sobre "High Hopes" e "Wish you were here", "Rock and roll all nite" e "Forever"", "Aonde quer que eu vá" e "Lanterna dos afogados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-lhe Brasil: único país onde desgraças siglamatizadas duram mais que três meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6730940170498594521?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6730940170498594521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6730940170498594521&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6730940170498594521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6730940170498594521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/07/em-busca-da-msica-perdida.html' title='Em busca da música perdida'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-5853691843935405620</id><published>2008-07-06T08:15:00.000-07:00</published><updated>2008-07-06T10:19:01.753-07:00</updated><title type='text'>Nua e crua</title><content type='html'>&lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt;, caderno &lt;strong&gt;Cotidiano&lt;/strong&gt;: "Homem mata amigo após traição da mulher em Santa Catarina"; "Dois morreram em tiroteio durante quermesse" (SP); "Policiais militares são suspeitos de matar jovens" (SP); "Dois são presos com 305kg de droga em meio a melões" (BA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;, coluna &lt;strong&gt;G1&lt;/strong&gt;: "Menina de 6 anos morre atropelada por carro da polícia" (RJ); "Acidente fere trabalhadores rurais em SP"; "Festa em escola acaba com um morto e nove feridos no RS"; "Menina de nove meses é baleada em MG".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Zero Hora&lt;/em&gt;, capa: "Arma é roubada em ataque a posto rodoviário em Santa Cruz do Sul" (RS); "Jovem sofre tentativa de homicídio em Novo hamburgo" (RS); "Presos supostos líderes de quadrilha que aterrorizava cidades" (BR); "Polícia encontra quatro corpos em casebre na Capital" (RS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Estado do Paraná&lt;/em&gt;, seç&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SHD97wrx8HI/AAAAAAAAAEk/192Ai-WnzwQ/s1600-h/foto_25082007203804.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219951171245043826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SHD97wrx8HI/AAAAAAAAAEk/192Ai-WnzwQ/s200/foto_25082007203804.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ão &lt;strong&gt;Polícia&lt;/strong&gt;: "Triplo homicídio na Cidade Industrial" (PR); "Jovem é morto dentro de casa no Cajuru" (PR); "Criança de dois anos é morta pelo padrasto" (PR); "Morre atropelado na BR-116 após cair da moto" (PR).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas publicadas em 06 de julho de 2008. Variação dum mesmo tema: violência múltipla. Na patética melhor cidade do Brasil, alguns dados alegram a bandidagem. Média de homicídio: em 2007, 1,6 morto por dia (ou 589 no ano); média de furto e roubo de carros: em 2007, 16,6 por dia (ou 6079 no ano); média de assalto a ônibus: em 2005, 8,72 por dia (ou 3181 no ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isso, não se esforça combate. E a região central se revela tão ruim quanto os bairros. Ao lado da Reitoria da UFPR (representante máxima do turismo local), aumentei a p&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SHD9i9qFNHI/AAAAAAAAAEc/sB8FX2VaZKg/s1600-h/0,,11071733-EX,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219950745230849138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SHD9i9qFNHI/AAAAAAAAAEc/sB8FX2VaZKg/s200/0,,11071733-EX,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rimeira estatística que expus... Adianta tanta rua, tanto binário, se não existe segurança? Domingo, pelos parques, contam-se nas unhas os policiais que rondam os ambientes. Estradas, estacionamento público? Nem-um guardinha ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer ou não crer, eis a questão. Tanta liberdade descontrolada só gera perda de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-5853691843935405620?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/5853691843935405620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=5853691843935405620&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5853691843935405620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5853691843935405620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/07/nua-e-crua.html' title='Nua e crua'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SHD97wrx8HI/AAAAAAAAAEk/192Ai-WnzwQ/s72-c/foto_25082007203804.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7705575115095627236</id><published>2008-06-25T07:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T07:34:43.901-07:00</updated><title type='text'>Continuação do texto de outrem.</title><content type='html'>Os “sem-noção” do transporte coletivo (final)&lt;br /&gt;(Fernando Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, dediquei-me a escrever sobre os “sem-noção” do transporte coletivo de Curitiba – aqueles passageiros que não são propriamente mal-educados mas que costumam atrapalhar (e muito) os outros usuários sem se darem conta disso. Como essa peculiar fauna que habita nossos ônibus é muito extensa, a lista dos “sem-noção” continua hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa-mosca: espécie que se alimenta de moscas. Fica dentro do ônibus caçando-as e, quando percebe, o veículo parou no ponto em que ele quer descer. Tomado de medo de não desembarcar, o papa-mosca resolve então empreender uma corrida de obstáculos para sair do ônibus. Obviamente, os obstáculos somos nós, os demais passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caçador do banco perdido: espécime de “sem-noção” muito obstinado. Tem um objetivo e não desiste dele nunca: conquistar um banco para ir sentado no ônibus. O caçador costuma agir quando chega um ônibus vazio no terminal. A fila vai andando, as pessoas entram e o sujeito “sem-noção”, ao perceber que todos os assentos foram ocupados, resolve só pegar o ônibus seguinte. O problema é que ele pára em frente da porta da condução e se esquece que tem um monte de gente atrás querendo entrar. Mas o pior é quando o caçador entra no ônibus e, ao perceber que perdeu a disputa pelo último banquinho, resolve sair quando todo mundo está entrando. O tromba-tromba é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O charada: é o mais enigmático dos “sem-noção”. Quando está em um ônibus cheio, sem razão aparente, resolve sair do lugar relativamente confortável em que está para ir a outro ponto do veículo apenas para satisfazer sua misteriosa vontade de mudança. Obviamente, para isso, vai incomodando todo mundo que está à frente. Mais enigmático ainda é quando ele está perto de uma porta de saída, cruza o ônibus inteiro para... descer pela outra porta. Nem Freud explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fumacinha: é o fumante que se acha educado. Ele até se esforça. Como é proibido fumar dentro dos ônibus e das estações, ao esperar a condução ele só acende o cigarro fora... 30 centímetros fora do tubo. Obviamente, a fumaça vai toda para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surdinho: sujeito com alta produção de cera de ouvido, a ponto de impedir que ele escute as insistentes mensagens sonoras sobre regras de embarque e desembarque veiculadas dentro do ônibus. O surdinho desce pela porta de embarque dos biarticulados e entra nos ligeirinhos antes que os demais passageiros desçam. Um cotonete ia bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7705575115095627236?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7705575115095627236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7705575115095627236&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7705575115095627236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7705575115095627236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/06/continuao-do-texto-de-outrem.html' title='Continuação do texto de outrem.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3166413648622390359</id><published>2008-06-20T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T15:52:15.531-07:00</updated><title type='text'>Um texto de outrem.</title><content type='html'>Os “sem-noção” do transporte coletivo (Parte 1)&lt;br /&gt;(Fernando Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba lançou há um mês uma campanha para que os passageiros curitibanos sejam mais educados. Reportagem do domingo desta Gazeta do Povo mostrou que os resultados têm sido animadores: os usuários do sistema, aos poucos, estão mais corteses uns com os outros. Isso é animador. Quem sabe alguém não pense em ampliar o foco da campanha também para os “sem-noção” do transporte coletivo. Diferentemente dos sem-educação, que geralmente sabem o que estão fazendo, os “sem-noção” – como o próprio nome diz – simplesmente não têm idéia de que seu comportamento atrapalha os outros passageiros. Veja alguns dos principais espécimes de “sem-noção” que habitam nossos ônibus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O apaixonado pela porta 3: esse peculiar tipo de usuário nutre uma paixão platônica pela porta 3 dos biarticulados – aquela pela qual todos entram. Ao adentrar no ônibus, o apaixonado, em vez de procurar um lugar nas extremidades do veículo, pára na porta 3. Ela deve ser tão sedutora que atrai multidões de apaixonados, que se espremem só para ficar perto dela enquanto nos cantos do ônibus há espaço de sobra. Azar daqueles que querem entrar e não conseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O boneco de açúcar: esse ser é muito sensível. Dissolve-se ao menor contato com água. Quando começa a chover – mesmo a mais leve garoa – o boneco logo fecha as janelas do ônibus, transformando o coletivo em uma sauna. É um espécime especialmente nocivo na hora do rush e no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A tia da bolsa: essa simpática senhora sempre aparece quando você mais está com pressa. Vem vindo o ônibus, você está atrasado, corre para entrar no tubo e pegar a condução quando... aparece a tia da bolsa, bem à sua frente, para pagar o cobrador. O problema é que a tia é muito esquecida. Ela sempre se esquece de pegar o dinheiro da passagem antes de sair de casa. E resolve procurá-lo dentro de sua imensa bolsa enquanto o ônibus vem chegando e a fila vai aumentando. Ela tira da bolsa celular, batom... e o ônibus chegando. Ela tira lenço de papel, óculos escuros, escova de cabelo... mas nada do dinheiro. E o ônibus chegando. Por vezes ele passa e a tia ainda não achou o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O touro-sentado: esse tipo é o cara-pálida que confunde degrau com banco e gosta de sentar na escada de descida do ônibus, atrapalhando a saída dos passageiros. Normalmente faz parte da tribo dos adolescentes. Só mesmo alguém com menos de 18 anos para se sentar no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que vem, conheça outros espécimes dos “sem-noção” que circulam no transporte coletivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3166413648622390359?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3166413648622390359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3166413648622390359&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3166413648622390359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3166413648622390359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/06/um-texto-de-outrem.html' title='Um texto de outrem.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-4556697015500256647</id><published>2008-06-12T09:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T13:16:29.145-07:00</updated><title type='text'>Namorar: verbo transitivo direto.</title><content type='html'>Pessoas mal-amadas costumam detestar o &lt;strong&gt;Dia dos namorados&lt;/strong&gt;. Os argumentos projetam-se nos chavões "data capitalista" a "dia dos namorados é todo dia". Particularmente, prefiro encerrar a introdução para evitar xingamentos a esses &lt;em&gt;tipos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão: importante. Nela, razão para um telefonema de madrugada ou para o gasto imoderado no restaurante. Gargalhadas sadias: do chocolate no dente; do tropeço no cachorro; do carro a álcool que teima em não funcionar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se o dia para troca de presentes; não se negue a prática! Esquisito quem não sorri quando ganha a jaqueta almejada. Ao presenteado, a expectativa de receber o que implicitamente pediu; ao presenteador - será que o cd importado e o livro raro vão agradar? (Escusado escrever que jogo-de-panela e meia denotam péssimas escolhas para 12 de junho.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo deve namorar e dar presente. Os casais às bodas-de-ouro ainda namoram; as rosas, no processo do pólen, também; crianças se afeiçoam na bolacha recheada que trocam entre si - verbo mágico esse tal namorar! Até a vida, abstrata demais, namora as pessoas - menos as mal-amadas, que não entendem quando alguém diz "tô a fim de você" de forma subentendida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-4556697015500256647?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/4556697015500256647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=4556697015500256647&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4556697015500256647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4556697015500256647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/06/namorar-verbo-transitivo-direto.html' title='Namorar: verbo transitivo direto.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2419271687315985368</id><published>2008-05-22T10:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-22T11:01:23.003-07:00</updated><title type='text'>Paixão adolescente</title><content type='html'>Enquanto crescemos, gostos chegam, passam e, às vezes, voltam. Há, também, os que simplesmente nunca se apagam - e eu tenho um desses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, a turnê nova. &lt;a href="http://www2.uol.com.br/engenheirosdohawaii/principal/entrevista_orkut.htm"&gt;Gessinger já comentou &lt;/a&gt;que"Novos Horizontes" possivelmente seja o último trabalho da banda. Logicamente, não perdi o concerto dos Engenheiros do Hawaii. O resultado, após R$ 123,00 de ingresso, não se resume à palavra &lt;em&gt;maravilhoso&lt;/em&gt;. Fileira 04: rock-anos-80 em pleno século XXI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de empurra-empurra, cotoveladas, bêbados chatos. Quiçá, novo rabugento: perdi a paciência com aglomerações em casa (de show?) mal ventilada. No Teatro Positivo, encontrei acústica perfeita, um cenário encantador, espaço para pular. Ouvi e cantei seguramente, entre "O papa é pop" e "Ando só", "No meio de tudo você", "3ª do plural", "Faz de conta"... &lt;em&gt;Old and new&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(HG: incomparável letrista; melodias pinkfloydianas; sintético; metafórico; novamente no baixo; dono indiscutível da banda; infelizmente, gremista.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas não esquecem namoradas passadas. Outras, algum jogo de futebol. A minha paixão cinge a banda gaúcha. Uma grande vantagem: minha namorada não sente ciúmes, não se importa: até apóia: paixão é diferente de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2419271687315985368?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2419271687315985368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2419271687315985368&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2419271687315985368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2419271687315985368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/05/paixo-adolescente.html' title='Paixão adolescente'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7982139107970856790</id><published>2008-05-14T18:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T19:47:19.162-07:00</updated><title type='text'>O elemento o mais urbano possível!</title><content type='html'>Catalisador de gastrite, enxaqueca, crise de choro: estresse. Presente nas ruas, nos lares, nos seres. O mantra flui, mas forças irritantes insistem na quebra da paz. Tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa de telefonia aliada ao provedor incompetente. Contas inexistentes, formato PABX, atendentes mal-educadas, promessas em gerúndio. O Procon não dispensa a esquisita relação entre burocracia gratuita e competência. Xerox pra cá, reconhecimento de firma pra lá; o cidadão? parado? muito brabo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família e trabalho misturados representam confusão. Discussões porque a filha leva amigos ao serviço; brigas porque o pai não concorda com o cálculo da mãe; chateações porque a tia quer meter-se na administração do negócio. Para completar, os observadores - que alvitram somente em momentos intempestivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faculdade a seqüência estonteante de trabalhos O melhor sistema de transporte do Brasil As improfícuas formalizações laborais O serviço bancário Rinite Poça d'água O cachorro que escapuliu e não voltou O café esfriou A blusa molhada (ai que frio!) O computador que trava à hora de digitar Mais estesse... Estresse... Estresse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos mínimos aos máximos, Hans Selye - se vivo - concluiria "My God!" para a irritação que ajudou a formalizar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7982139107970856790?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7982139107970856790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7982139107970856790&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7982139107970856790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7982139107970856790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/05/o-elemento-o-mais-urbano-possvel.html' title='O elemento o mais urbano possível!'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-817765943925746203</id><published>2008-04-23T17:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T19:25:03.061-07:00</updated><title type='text'>Livre concorrência(?)</title><content type='html'>"Desconsideremos" o Renmin Dahuitagn: são dez mil lugares. No Brasil, ele representaria um absurdo cultural, econômico e político. Todavia, temos teatros de que podemos, sim!, orgulhosamente tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teatro de Manaus é uma sala centenária com capacidade para 701 pessoas. Construído à época do Ciclo da Borracha, traz arquitetura clássica: ogivas altas e teto abobadado. Em cada parede, homenagem a importantes nomes da arte (Mozart, Carlos Gomes, Ésquilo, Aristóphane...). Abrange a Companhia de Dança, o Coral e a Orquestra Filarmônica do Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SA_uKE7gdXI/AAAAAAAAAEE/rvF5Pb0ZgFg/s1600-h/municipal2004natal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192630752270906738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SA_uKE7gdXI/AAAAAAAAAEE/rvF5Pb0ZgFg/s200/municipal2004natal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em São Paulo, saliência para o Teatro Municipal. Casa da Semana da Arte Moderna (1922), seu aspecto civil segue a &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.operadeparis.fr/"&gt;Opéra national de Paris&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Foi inaugurado em 1911 com uma sessão de "Hamlet" - ópera de Ambroise Thomas. Comporta de 1500 a 1600 espectadores e, dentre seus projetos, destaca-se a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma contagem interessante está nos Pampas. Dos trinta auditórios nacionais com capacidade superior a mil poltronas, sete são gaúchos: Auditório Araújo Viana; Teatro do SESI; Teatro PUC; Teatro da UFRS; Teatro Guarani; Teatro da OSPA; Teatro do Bourbon Country. Em todos, programação exemplar. Curiosidade: antes da última reforma por que passou, o Auditório Araújo Viana possuía capacidade para três mil pessoas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... espaços curitibanos? Famosa pelo seu Festival de Teatro, Curitiba apresenta du&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SA_ueU7gdYI/AAAAAAAAAEM/fDGyMpHqAMQ/s1600-h/teatro_foto_bot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192631100163257730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="85" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SA_ueU7gdYI/AAAAAAAAAEM/fDGyMpHqAMQ/s200/teatro_foto_bot.jpg" width="189" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as das mais completas salas do Brasil: o poderoso Guaíra - construído em arquitetura moderna, cuja sala principal (Bento Munhoz da Rocha, o "Guairão") foi fundada em 1974 e comporta 2173 pessoas; o Teatro Positivo - edificado em traços os quais remontam ao maravilhoso Teatro Epidaurus (Grécia, séc. IV a.C.), possui 2400 lugares e é o maior teatro do Paraná. Essa "concorrência de gigantes" será muito cultural para a capital paranaense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam linhas para o Teatro Guararapes, o Teatro Castro Alves, o Teatro Nacional Claudio Santoro... Outras importantes salas que embelezam o cenário &lt;em&gt;scenicu &lt;/em&gt;do Brasil. Individualmente, estamos longe do Renmin Dahuitagn; juntos, entretanto, contabilizamos bem mais que um-bilhão-e-alguns-milhões de chineses: brasileiro sempre deve ser multiplicado por dez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-817765943925746203?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/817765943925746203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=817765943925746203&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/817765943925746203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/817765943925746203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/04/livre-concorrncia.html' title='Livre concorrência(?)'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/SA_uKE7gdXI/AAAAAAAAAEE/rvF5Pb0ZgFg/s72-c/municipal2004natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2262240986384586979</id><published>2008-04-06T08:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T18:42:04.092-07:00</updated><title type='text'>Em que se trata do que deveria persistir</title><content type='html'>Ao redor do fogo, cerveja e carne assada. Um tio conta o passado do seu irmão mais velho. Este, embora negue o relato, sabe que os filhos aceitam os fatos. Orgulho geral: antigamente, era digno apanhar por causa da malandragem. E todos os homens riem ao redor da churrasqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às mulheres, na cozinha, a maionese. Entre si, alguma intimidade do dia-a-dia. Cada tia trouxe uma sobremesa. Aliás, muita história boa ocorre nesse transporte. Incrível: uma das gelatinas caiu no colo do motorista; o cachorro pulou no bolo de fubá; um filho travesso furou o pudim com o dedo. E todas as mulheres riem na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço. Ao fundo de "Passe o macarrão pra cá!" ou "Maldito! Você derrubou coca na minha batata!!!", alguma do Teixeirinha. O tio fanfarrão senta a mão nas, digamos, ancas da esposa -a qual fora buscar mais salada. Ela ruboriza, mas demonstra empáfia: "Meu homem!". E todos riem em volta da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a era se estica. Hoje, tapas de dez homens em uma só guria. Em vez de "Meu homem", ela pensa "Quantos machos de uma só vez?". Não se deseja casar, ter uma vida digna, assar carne ou preparar maionese. O almoço de família foi trocado: baladas são mais espirituosas. Aniversário? Até meia-noite, R$ 30,00 de entrada e R$ 45,00 de consumação. (R$ 5,00 cada lata de cerveja quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado não pode ser revelado aos filhos. Máscaras ao cigarro precoce, às agressões gratuitas, ao ensino médio incompleto por causa da gravidez precoce...) E todos riem sem porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança &lt;em&gt;pra pior&lt;/em&gt;! Comentam-se, já, casamentos em casa noturna. Por "aquele" precinho, todos numa pista de som. Literariamente, isso poderia chamar-se &lt;em&gt;naturalismo&lt;/em&gt;. E quão incompreensível, ao fim da festa, a conclusão "por que não ganhei presentes? por que nem todo mundo está feliz?". Vidas vazias, totalmente secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insensível quimera de regressar à idade das bestas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2262240986384586979?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2262240986384586979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2262240986384586979&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2262240986384586979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2262240986384586979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/04/em-que-se-trata-do-que-deveria.html' title='Em que se trata do que deveria persistir'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2954047514976446354</id><published>2008-03-14T16:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T18:40:48.610-07:00</updated><title type='text'>Possibilidade</title><content type='html'>N&lt;em&gt;O Evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt;, Saramago humaniza Jesus. Dores e líbido cercam o Messias. Obviamente, os cristãos criticaram a obra. Este post também será alvo de censuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O politeísmo não acabou. Houve reformulações. A crença católica confirma: santos no lugar dos deuses gregos. E assim como estes, aqueles possuem funções específicas. Um para casamento; outro para chuva; cada país com o seu. Atena interveio no destino de Odisseu; os homens atuais (solitários, em alguns momentos, igual ao Ulisses) crêem nos santos para conseguir amor ou colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Santíssima Trindade é outro sinal de não-monoteísmo. Entidades diferentes? Circunlóquio, três: crenças diversas. Deus, Espírito Santo e Jesus comportam "etapas" diferentes&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R-PsQ9xYEqI/AAAAAAAAAD8/EENmcrH4rKk/s1600-h/190x190_8571642095.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180243772609925794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R-PsQ9xYEqI/AAAAAAAAAD8/EENmcrH4rKk/s200/190x190_8571642095.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;; Posseidon, Hades e Zeus formavam divisão "sintática". Semelhanças entre pagãos e cristãos, de novo: duas trindades divinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, assim como de Zeus se sabe, é inquestionável. Conseguiram essa classificação sob imposições. Zeus se sobressaía perante seus próprios comandados; Deus, à cobiça do demônio. Há cultos, músicas e festas para os dois. O vinho após as batalhas gregas; o sangue no primeiro domingo do mês. As odes após as batalhas gregas; os testemunhos cristãos subseqüentes a uma benção. Tudo em público, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post não visou à verdade. Todavia, não custa repensar certas estruturas. Cada ser humano deve ter suas crenças. Acreditar é importante - seja no metafísico, na liberdade, no não... O que não pode é pôr fé na ignorância. Não, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2954047514976446354?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2954047514976446354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2954047514976446354&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2954047514976446354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2954047514976446354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/03/possibilidade.html' title='Possibilidade'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R-PsQ9xYEqI/AAAAAAAAAD8/EENmcrH4rKk/s72-c/190x190_8571642095.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8948222557267885293</id><published>2008-02-20T14:58:00.000-08:00</published><updated>2008-05-05T18:48:20.348-07:00</updated><title type='text'>Isto sim que é disputa!</title><content type='html'>Peço desculpas às demais torcidas: Internacional e Grêmio têm a maior rivalidade regional do futebol tupiniquim. Nos pampas, time é parte do corpo. Pai e filho com chimarrão, picanha; cinco sentidos focados nas jogadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas, agora, aos gremistas: a história dos grenais prova a superiorida&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R7zHeCtlKmI/AAAAAAAAAD0/w0JAUhvXYVs/s1600-h/Grenal+I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169225791252540002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R7zHeCtlKmI/AAAAAAAAAD0/w0JAUhvXYVs/s200/Grenal+I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de colorada. Dos 369 encontros, o Inter possui 137 vitórias. São exatos 19 (dezenove) triunfos a mais que o rival tricolor. Os gols atingiram o número 1015 - com 524 do Internacional e 491 do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas curiosidades envolvem os grenais. Dos 10 mais importantes, &lt;strong&gt;07&lt;/strong&gt; terminaram com vitória colorada. Primeiro confronto: &lt;em&gt;Grêmio 10 X 0 Internacional&lt;/em&gt;. Todavia, os demais jogos revertem o tropeço alvi-rubro. Em 1954, na Inauguração do Olímpico, o Inter presenteou o Grêmio com uma vitória de &lt;em&gt;6 X 2&lt;/em&gt;. O grenal do século, em 1988, terminou &lt;em&gt;Saci&lt;/em&gt; &lt;em&gt;2 X 1 Mosqueteiro &lt;/em&gt;(de virada; Inter com um a menos). O clássico do gol mil encerrou grandiosamente; o primeiro clássico internacional, em 2004, também (perdoem o trocadilho!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior goleada em campeonatos brasileiros foi do Inter (&lt;em&gt;5 X 2&lt;/em&gt;, 1997). Com relação ao público, o recorde &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; se situou no Beiro Rio. Em 1989, eram 78 mil pessoas no jogo &lt;em&gt;Internacional 2 X 1 Grêmio&lt;/em&gt; (bilheteria recorde). O Inter conquistou todos os títulos que o Grêmio já conseguiu. Muitos deles, com brilho demasiado superior: campeão do Campeonato Brasileiro invicto, em 1979; octocampeão gaúcho, de 1969 a 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, dados. A superioridade colorada não atrapalha o confronto. Como escrevi, grenal é o maior clássico do Brasil. Inter e Grêmio somam 18 títulos em torneios nacionalmente eminentes. Mas como poetizou Nélson Silva, no "Celeiro de Ases", &lt;em&gt;vibra o Brasil inteiro com o clube do povo do Rio Grande do Sul&lt;/em&gt;. No coração, um só: dá-lhe Inter!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: "Celeiro de ases": &lt;a href="http://www.internacional.com.br/mp3/hino_celeirodeases_original.wav"&gt;http://www.internacional.com.br/mp3/hino_celeirodeases_original.wav&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8948222557267885293?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8948222557267885293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8948222557267885293&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8948222557267885293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8948222557267885293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/02/isto-sim-que-disputa.html' title='Isto sim que é disputa!'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R7zHeCtlKmI/AAAAAAAAAD0/w0JAUhvXYVs/s72-c/Grenal+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-4464766764036041889</id><published>2008-02-08T19:08:00.000-08:00</published><updated>2008-02-08T21:16:02.756-08:00</updated><title type='text'>Que complicado!</title><content type='html'>&lt;em&gt;O que eu sinto a respeito dos homens é estranho&lt;/em&gt;. Nenhum de Nós, faixa "Extraño". Refleti acerca desse trecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores não criam seguidores; restringem-se a linhas para outros chatos. Filósofos falidos se igualam aos líderes políticos: falam, falam, falam... E gerúndio. Pensadores pregam a educação popular mas escrevem em linguagem demasiado expropriada! Estudiosos esquisitos visam à exposição gratuita de conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misantropos enquanto ganham dinheiro. Jovens compram &lt;em&gt;pick-up&lt;/em&gt; para não carregar mais que um. Fumantes desprovidos de cigarros coletivos. Filhos se garantem com as terras dos pais. A divisão de cargos via influência. A literatura chorosa às margens de um rio. O boleiro fanático reclama do preço do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idosos de 20 anos não cedem lugar a recém-mães. Homens são fiéis à mesa da sogra. Pais compensam com computador, video-game e McDonald. Namorados-de-sexo zombam de bodas de ouro. Alienados preferem sinestesia ao real perfume de mulher. Assassinos revezam no plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin significa evolução a quê? Nelsinhos estupram pela prazer da imposição. Padres vencem a prova de aliciamento. Promíscuas simbolizam a sensualidade universal. Professores oferecem a outra face a alunos. Pessoas desconhecem o poder da crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que eu penso a respeito de tudo é tão estranho&lt;/em&gt;. O distúrbio soa comum, mas perder a fé não se torna estranho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-4464766764036041889?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/4464766764036041889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=4464766764036041889&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4464766764036041889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4464766764036041889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/02/que-complicado.html' title='Que complicado!'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8956269995972882662</id><published>2008-02-01T20:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T08:04:29.558-08:00</updated><title type='text'>Quem será o sambista?</title><content type='html'>Uma amiga anunciou mudança. Para surpresa, Curitiba como destino. Antes do embarque, as típicas perguntas. Acerca do clima, comentei que a tendência ao frio é desafiadora. Sobre a praia, citei os 934m acima da linha do mar. Do questionamento sobre o desfile de carnaval, ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma carioca não encontrará Escolas de Samba decentes fora da Cidade Maravilhosa. Se nem a Vai-Vai (das mais antigas do Brasil) consegue elevar o status de São Paulo, ima&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R6STy-EbI2I/AAAAAAAAADk/WDtGtb9BivA/s1600-h/Mangueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162413576737727330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R6STy-EbI2I/AAAAAAAAADk/WDtGtb9BivA/s200/Mangueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;gine se a Mocidade Azul curitibana... Três agremiações, dois carros alegóricos, rainhas de bateria propensas a pelancas: eis o desfile da terra do pinhão. Seriedade em bizarrices?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o desfile do Rio continue puro. Escolas de Samba, lá, também mudaram. No primórdio, quando Mangueira - &lt;strong&gt;a mais ilustre&lt;/strong&gt; - e Portela - recordista de títulos - tiveram a rápida concorrência da Deixa Falar - primeira Escola de samba -, as disputas costumavam ser sadias. Competição musical. Havia o pudor da festa européia com a ginga verde-amarela. Os idealizadores se respeitavam exemplarmente. Ismael Silva (Deixa Falar) e Cartola (Mangueira) eram malandros, bandidos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da exaltação dos costumes tupiniquins caímos no produto de mercado. O Governo Federal liberou, este ano, R$ 12 milhões para cada Escola do Rio. Procurou-se "aumentar os investimentos no setor de turismo". Que balela! Desconfio desses "investimentos" assim como desconfiei dos grampos telefônicos na sede da Beija-Flor. Definitivamente, o lado cultural-carnavalesco se perdeu. A marchinha existencialista cedeu lugar à bunda. A empolgação da platéia quedou-se perante o poder da mídia. Sem extensões à promiscuidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R6STWuEbI1I/AAAAAAAAADc/zFomHzGPzig/s1600-h/Paulo+da+Portela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162413091406422866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R6STWuEbI1I/AAAAAAAAADc/zFomHzGPzig/s200/Paulo+da+Portela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Devo repensar meu conceito de desfile. Todas as Escolas de Samba estão corrompidas - por incapacidade ou conduta anti-ética. Braguinha, Saturnino Gonçalves, Paulo da Portela: ilustres falecidos. Os substitutos aparecem em proporção desigual, gradativamente modificados. Quando não houver mais gente boa, tenho medo das alegorias que surgirão nos sambódramos. O Carnaval, em Curitiba ou no Rio, termina na mesma impressão: vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8956269995972882662?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8956269995972882662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8956269995972882662&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8956269995972882662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8956269995972882662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/02/quem-ser-o-sambista.html' title='Quem será o sambista?'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R6STy-EbI2I/AAAAAAAAADk/WDtGtb9BivA/s72-c/Mangueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-4230363344410292333</id><published>2008-01-17T10:04:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T18:54:59.920-08:00</updated><title type='text'>A idade da razão</title><content type='html'>No último domingo, a menina - de nove anos - com uma boneca. Cuidava atenciosamente da filhinha. Manta, musiquinha e mamadeira. Cena rara: a guria estuda no &lt;a href="http://www.marista.org.br/index.cfm?unecod=8"&gt;Santa Maria&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha geração é transitiva direta. Jovens! Não vimos Tom e Vinicius em um show regado a uísque. Não conseguimos assistir a um jogo do Pelé. Irrompemos na década subseqüente à morte da Clarisse. Olhamos assustados pra galera do &lt;em&gt;impeachment.&lt;/em&gt; Choramos no 1º de maio de 1994. Ansiamos por um banho de lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empinamos raia. Corremos descalços no futebol. Brincamos de esconde-esconde, Naquele matão!, com roupa preta que dificulta o trabalho de quem contou. No colégio, um beijinho sem saliva. Pedimos um &lt;strong&gt;brinquedo&lt;/strong&gt; de presente de Natal. Bebemos escondido. Fugimos da igreja. Ritualizamos a primeira experiência sexual. Escrevemos em ambígua conjugação verbal (presente e passado ao mesmo tempo): os fatos se misturam no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova geração, aos quatro anos, já imerge estuprada. No capítulo "A tentativa mais importante" de &lt;em&gt;O homem sem qualidades&lt;/em&gt;, Robert Musil discorreu sobre a revolta que os jovens apresentam em relação aos velhos. Segundo ele, todo espírito de mudança se perde quando aqueles jovens se tornam os pais. Velhos tempos de rock and roll! Os atuais futuros jovens não têm inteligência pra alterações: educação &lt;em&gt;by&lt;/em&gt; Marinho, Abravanel e Macedo. O &lt;em&gt;Castelo Rá-Tim-Bum&lt;/em&gt; foi trocado por vagabundas. Os jogos humanos perderam sentido perante a desgraçada pista-de-tampinha virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporte é o gol do personagem de 64 bits. Não estudam porque a UNIESQUINA abrange quem nunca leu Machado de Assis. O rádio reproduz KLB 22, Nirvana ou Babado não sei o quê. Não entendem política. Gostam de ganhar um salário mínimo. &lt;a href="http://www.suburbanoconvicto.blogger.com.br/manos.JPG"&gt;Vestem-se no estilo Power Rangers&lt;/a&gt;, todos marcados com 55. Não aprenderam o verbo &lt;em&gt;criticar&lt;/em&gt;. O sexo é uma bala na boca de crianças - literalmente, às vezes. Inversões perigosas, nas quais a sabedoria cede lugar à mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, uma menina ainda cuida da boneca. Patinha feia dentre as galinhas que desejam estrelar a Caras de setembro. Cantou Humberto Gessinger: eu me sinto tão pequeno nessa terra de gigantes. Nós! Que a garotinha escreva, daqui 11 anos, um texto que &lt;em&gt;louve&lt;/em&gt; a nova geração. Voltarão, bolas e bonecas, para os quartos infantis?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-4230363344410292333?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/4230363344410292333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=4230363344410292333&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4230363344410292333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4230363344410292333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/01/idade-da-razo.html' title='A idade da razão'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8868123205665045837</id><published>2008-01-04T08:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-04T09:28:40.060-08:00</updated><title type='text'>2008!</title><content type='html'>Acabou o período festivo. Natal: família, com um peru bem gordinho. Virada de ano: amigos, de preferência na praia. Óbvio que alguns &lt;em&gt;encostos&lt;/em&gt; impedem que muitas pessoas consigam essa idealização. Todavia, não se pode desculpar uma ausência com lugares-comuns pré-positivos ou pré-negativos, tais como "ano que vem tudo será diferente" ou "que época de ano mais sem graça".&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R35rhcvfDdI/AAAAAAAAADM/SwkyKm-MnD4/s1600-h/Peru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151673246153641426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R35rhcvfDdI/AAAAAAAAADM/SwkyKm-MnD4/s200/Peru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não é cristão e se porta coerentemente, o lado religioso do Natal se perde. Mas seres (bem) providos de inteligência não dispensam presentes e, no dia 25 de dezembro, umas das alegrias é essa (não é necessária a crença divina pra pegar a onda, e também não é mister o preconceito). Outra felicitação gira em torno das várias pessoas queridas e amadas reunidas em torno da mesa. Rir dos tios bêbados; o medo da revelação do amigo-oculto e da lembrança; a barriga em volume incrível: peru abençoado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na virada, a bebida da limpeza. Penha, Santa Catarina, com namorada e amigos. Festa! E uma recordação idiossincrática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para você ganhar belíssimo Ano Novo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(mal vivido ou talvez sem sentido)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para você ganhar um ano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;novo até no coração das coisas menos percebidas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(a começar pelo seu interior)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas com ele se come, se passeia,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;se ama, se compreende, se trabalha,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não precisa expedir nem receber mensagens&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(planta recebe mensagens?passa telegramas?).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não precisa fazer lista de boas intenções&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para arquivá-las na gaveta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não precisa chorar de arrependido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pelas besteiras consumadas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nem parvamente acreditar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que por decreto da esperança&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a partir de janeiro as coisas mudem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e seja tudo claridade, recompensa,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;justiça entre os homens e as nações,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;direitos respeitados, começando&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pelo direito augusto de viver.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para ganhar um ano-novo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que mereça este nome,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas tente, experimente, consciente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É dentro de você que o Ano Novo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;cochila e espera desde sempre.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de confiar nos dias, nos terceiros, no papel! Que tal nós mesmos &lt;strong&gt;batalharmos&lt;/strong&gt; por um ano congratulante?! Estudo, trabalho, economia, lazer, pintura, cálculo, literatura, música - os primeiros passos de uma caminhada rumo à alegria. Não dormir para pular o&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R35qe8vfDbI/AAAAAAAAAC8/O1xVceMxgdk/s1600-h/PB230038.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151672103692340658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R35qe8vfDbI/AAAAAAAAAC8/O1xVceMxgdk/s200/PB230038.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ndas; na cidade, ter preguiça de levantar cedo para trabalhar: estranha vontade de ser feliz! Quem muito esbanja não pode reclamar de ficar em casa no dia 31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre desejo o contentamento geral. Mas muita gente insiste no posto de arrogância, na necessidade de humilhar, no comportamento desmoralizador, na tentativa de rebaixar o festerê. Não sou nem quero ser uma entidade santa. Pelo contrário, sagrada é a cervejinha de sexta-feira. Já que ao meu lado, a começar pela minha Baixinha, só existe gente boa - chega de preocupações universais. Família, Amor e amigos me emprestam um tempo incrível: Feliz 2008 pra vocês! E pra quem continua com a simpatia gratuita, um bom conselho: evite dormir de calça jeans...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: quem quiser ouvir o poema "Receira de Ano Novo", do Drummund, declamado pela Odete Lara... Peça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8868123205665045837?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8868123205665045837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8868123205665045837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8868123205665045837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8868123205665045837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2008/01/2008.html' title='2008!'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R35rhcvfDdI/AAAAAAAAADM/SwkyKm-MnD4/s72-c/Peru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8789198809590087453</id><published>2007-12-16T19:26:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T20:50:33.278-08:00</updated><title type='text'>As aparências enganam</title><content type='html'>Quanta ilusão em torno do Natal do Palácio Avenida. Quem conhece o Ballet Bolshoi se desola com a tosca base que as crianças do coral HSBC recebem: um mês de fama, onze de provações - e essa oscilação subseqüencia o descompromisso entre Brasil e decência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.bolshoi.ru/ru/"&gt;Teatro Bolshoi&lt;/a&gt; é um&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R2YAGcvfDZI/AAAAAAAAACs/TjQrsKpTKys/s1600-h/Teatro+Bolshoi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144799735111945618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px" height="123" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R2YAGcvfDZI/AAAAAAAAACs/TjQrsKpTKys/s200/Teatro+Bolshoi.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a instituição fundada em 1773, na Rússia, pelo príncipe Peter Urussov. Por lá, promove o ingresso de criança "pobre" na melhor dança do mundo. O projeto sofreu &lt;em&gt;casualidades&lt;/em&gt; (incêndio, trocas administrativas) mas se manteve, ao longo dos séculos, fiel ao propósito inicial. Tão fiel que em 1998 deslocou um pouco dessa grandeza para terras tupiniquins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, formou-se a primeira turma de bailarinos profissionais do &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;a href="http://www.escolabolshoi.com.br/index.php"&gt;Ballet Bolshoi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Os jovens tiveram, ao longo de oito anos, aulas de educação básica, língua estrangeira, história da arte, teoria e prática musical, expressão corporal, dança clássica, dança popular, interpretação, maquiagem; assistência médica e odontológica; bolsa-auxílio; roupas e viagens. Cada passo era orientado por uma equipe "de ponta", formada principalmente por brasileiros e russos. Nomes como Pavel Kazarian, Galina Anatolievna, Agrippina Vaganova, Henrique Beling e o grande &lt;a href="http://www.maj.org/P2007/hegi_cind_Vv.html"&gt;Vladimir Vasiliev&lt;/a&gt; garantiram a competência da primeira filial do Teatro Bolshoi fora da Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma opção para jovens desfavorecidos socialmente (95% do total de alunos d&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R2X_NcvfDYI/AAAAAAAAACk/iNXQ-FdZIwM/s1600-h/Mariana+Gomes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144798755859402114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="116" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R2X_NcvfDYI/AAAAAAAAACk/iNXQ-FdZIwM/s200/Mariana+Gomes.jpg" width="188" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a instituição) conseguirem materializar um sonho. Exemplo: em 2006, numa apresentação na sede do Bolshoi, em Moscou, a bailarina Mariana Gomes se tornou a primeira brasileira a ingressar na companhia russa. Recompensa pelas mais de cinco horas diárias de treinos e aplicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percepção que o Ballet Bolshoi gera: ainda faz sentido investir em cultura. Ainda. Criações que liguem humanamente os segmentos da inteligência - educação, arte, esporte, trabalho... - são bem-vindas. Contudo, sabemos das dificuldades nacionais: dificuldade de investir no culto, de aceitar o que é trabalhosamente doloroso, de ser honesto. Há métodos mais práticos de atingir-se o sucesso: o roubo, a cola, meia-dúzia de crianças que, após um mês de cantoria em janelas, terão duas "oportunidades" musicais possíveis: banda de rock no estilo CPM 22 ou Capital Inicial; prosti-bandas no estilo Axé Blond ou Calipso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até quando os isolados conseguirão ser exemplos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, não sei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8789198809590087453?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8789198809590087453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8789198809590087453&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8789198809590087453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8789198809590087453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/12/as-aparncias-enganam.html' title='As aparências enganam'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R2YAGcvfDZI/AAAAAAAAACs/TjQrsKpTKys/s72-c/Teatro+Bolshoi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7406784950575086581</id><published>2007-12-08T08:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T20:42:16.419-08:00</updated><title type='text'>Todos juntos, vamos...</title><content type='html'>Um bar é sinônimo de união. Para justificar, amplio não-paradoxalmente a "noção temporal" de Santo Agostinho. O autor dos &lt;em&gt;Solilóquios&lt;/em&gt; escreveu a permanência de registros dentro de um único tempo: o presente. Neste, incluem-se resgates, verificações e antecipações que implicam as demais divisões cronológicas: memória: presente das coisas passadas; visão: presente das coisas presentes; expectativa: presente das coisas futuras. Exatamente o que acontece numa roda de beberrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem - com algum povo da faculdade - praticamente dois engradados de cerveja. O presente da confraternização se reproduz na minha memória. Recupero informações preciosíssimas. No boteco: fala-se mal de pessoas chatas; comenta-se sobre o que há de bom e o que há de desgraçado na UFPR; canta-se parabéns para os 21 anos do amigo; combina-se a despedida que ocorrerá na próxima quinta-feira; anseia-se pela aparição de quem não pôde ir. Como se dá toda essa aglutinação? Com os ganchos que só o presente produz, oras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é beber e sorrir. Quem não lembra a piada que o pai desastrosamente contou? Quem consegue derramar cerveja cinco vezes seguidas? Quem canta vitória antes da primeira rodada de cartas? Resposta: todos ao redor da mesinha. As seqüências se desenvolvem no presente que depois se torna comparação entre as confraternizações que separam memória (ou seja, que já maravilhosamente ocorreram) e expectativa (esperança de haver uma "palhinha" antes da próxima reunião).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que soou despragmática a justificativa. Não faz mal. Pra quem está fora do bar, toda aquela algazarra também não convém. A inveja - Ah, eles têm amigos! Ah, eles tomam Bohemia! Ah, eles não precisam agüentar a mulher reclamona! - sufoca melancolicamente. Um recado para os pseudo-ortodoxos: existe mundo fora da fase cristã de Aurelius Augustinus. No modo etílico, qualquer assunto se mistura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7406784950575086581?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7406784950575086581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7406784950575086581&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7406784950575086581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7406784950575086581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/12/todos-juntos-vamos.html' title='Todos juntos, vamos...'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-9020981371558081635</id><published>2007-12-03T05:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-03T16:56:54.561-08:00</updated><title type='text'>Pra entendidos.</title><content type='html'>A alegria futebolística possui várias faces. Ontem, quando o sr. Alício Pena Júnior apitou o fim do jogo em Porto Alegre, pude comemorar: o Corinthians estava rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Não me causou tristeza a derrota, em Goiás, do Inter. Pelo contrário, o tropeço do meu colorado era indispensável para a desgraça corinthiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu contentamento consiste na denotativa queda do Timão. Muita gente surge com a incrível falsidade "Ah!, eu sou contra o vazio que o Corinthians representa na história do futebol nacional". Pra mim, o Alvi-Negro tem uma certa notoriedade. Segunda maior torcida do Brasil; quatro títulos nacionais; recordista de títulos paulistas; craques como Sócrates e Rivelino atuaram no Parque São Jorge - tudo isso reafirma a importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns atributos tornaram o Corinthians um time arrogante. Conrinthianos fanáticos estão na lista dos seres mais insuportáveis que existem. A mídia criou uma aura em torno desse time a qual simplesmente não&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R1QZewMSUxI/AAAAAAAAACU/8kysnCAdawQ/s1600-R/Corinthianos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139761090859782930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R1QZewMSUxI/AAAAAAAAACU/vbSE2-UdJDc/s200/Corinthianos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; se pode aceitar. A CBF também compartilha do protecionismo: em nota no site oficial, afirmou que a confederação investigará o atraso que ocorreu no Olímpico e no Serra Dourada. No &lt;a href="http://www.globo.com/globoesporte"&gt;glob&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.globo.com/globoesporte"&gt;o.com&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as mais de vinte reportagens "de capa" eram sobre o Timão. Sensacionalismo barato: isso que me irrita! E o vice-campeonato do Santos? E a vaga na Libertadores que o Cruzeiro garantiu? E a lista das equipes classificadas pra Sul-Americana? E os outros rebaixados? A soma de todas essas torcidas supera o número de rebaixados, ops, de conrinthianos - o que torna trivial argumentos acerca de &lt;em&gt;atingir o maior público&lt;/em&gt;. Aplaudo a união brasileira (que nunca se repetirá) pelo rebaixamento dessa equipe que, em jogadas de marketing, quer sobrepor-se ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundas-feiras passaram a ser mais assinalantes. Se o vereador Valdenir Dias d&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R1SkzQMSUyI/AAAAAAAAACc/s6E1ckxTuDg/s1600-R/Gavi%C3%B5es+da+Fiel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139914275163362082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R1SkzQMSUyI/AAAAAAAAACc/inmZj-4-tDw/s200/Gavi%C3%B5es+da+Fiel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eseja implantar o dia do flamenguista curitibano - o primeiro dia últil da semana nacional se imortalizou automaticamente como conotação à situação do Corinthians: &lt;strong&gt;segunda&lt;/strong&gt; divisão. Resta, aos jogadores, vender amendoim entre os intervalos dos jogos da Série B: gerar dinheiro até a famosa e ambígua "ajuda oculta" chegar ao Parque São Jorge.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-9020981371558081635?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/9020981371558081635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=9020981371558081635&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9020981371558081635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9020981371558081635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/12/alegria-futebolstica-possui-vrias-faces.html' title='Pra entendidos.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/R1QZewMSUxI/AAAAAAAAACU/vbSE2-UdJDc/s72-c/Corinthianos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8150631609309487799</id><published>2007-11-25T19:23:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T21:10:50.335-08:00</updated><title type='text'>As incoerências coerentes</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em troca de e-mails, amigo e eu concluímos: o Brasil passa por tantas incoerências sociais e políticas que, na real, erros se tornam coerentes entre si. O povo, portanto, é elemento estranho à convivência. Viver está cada vez mais perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma coletânea de horrores. No Pará, quatro casos de mulheres presas junto a homens. Uma delas de 15 anos - cuja certidão de nascimento foi falsificada pela polícia. Outra, para sobreviver, comercializou: sexo em troca da comida que os detentos prazerosamente escondiam. Reflexos da falta de presídios femininos, do silêncio da justiça local.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fernando Henrique Cardoso: "Faremos o possível e o impossível para que saibam falar bem a nossa língua. (...) Queremos brasileiros melhor educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria.". Linguisticamente, há discussões sobre "boa fala"; gramaticalmente, perante particípio se utiliza "mais bem" e não "melhor". A incoerência de cobrar algo que não é capaz de produzir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;E a Monica? Contou, no livro introspectivo, que Renan cantava "Eu sei que vou te amar" pra ela. Que amor! E quem pagou a conta do telefone, do restaurante? O povo, a gente "que vai levando" (trecho de outra música do mesmo compositor) e lendo a alegria de Maluf concorrer à p********* de São Paulo em 2008!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em Curitiba, a situação também não está agradável. Moreira, reitor (da UFPR) o qual liberou a troca de habilitação - para alunos de Letras - sem a necessidade de novo vestibular ou PROVAR, pretende sair candidato. Aparências enganam! O químico não controla a Universidade, imagina a cidade... Quiçá, fará calçadas nas ruas que o atual gestor constrói. Só.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Muito mais. Listar seria demorado e garanto que já há gente de saco cheio desse &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;. Assim mesmo: se a relidade dói, no Brasil ela dói, causa riso e se hemofilia: incoerências de uma sociedade coerentemente sem remédio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8150631609309487799?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8150631609309487799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8150631609309487799&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8150631609309487799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8150631609309487799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/11/as-incoerncias-coerentes.html' title='As incoerências coerentes'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7582414491119958782</id><published>2007-11-20T08:30:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T10:54:55.734-08:00</updated><title type='text'>Análise da 1ª fase do vestibular da UFPR - Português</title><content type='html'>A prova manteve-se na normalidade da UFPR. Solicitou-se muita interpretação; o que houve de gramática estava contextualizado. No mais, acompanhem a análise proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro texto, “Sem culpa e sem vergonha”, retirado da revista Veja, era base de três testes. O título, inclusive, já indica uma correlação que um exercício retoma. Damatta dissertou sobre corrupção. Do passado ao presente, tratou das diversas manifestações corruptas do país – com foco principal na atualidade. Para o autor do texto, esse problema por que passamos, enquanto organização política, está no fato de protegermos aqueles que nos são próximos, independente do erro que eles cometeram. Quando, porém, o erro foi cometido por pessoas distantes, assumimos posição de justiceiros e exigimos rigor da lei. Para ilustrar, ele veste a dualidade com as parcerias existentes entre políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;46)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras&lt;/em&gt;. A &lt;em&gt;1&lt;/em&gt; está errada porque, no texto, o autor menciona que a "ética particularista" e a "ética universalista" "operam em qualquer sistema social" (primeira frase do segundo parágrafo). A &lt;em&gt;3&lt;/em&gt;, ao propor que "... a corrupção (...) está vinculada a determinadas ideologias e partidos políticos.", contradiz o que o autor escreve em "como revela o governo Lula, &lt;em&gt;independe&lt;/em&gt; de colocação ideológica ou partido político" (quarta frase do primeiro parágrafo; grifo meu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;47)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;um grupo de parlamentares&lt;/em&gt;. Aqui, duas maneiras básicas de encontrar a alternativa certa: perceber a ironia composta nas locuções em torno do "nosso" e do "nos", numa representação - em discurso indireto livre - da fala de alguns políticos; notar que, por exemplo, "o povo brasileiro" NÃO foi favorecido em inúmeras situações pelo presidente do Congresso Nacional (o que anula a alternativa que trazia "o povo brasileiro" como possibilidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;48)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;distancia os políticos do seu papel social&lt;/em&gt;. À leitura de "Tenho para mim que o intolerável e verdadeiramente enlouquecedor (...) a manifestação daquelas duas éticas no &lt;em&gt;campo do "político", justamente a esfera destinada a resolver a duplicidade&lt;/em&gt;." (primeira frase do terceiro parágrafo; grifo meu), percebe-se que autor somente não admite a dupla manifestação ética entre políticos. A alternativa "se relaciona com sentimentos de culpa a vergonha, decorrentes da ética da rua e da casa, respectivamente." contém erro, justamente, na ordem que estipula para as éticas e respectivos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;49)&lt;/strong&gt; O texto da questão era sobre a proposta de rodízio de carros do vereador Custódia da Silva - medida que visa à diminuição de congestionamentos e queda da poluição. Reparem na fonte: texto do site da Gazeta do Povo. Isso justifica a importância, dada em sala de aula, da leitura de conteúdos dispostos na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta correta: &lt;em&gt;[...] no centro da cidade é impossível transitar com veículo nos dias de semana [...] o centro tem um excelente sistema de trasporte e caminhar só fz bem à saúde. (E.M.)&lt;/em&gt;. Essa foi a única manifestação favorável à implantação do rodízio. As demais, com atenção interessante ao humor da "Minha opinião é... quem foi que votou nesse vereador Custódia da Silva??? (L.G.P.I.)", são contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto "A Filosofia como investigação", contido na edição de agosto de 2007 da revista Cult, deveria ser interpretado para as questões 50 e 51. O autor, Waldomiro José da Silva Filho, aborda como tema central a verdadeira definição para o cético filosófico. Ele defende a idéia de o cético negativo ser conceito pertencente ao momento moderno da filosofia. Para justificar essa opinião, resgata o conceito cético encontrado nos pensamentos dos filósofos gregos antigos e o confronta com Descartes. Aqueles, em suas formulações, transmitiam o lado interessante do pensamento cético, pois seus questionamentos eram embasados nos motivos para iniciar a creça em algo - ao cotrário do que propunha este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs. 1:&lt;/em&gt; os que terão prova específica de filosofia... Prestem atenção no texto! - principalmente por: presença de Descartes; menção a "gregos antigos"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs.: 2:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt;, latim, traduz-se ao pé-da-letra por &lt;em&gt;para isto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;50)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;Dizer que não se sabe ou não se tem certeza de nada já representa um conhecimento e uma certeza&lt;/em&gt;. Nota: "refutável" (latim &lt;em&gt;refutare&lt;/em&gt;) significa "contestável". Aquele que afirma não saber de nada, obrigatoriamente descobriu algo sobre seu saber; quem não tem certeza de nada, apresenta uma certeza quanto à incerteza que possui. Ou seja: toda conclusão em forma de afirmação vai representar, sim, um aprendizado, um saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;51)&lt;/strong&gt; Leiam estas sentenças, retiradas do texto:&lt;br /&gt;- "Essa atitude negativa que se atribui ao filósofo cético (...) tal dúvida é inventada por filósofos modernos.";&lt;br /&gt;- "... já disse que a filosofia moderna e contemporânea costuma recorrer a "caricatas figurações" (...)";&lt;br /&gt;- "Há, assim, ma diferença crucial entre o cético moderno e o cético antigo. O primeiro lança uma dúvida radical sobre todos os domínios do conhecimento."&lt;br /&gt;- "mas a pergunta mais fundamental: 'temos alguma razão para acreditar?'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta correta: &lt;em&gt;O ceticismo moderno questiona as condições do conhecimento; o antigo, se há por que crer&lt;/em&gt;. (Reparem que esta última oração é pura paráfrase de "temos alguma razão para acreditar?".) As frases transcritas contradizem os erros das alternativas desconsideradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;52)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;Os otimistas têm menos possibilidades de morrer de doenças cardiovasculares do que os pessimistas, afirmam os pesquisadores do Instituto de Saúde Mental da Holanda&lt;/em&gt;. À leitura da segunda parte do texto, dada no enunciado da questão, a primeira parte obrigatoriamente precisava conter uma comparação entre "otimistas" e "algum outro grupo" (no caso, pessimistas) - com ênfase positiva naqueles, para a permanência da coerência. Nenhuma das outras proposições acordava com tais "exigências".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;53) &lt;/strong&gt;A charge de Fausto, intitulada "Brasil em ação", retirada de &lt;a href="http://www.charges.com.br/"&gt;http://www.charges.com.br/&lt;/a&gt;, trazia quatro quadros com acontecimentos brasileiros. Queimadas florestais, violência em torno do avanço urbano, crises na saúde e no fornecimento elétrico e o caso Renan Calheiros estavam dispostos lado-a-lado: símbolos das últimas ações ocorridas no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta correta: &lt;em&gt;Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras&lt;/em&gt;. A &lt;em&gt;3&lt;/em&gt; está incorreta porque a vergonha do brasileiro se representou na fala das personagens - não no mico. Na &lt;em&gt;4&lt;/em&gt;, o erro encontra-se no fato de a afirmativa igualar as pessoas da charge aos políticos brasileiros - quando elas representam o povo indignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Modos de pensar a televisão" é um artigo, retirado da revista &lt;em&gt;Cult&lt;/em&gt;, de Arlindo Machado. O texto se inicia com o conceito de seriação televisiva. Um programa, dividido em partes, também remonta a uma divisão: ele pertence ao conjunto das apresentações que sofreu ao decorrer do tempo. Tal conjunto se chama seriação. O autor compara esse tipo de processamento à produção em série das fábricas automobilísticas: recurso para manter no ar, por muito tempo, programações baseadas na repetição de um mesmo esqueleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, ocorre um explicação ambientada para a seriação televisa. Como a programação da televisão compete com vários aspectos "caseiros", capazes de tirar atenção do telespectador, a repetição da programação é uma forma de reiterar, a cada segundo, o que acontece na telinha - sem permitir o desinteresse de quem assiste. Daí a importância da receptitividade e da criatividade que o programa deve possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;54)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;decorre tanto das condições de produção dos programas quanto de sua recepção&lt;/em&gt;. Justificativas: "... as razões que levaram a televisão a adotar a seriação como a principal forma de estruturação de seus produtos audiovisuais. Para muitos, a televisão (...) funciona segundo um modelo industrial e adota como estratégia produtiva as mesmas prerrogativas da produção em série que já vigoram em outras esferas industriais..." (primeira e segunda frase do segundo parágrafo) e "... se vê permanentemente constrangida a levar em consideração as condições de recepção..." (quarta frase do terceiro parágrafo) são dois trechos retirados do texto. As demais alternativas ou apresentam equívocos (como a que menciona "pouca criatividade") ou não apresentam informações contidas no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;55)&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;em&gt;"[...] a produção televisual se vê permanentemente&lt;/em&gt; constrangida &lt;em&gt;a levar em consideração as condições de recepção [...]" (&lt;/em&gt;forçada&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;. O termo, em destaque na frase, transmite idéia de obrigação, de atitude à força. "constrangida" é particípio passado de "constrangir" - que veio do latim &lt;em&gt;constringere &lt;/em&gt;e significa, entre outros, "forçar" - verbo que, por sua vez, gerou o particípio "forçada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras palavras:&lt;br /&gt;- prerrogativa (latim &lt;em&gt;praerogativa&lt;/em&gt;): regalia, apanágio, privilégio;&lt;br /&gt;- intrínseco (latim &lt;em&gt;intrinsecu&lt;/em&gt;): que está no interior de uma coisa, e que lhe é próprio, essencial;&lt;br /&gt;- contingência (latim &lt;em&gt;contingencia&lt;/em&gt;): eventualidade, possibilidade imprevisível, incerteza;&lt;br /&gt;- fragmentário (latim &lt;em&gt;fragmentu&lt;/em&gt;): que se encontra em fragmentos, sem unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;56)&lt;/strong&gt; Resposta correta:&lt;em&gt; Os presídios não são uma forma de mudar o ponto de vista de quem esteja lá preso. Não é porque foi preso que um marginal que já fez de tudo na vida vai mudar totalmente&lt;/em&gt;. Repare que ocorre a concordância verbal entre o sujeito "Os presídios" e o verbo "são" e entre o sujeito "um marginal" e o verbo "vai". Duas alternativas não obedeciam a essa gramaticalidade - concordância verbal. Das outras duas, uma apresentava contradição ("Os presídios não são uma forma de mudar (...) um marginal (...) vai mudar totalmente"); a outra atribui a mudança ao que o marginal já fez na vida, não ao presídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;57)&lt;/strong&gt; A charge "Engenheiros de vendas", retirada do jornal Folha de São Paulo, retrata uma conversa ambígua entre um patrão e um consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta correta: &lt;em&gt;Somente a afirmativa 2 é verdadeira&lt;/em&gt;. A ambigüidade ocorre em torno da locução " É verdade?" - que possibilita a confirmação do atributo que o produto teria (o de consertar-se sozinho) ou a confirmação SOMENTE de que o vendedor disse algo (o que NÃO implica a veracidade do que foi dito pelo vendedor). A &lt;em&gt;1&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;3&lt;/em&gt; estão incorretas justamente porque o patrão, ao confirmar SOMENTE a fala do vendedor, subjetivamente torna mentiroso o auto-conserto do produto em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas? prof.mozao@gmail.com!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7582414491119958782?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7582414491119958782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7582414491119958782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7582414491119958782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7582414491119958782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/11/anlise-da-1-fase-do-vestibular-da-ufpr.html' title='Análise da 1ª fase do vestibular da UFPR - Português'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-4119092254015987946</id><published>2007-11-18T19:32:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T20:29:37.792-08:00</updated><title type='text'>Aquiles, cadê você?</title><content type='html'>No caminho de volta pra casa, hoje, um cidadão desesperado me parou com a súplica "Moço, como faço pra chegá no cemitério Água Verde? Mataram minha irmã de deiz anos, deiz anos...". Além de o coitado estar de bicicleta, chovia. O choro daquele homem era sincero a ponto de eu me perder nas coordenadas. Que belo panorama para uma noite de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência, em Curitiba, atingiu seu auge. A capital paranaense percebe-se abandonada no quesito segurança pública. O prefeito projeta ruas, ruas, ruas... Mas não cogita a fixação de policiamento em famosos pontos de marginalidade. Lembro, ainda, as promessas de campanha não cumpridas que, de certa forma, contribuem para a insegurança: passagem não se congelou; a Unidade de Saúde 24h do Pinheirinho que, de oito salas, apresenta apenas duas disponíveis para o público; a não continuação do calçamento; o diálogo com as classes sociais. Descaso de um tucano para com os adestradores que lhe dão comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, na Rui Barbosa, dois elementos apontaram a arma para roubar o boné de um estudante. Isso ocorreu às 22h, em pleno 15 de novembro, a dois metros de mim. O detalhe da cena está no fato de toda sã consciência saber que o cruzamento da André de Barros com a Visconde de Nacar é dos mais violentos da cidade. Não havia sequer uma viatura parada ali por perto. Aliás, faz tempo que a única manifestação da polícia são investidas frustradas na primeira viela de alguma favela. A bandidagem agradece essa cortesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sofre quem transita ou trabalha em transporte coletivo. Certas linhas chegam a ser assaltadas três vezes por dia. Os batedores-de-carteira têm muito serviço nos Ligeirinhos lotados. Molestadores atingiram o ponto de aliciar crianças de dez, onze anos. Idosos recebem agressões fortíssimas. Mas pra que que o PSDBista vai se preocupar se ele circula de caminhonete 2007? As ruas criadas servem para ele melhor dirigir o veículo (blindado, no seguro, com dois particulares dentro) novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, com o perdão da expressão, que a coisa ´tá feia em todas as cidades brasileiras. A viúva de umas das vítimas do acidente com o vôo 3054 (aquele dos 187 mortos) teve de sair do país porque uma quadrilha visou à indenização que nem foi paga ainda. No Rio, os tiroteios ao meio-dia condensam-se diariamente. Os fazendeiros do Pará; os Magalhães na Bahia. Só que Curitiba possui só 30 (trinta) anos de "metrópole"! Se, nesse pouco tempo, os índices negativos conseguiram tamanho patamar, terão meus filhos sustentabilidade social pelo menos adequada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu fantasio haver um Aquiles escondido por aí. Anseio pelo momento em que ele retornará à guerra - só que urbana, agora - para ajudar a nossa sociedade. Mas se nem na literatura o final é sempre feliz, imagina na vida real. Homer(o), ai Homer(o).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-4119092254015987946?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/4119092254015987946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=4119092254015987946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4119092254015987946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/4119092254015987946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/11/aquiles-cad-voc.html' title='Aquiles, cadê você?'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7691045572050516712</id><published>2007-11-04T06:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T06:49:21.149-08:00</updated><title type='text'>A Vida, a Morte, a Criação</title><content type='html'>"&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Ry3bswAkXVI/AAAAAAAAACM/iOj9riZOrmM/s1600-h/Tom+Jobim+I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128997112492875090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Ry3bswAkXVI/AAAAAAAAACM/iOj9riZOrmM/s200/Tom+Jobim+I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A morte, o problema da morte, é outra questão sobre a qual não se pode deixar de pensar. A obra de Tom Jobim daqui a cinqüenta anos, o que será? Falar em cem ou duzentos anos é imprudência nesse mundo em que tudo passa muito depressa e muda vertiginosamente. A partir de alguns anos, tudo é imprevisível. Penso, no entanto, que o futuro vai conhecer uma visão mais espiritual das coisas, o que talvez aumente o interesse pela obra de um &lt;a href="http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_flash.htm"&gt;Tom Jobim&lt;/a&gt;. Muitas vezes, conversando com os amigos, eles me perguntam o que estou fazendo agora. Costumo responder: ‘Estou escrevendo para a posteridade, estou trabalhando para a estátua’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação é um ato de amor, alguma coisa que se comunica a toda a humanidade. Um artista não pode fazer nada que contribua para piorar o mundo. Acho que tenho deveres para com as pessoas com quem convivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tem um sentido oculto, certamente. Fui criado em ambiente cético, de maneira agnóstica. Diante da natureza, sinto que toda a negação é ingênua, que Deus não nos teria criado para o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão hoje muito mais rudes e agressivas do que há alguns anos. Numa rua perdida, num bairro tranqüilo, onde brincam crianças, um carro passa a toda velocidade pelo simples prazer de correr ou por qualquer outro motivo, indiferente a tudo e a todos. Se ao menos estivesse apressado para chegar a algum lugar. O aprendizado é difícil, a gente tem que se reeducar para não violentar os outros e para não se deixar violentar. Apesar de tudo, a vida pode ser agradável para quem gosta do que faz. Ali em cima daquele piano há músicas inéditas que precisam ser trabalhadas. Se tudo correr bem, se o avião não cair, a gente grava, a gente escreve, para deixar aí para os moços, para quem quiser e puder fazer melhor no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É isso aí o que eu queria dizer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(JOBIM, Helena. &lt;em&gt;Tom Jobim - Um Homem Iluminado&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7691045572050516712?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7691045572050516712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7691045572050516712&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7691045572050516712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7691045572050516712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/11/vida-morte-criao.html' title='A Vida, a Morte, a Criação'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Ry3bswAkXVI/AAAAAAAAACM/iOj9riZOrmM/s72-c/Tom+Jobim+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7203406536680060448</id><published>2007-10-21T20:17:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T21:47:12.669-07:00</updated><title type='text'>Drops de Deus</title><content type='html'>&lt;p&gt;Credo! Muito acontecimento para poucos dias. Morte, título, Nobel, corrida presidencial russa; expectativas. E ainda leio absurdos como "Eita, vida parada!". Possibilidades: desocupação ou o que chamo de alienação (des)&lt;em&gt;intelectual&lt;/em&gt;. Piora quando a conjunção alternativa é trocada pela aditiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Autran, o mito do teatro nacional, faleceu. Levou consigo a trajetória do gênero. O homem das faces literárias, com máscaras de Shakespeare (&lt;em&gt;Rei Lear&lt;/em&gt;), de Shaw (&lt;em&gt;Pigmaliã&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RxwqaP9WjNI/AAAAAAAAABs/MIfNkA4r8g4/s1600-h/Paulo+Autran.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124017106489609426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RxwqaP9WjNI/AAAAAAAAABs/MIfNkA4r8g4/s200/Paulo+Autran.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o&lt;/em&gt;), de Molière (&lt;em&gt;O avarento&lt;/em&gt;), de Sartre (&lt;em&gt;Mortos Sem Sepultura&lt;/em&gt;), representou inclusive a realidade: fingiu a dor que deveras sentia. Declamava que fumava numa interpretação gratuita de uma campanha não-divulgada: o hábito que derruba 85 anos. Obteve reconhecimento (mas não do Presidente Lula, que, assim como FHC procedeu quando da morte de João Cabral de Melo Neto, não foi ao enterro do astro). Magistralmente, suas principais datas se confundem com a História: nasceu no primeiro centenário da Independência do Brasil (mesmo ano da Semana de Arte Moderna); morreu no dia da padroeira nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uns 500MB de poesias que ele recitou: qualidade sonora e dramática! 90 peças, 11 filmes, 9 participações televisivas e uma aparição na festa de Natal do Palácio Avenida. Parcerias? A mais bela ocorreu numa &lt;em&gt;amizade&lt;/em&gt; - Maria Antonieta Portocarrero Thedim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma perda assim, mencionar que a próxima disputa presidencial na Rússia será entre Putin e Gasparov é secundário. No mesmo nível, mantêm-se o título do Kimi Räikkönen, o Nobel da Doris Lessing, o afastamento por cansaço que Renan Calheiros solicitou e recebeu. Fatores importantes mas, exceto a vitória do homem-de-gelo, questionáveis em seus graus: o campeão do xadrez pode ser paciente demais no governo; a inglesa foi laureada por causa de meia dúzia de asneiras espaciais ou feministas (sim, ela não soube juntar os dois temas) que produziu em seus 88 anos; o presidente do Senado marcou mais um ponto na disputa com a nação: Renan 2 X -2 Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imortais não choram. Ensinam, ao contrário, que se deve quebrar o agito que muitos negam ter. Terêncio: "homo sum: humani nihil a me alienum puto". De fato, não podemos desconsiderar nenhum detalhe dos humanos ao nosso redor. Mas os da morte pesam mais, ah!, como pesam... Ainda mais se for a morte de gente boa. Como disse o cantor predileto, "quando se anda em círculos, nunca se é bastante rápido". Metonímia: um pouco de cada assunto já serve para separarmos o que vale a pena, o que tem solução - e quem marcou corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extra:&lt;br /&gt;- Link para um video-tributo a Paulo Autran: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b5P1mdn5V8E"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=b5P1mdn5V8E&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- Link para baixar o cd &lt;em&gt;Quatro séculos de poesia&lt;/em&gt;, coletânea de poemas nacionais declamados por Paulo Autran: &lt;a href="http://d.turboupload.com/d/1214638/4secPA.rar.html" target="_blank"&gt;http://d.turboupload.com/d/1214638/4secPA.rar.html&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7203406536680060448?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7203406536680060448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7203406536680060448&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7203406536680060448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7203406536680060448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/10/drops-de-deus.html' title='Drops de Deus'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RxwqaP9WjNI/AAAAAAAAABs/MIfNkA4r8g4/s72-c/Paulo+Autran.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2001053556405259958</id><published>2007-10-11T08:06:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T11:40:38.877-07:00</updated><title type='text'>Superação da futilidade pseudonímica ou a presença heteronímica</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ode marcial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Inúmero rio sem água — só gente e coisa,&lt;br /&gt;Pavorosamente sem água!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Soam tambores longínquos no meu ouvido&lt;br /&gt;E eu não sei se vejo o rio se ouço os tambores,&lt;br /&gt;Como se não pudesse ouvir e ver ao mesmo tempo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Helahoho! Helahoho!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A máquina de costura da pobre viúva morta à baioneta...&lt;br /&gt;Ela cosia à tarde indeterminadamente...&lt;br /&gt;A mesa onde jogavam os velhos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo misturado, tudo misturado com os corpos, com sangues,&lt;br /&gt;Tudo um só rio, uma só onda, um só arrastado horror&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Helahoho! Helahoho!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desenterrei o comboio de lata da criança calcado no meio da estrada,&lt;br /&gt;E chorei como todas as mães do mundo sobre o horror da vida.&lt;br /&gt;Os meus pés panteístas tropeçaram na máquina de costura da viúva que mataram à baioneta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E esse pobre instrumento de paz meteu uma lança no meu coração&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sim, fui eu o culpado de tudo, fui eu o soldado todos eles&lt;br /&gt;Que matou, violou, queimou e quebrou,&lt;br /&gt;Fui eu e a minha vergonha e o meu remorso com uma sombra disforme&lt;br /&gt;Passeiam por todo o mundo como Ashavero,&lt;br /&gt;Mas atrás dos meus passos soam passos do tamanho do infinito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E um pavor físico de encontrar Deus faz-me fechar os olhos de repente.&lt;br /&gt;Cristo absurdo da expiação de todos os crimes e de todas as violências,&lt;br /&gt;A minha cruz está dentro de mim, hirta, a escaldar, a quebrar&lt;br /&gt;E tudo dói na minha alma extensa como um Universo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Arranquei o pobre brinquedo das mãos da criança e batil-lhe.&lt;br /&gt;Os seus olhos assustados do meu filho que talvez terei e que matarão também&lt;br /&gt;Pediram-me sem saber como toda a piedade por todos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do quarto da velha arranquei o retrato do filho e rasguei-o,&lt;br /&gt;Ela, cheia de medo, chorou e não fez nada...&lt;br /&gt;Senti de repente que ela era minha mãe e pela espinha abaixo passou me o sopro de Deus.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quebrei a máquina de costura da viúva pobre.&lt;br /&gt;Ela chorava a um canto sem pensar na máquina de costura.&lt;br /&gt;Haverá outro mundo onde eu tenha que ter uma filha que enviúve e a quem aconteça isto?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mandei, capitão, fuzilar os camponeses trêmulos,&lt;br /&gt;Deixei violar as filhas de todos os pais atados a árvores,&lt;br /&gt;Agora vi que foi dentro de meu coração que tudo isto se passou,&lt;br /&gt;E tudo escalda e sufoca e eu não me posso mexer sem que tudo seja o mesmo&lt;br /&gt;Deus tenha piedade de mim que a não tive a ninguém!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O&lt;/em&gt; maior poeta modernista. Fernando Pessoa não precisou de poemas com vinte páginas para fixar-se. Melhor: produziu-se sob heterônimos (72, segundo Teresa Rita Lopes), através dos quais variou sobre a mesma arte - e polemizou. Um deles - autor do poema acima, que com Ricardo Reis e Alberto Caeiro forma a principal tríade das vidas extras do autor português - atrapalhou o único namoro que Pessoa teve. Entendeu? A ficção destruiu a realidade. Isso é profundidade (sempre poética) que hipnotiza teorias, estudiosos e leitores. Ferdinand Personne era um obscuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sofria de problemas mentais. A consciência dos heterônimos (nunca pseud&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rw5qzP9WjMI/AAAAAAAAABk/cEtpPKW3eNg/s1600-h/Alberto+Caeiro,+Ricardo+Reis,+%C3%81lvaro+de+Campos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120147255056567490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" height="132" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rw5qzP9WjMI/AAAAAAAAABk/cEtpPKW3eNg/s200/Alberto+Caeiro,+Ricardo+Reis,+%C3%81lvaro+de+Campos.jpg" width="149" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ônimos) gerou-lhe muitas reflexões. Pessoa declarou "Muitos deles exprimem idéias que não aceito, sentimentos que nunca tive." acerca dos outros eus. Excesso de histérico talento. E de trabalho. &lt;em&gt;O Guardador de rebanhos&lt;/em&gt; (Alberto Caeiro) foi escrito numa só noite, em 1914. Nesse mesmo ano, o Reis e o de Campos entraram na brincadeira literária. Sobrou até pra mulherada: as sensações de Maria José. Entretanto(s), pensemos sobre os três principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro se tornou o mestre dos outros dois. Em amplo sentido. Sua obra &lt;em&gt;O Guardador de rebanhos&lt;/em&gt; traz a filosofia de Nietzsche aplicada à antipoesia. O poeta camponês apostou no sensacionismo como percepção literária. Não acreditava na alma. Interpretou a manifestação lingüística como parcial empecilho à reprodução da sinestesia: pregou a quebra da linguagem puramente mimética. A palavra passou a entrar na engrenagem da produção, porque tem influência direta no "por trás" do material real. Questionou, também, a eficácia cristã. Morreu vítima de tuberculose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos, talvez o mais feio dos três por causa do óculos defeituoso que usava, também se voltou ao sensacionismo. Negou o material para penetrar naquilo que &lt;em&gt;se sente&lt;/em&gt; ao enxergar o concreto. Mas, se para Caeiro a sensação era suficiente, de Campos buscou a semântica secundária que o sentir provoca. Os signos lingüísticos novamente estavam em alta - deveriam servir de ferramenta na busca incansável da interpretação dos sentidos. Isso explica a constante presença, por exemplo, de onomatopéias em suas poesias. Mais moderno que os outros; mais experimental. O poema que abre o post traz um estilo clássico - ode fúnebre - submetido a tendências modernistas - versos exclamativos e brancos, métrica deslocada, diversidade temática. Figurou principalmente entre os Futuristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis, o médico que não tratou de Pessoa (trocadilho), é importante para nós: em determinado momento, viveu em terras tupiniquins. Foi um assíduo seguidor das formas clássicas, talvez pela forte leitura que realizou de obras latinas. Inclusive, a tentativa de Horácio (mascaração do sofrimento) aparece em sua produção. Foi o que mais "se distanciou" do lente Caeiro, principalmente no que diz respeito à palavra: esta deveria representar diretamente a natureza, o homem, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... E o ort&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rw5pz_9WjKI/AAAAAAAAABU/0wYnGN5q0co/s1600-h/Fernando+Pessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120146168429841570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" height="183" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rw5pz_9WjKI/AAAAAAAAABU/0wYnGN5q0co/s200/Fernando+Pessoa.jpg" width="143" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ônimo? Fernando Pessoa, só pelos "outros", já se tornou imortal. Mas criou obras precisas e definitivas com a assinatura própria. "O poeta é um fingidor / finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente". Sentiu, como poucos, a necessidade de expressar-se em várias vozes (&lt;a href="http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1900,1.shl"&gt;singulares entre si&lt;/a&gt;). Tranformou em literatura o desvio de linhagem que carregava. Fingiu acreditar em diferentes possibilidades e deu vida às manifestações diversas que muitos não têm coragem de exprimir. Fantasiava-se no real e no imaginário (&lt;em&gt;Chuva Oblíqua&lt;/em&gt;, assinado como próprio, apresentou poemas de Alberto Caeiro; num encontro marcado com José Régio, misteriosamente quem apareceu no lugar de Pessoa foi Álvaro de Campos). Na produção, destacou-se o sebastianismo; a busca pelo herói, pelo patriotismo histórico; aproximação a Camões; influência do orientalismo, do cristianismo gnóstico, do teosofismo, do racionalismo, da maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratou da vida como um todo. Por ser incapaz de, sozinho, dar conta de todo o histórico humano, figurou(-se) nos hetenônimos. Escavou duplamente a realização literária. Buscou o tudo. Realizou o tudo. Mas não se sabe ler a mágica impossível que existe nos versos pessoanianos. Concordo com Harold Bloom (certa raridade, que explicarei num futuro não muito distante): o mais influente poeta do século XX. Que Drummond, Tom Jobim, Dulce Pontes comprovem a habilidade de ser vários. "I know not what tomorrow will bring...". Pessoa também escreveu em inglês (e muitos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: eu tenho um cd com poesias do Fernando Pessoa declamas. Quem quiser ouvir - avise!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2001053556405259958?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2001053556405259958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2001053556405259958&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2001053556405259958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2001053556405259958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/10/superao-da-futilidade-pseudonmica-ou.html' title='Superação da futilidade pseudonímica ou a presença heteronímica'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rw5qzP9WjMI/AAAAAAAAABk/cEtpPKW3eNg/s72-c/Alberto+Caeiro,+Ricardo+Reis,+%C3%81lvaro+de+Campos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-5706894150450165996</id><published>2007-09-23T09:34:00.000-07:00</published><updated>2007-09-28T20:17:44.020-07:00</updated><title type='text'>Descoberta, tédio não</title><content type='html'>Ouvi discos. De encontro à opinião de pseudointelectuais, ainda se produz decência musical (nacional). Pouco material, de fato, mas essa restrição é coerente com nosso momento: Renan permanece no Congresso; o PAC apanha de litígios; a seleção feminina de futebol joga melhor que a masculina; a Globo, o Edir Macedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um retrospecto. O perído entre 1958 e 1963 e a década de 80 encerram as duas principais manifestações musicais da nossa história. Não se trata de descaso, por exemplo, ao Tropicalismo ou ao samba inaugural do início do século XX (deste, aliás, gosto bastante). Quando se pensa em música, a completa qualidade de letra, melodia, inovação não-parcial e elevação mundial é o modo de preparo do bolo. E somente a bossa-nova e o rock da década exposta é que conseguiram todos os atributos de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tríade Vinicius, Tom e João produziu completo sucesso. Esse trabalho elevou a bossa brasileira à (chega de) saudade. Aquele com a letra; esse com a reestruturação da harmon&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RvwDJP9WjII/AAAAAAAAABE/JwDIfERcKWc/s1600-h/Tom+Jobim+e+Vinicius+de+Moraes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114966734223608962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RvwDJP9WjII/AAAAAAAAABE/JwDIfERcKWc/s200/Tom+Jobim+e+Vinicius+de+Moraes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ia brasileira; este com a batida seca no violão, com o canto suave. "A felicidade", composição lançada em 59, registrou nesse mesmo ano 24 regravações; trilhou o premiado "Orfeu do Carnaval", filme de Marcel Camus. "Garota de Ipanema", iniciada em disco em 1963, tornou-se o expoente musical nacional: segunda música mais regravada da história (do mundo). No mesmo ano de divulgação, conseguiu uma versão em inglês, "The girl from Ipanema" (Tom Jobim a tocou ao lado de Frank Sinatra, no Carnegie Hall). Inúmeros artistas estrangeiros - entre eles Louis Armstrong, Nancy Wilson, Peggy Lee, Stephane Grappelli - renderam-se aos encantos da menina bronzeada, da moça que carrega, em meio à multidão, a cadência que hipnotiza a voz poética. Interessante, ainda, é perceber a intertextualidade literária que a música sugere: o &lt;em&gt;spleen&lt;/em&gt; moderno e a &lt;em&gt;nova composição&lt;/em&gt; apresentados por Baudelaire; o obscuro &lt;em&gt;To be or not to be(...)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock dos anos 80 trouxe a caoticidade temática à nossa música. Falava-se de amor, de violência, de política, de futebol, de praia (em certos casos, tudo de uma vez só). Nomes como Cazuza e Renato Russo despontaram como heróis da geração Coca-Cola que buscava uma ideologia. Todavia, essa devoção exacerbada ofuscou bandas mais brilhantes - e nesse ponto chego aos Engenheiros do Hawaii. Em Curitiba, há alguns dias, o novo cd deles - "Novos Horiozontes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda mais odia&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RvwCj_9WjHI/AAAAAAAAAA8/b5V0Tz34Ics/s1600-h/Humberto+Gessinger+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114966094273481842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="150" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RvwCj_9WjHI/AAAAAAAAAA8/b5V0Tz34Ics/s200/Humberto+Gessinger+II.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;da. A sociedade braseileira não reconheceu (e ainda não reconhece) a profundidade gessingeriana. Com a média de 1,8 livro/ano, normal que poucos ouvintes entendam (e reflitam sobre) as referências a Sartre, Huxley, Nitzsche, Platão, Camus, Drummond, Hesse, Orwell, Sclyar, Santo Agostinho, Goethe, Mallarmé criadas nas letras que a banda apresentou. Na sonoridade, composições que remontam à MPB e ao progressivo inglês setentista introduziram um avanço importante na pauta nacional. Objetivo: criação de um estilo rebelde que fugisse da santíssima trindade "sexo drogas rock and roll".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo cd mantém a proposta de mudança. "Eu não consigo odiar ninguém" é música cujo verso foi composto no ideal de Gandhi: o líder indiano afirmou-se "incapaz de odiar qualquer ser vivo". Através desse lema, o &lt;em&gt;mahatma&lt;/em&gt; conseguiu a independência da Índia. Será que não serve, para o Brasil, uma resistência pacífica? "No meio de tudo, você" acrescenta amor ao desespero. Amar (restrito, agora) representa novamente a possibilidade positiva da sociedade que acha lindo trabalhar excessivamente; que elege políticos pela "capacidade" lingüística que têm; que se contenta com Coca-cola e com a mídia impositiva. "Guantánamo": &lt;em&gt;me tira daqui&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;não adianta gritar&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;me ajuda a fugir&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;ninguém vai escutar&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;não agüento mais: eu não tenho a resposta&lt;/em&gt;. Nome de música que remete à prisão que os Estados Unidos mantêm no sudete de Cuba. Nos livros, consta que os norte-americanos praticam, lá, atos que violam o Tratado de Genebra. Interação com História(s): desespero perante a crise, sem drogas para aliviar a tensão, sem canções que serenam (mas sempre a esperança de alguém atrás da porta). Ainda, um comentário sobre "Quebra-cabeça": a canção, ao mesmo tempo que trata de uma relação amorosa, pode ser interpretada como metamusical: o refrão &lt;em&gt;é pouco, mas é tudo que eu posso oferecer&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;é quase nada mas é tudo que eu tenho a oferecer&lt;/em&gt; talvez signifique um eu que se desculpa por não conseguir ter respostas claras, soluções precisas pras desgraças expostas. Ele reconhece que tentou e que essa tentativa não cura os enfermos existenciais (sem distorções). Mesmo assim, oferece este mínimo como reflexão: a música, o cd, a obra da banda - novos horizontes pensantes. Variações de um mesmo tema pois, na real, o que importa é muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prisão: sociedade. As torturas: Renan, PAC, seleção, Globo, Edir. Talvez, a resistência pacífica não vingasse no Brasil porque o povo é pacífico até demais. Tudo bem que o sistema aliena mas... Até que ponto as pessoas não se reflexivamente alienam? Acreditam em pseudointelectuais e, por isso, continuam ouvindo &lt;em&gt;seu guarda eu não sou vagabundo&lt;/em&gt;. Vagabundo não é bem a tachação... Ainda há salvação musical. Sim: basta aceitar a qualidade e não render-se a bundas com celulite. Alguns temas são recorrentes, alguns não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-5706894150450165996?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/5706894150450165996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=5706894150450165996&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5706894150450165996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/5706894150450165996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/09/descoberta-tdio-no.html' title='Descoberta, tédio não'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RvwDJP9WjII/AAAAAAAAABE/JwDIfERcKWc/s72-c/Tom+Jobim+e+Vinicius+de+Moraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-215629210840285396</id><published>2007-09-08T07:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T21:33:26.516-07:00</updated><title type='text'>Ausência de heróis</title><content type='html'>Há três dias, no ônibus, ouvi "Nossa, minha gerente é uma mala. Ela vem corrigir quando a gente faz coisa errada. A do outro setor agüenta tudo sozinha.". Confesso que fiquei preocupado com a recepão que a ética recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava "bicando" o papo. Lia meu volume numa página precisa. Contudo, os decibels (Sistema Internacional de Física) da conversa não me permitiram concentração. A partir de então, percebi que as concepções de trabalho e diversão se misturaram completamente. A pessoa legal é a que tolera erros e prejudica uma empresa. Já a chata é a que traz ensinamento. Pensando bem, a lástima não se restringe a questões trabalhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena, a sociedade se acostuma com estereótipos desviados. O melhor aluno não é o que estuda pra prova; é o que tira nota boa colando e, a ssim, não "perde" tempo nos livros. O homem exemplar não é o que trabalha todo santo dia pra, no fim de semana, ter uma graninha que possibilite levar a família ao parque &lt;strong&gt;ou&lt;/strong&gt; tomar sua cerveja sexta-feira à noite; exemplo de capacidade é o traficante que, sem suar a camisa, tem grana de sobra e comanda (por imponência) meio mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma explicação pode encontrar-se na música. Quando se trata de samba de morro, a referência é a mesma que o livro "Memórias de um sargento de milícias" (do romântico Manuel Antonio de Almeida) produz: o malandro que, sem ferir o próximo, sobrevive. Ouça-se "E com muito da façanha / Sempre um perde e outro ganha / Um dos dois parou de versejar". Noel Rosa trouxe a disputa para o verso. A literatura, a lisonja, a esperteza sadia em ação conjunta. Quando o infeliz se prende a meia-dúzia de ritmos desgraçados, qual a tendência? Prostituição, drogas, alienação. Sem tocar na quantidade de cornos... O bom rock and roll, a boa bossa nova, as músicas de exaltação nativista (Ah!, Grande Teixeirinha!) perdem espaço para o espírito maloqueiro (que consegue transformar 90% da sociedade em decepção nacional). "Vai me enterrar na areia? / Não, não, vou atolar" deveria denotar enterro fúnebre. De quem canta, de quem ouve. A aberração, o orgulho sem motivo, a criminalidade em ação conjunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de estranhar o cerol na mão das moças que reclamavam da disciplina no trabalho. Também não estranho que, com o histórico analisado, esse povo medíocre apresente cinco filhos com educação precária; três maridos passados (dois deles simultâneos); um cd do Babado Novo ao lado de uma cópia fuleira de "A última seia"; o dilema "Deus preparou isso pra mim". Conclusão: a inteligência não aparece na lista de (a)tributos; biologicamente, a burrice não tem limites.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-215629210840285396?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/215629210840285396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=215629210840285396&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/215629210840285396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/215629210840285396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/09/ausncia-de-heris.html' title='Ausência de heróis'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-3665307582668560758</id><published>2007-08-19T07:43:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T21:32:45.693-07:00</updated><title type='text'>Amor, preocupação, carinho...</title><content type='html'>Minha namorada está gripada. Todo mundo assim o fica (alguns, como eu, com uma constância assustadora). Mas por mais simples que seja o problema de saúde, os que endeusam a pessoa "fraca" se mostram muito preocupados. Trata-se do amor: em qualquer nível, decente ou platônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li as entrevistas que a Clarice Lispector realizou quando trabalhou como jornalista para, por exemplo, a revista &lt;em&gt;Fatos &amp;amp; Fotos: Gente&lt;/em&gt;. As perguntas fogem à neutralidade jornalística; penetram, muitas vezes, no existencialismo típico da escritora. Indagações rápidas como &lt;em&gt;É bom estar apaixonada?&lt;/em&gt; provocaram muita reflexão a vários dos entrevistados - e as respostas extrapolaram algumas linhas. Dentre as 44 personalidades, as questões realizadas a Nelson Rodrigues e a Vinicius de Moraes me encantaram mais. Um dia escrevo sobre aquela; esta me interessa ao post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta de Vinicius me causou náuseas. &lt;em&gt;É claro, mas eu ainda acho que o amor que constrói para a eternidade é o amor paixão, o mais precário, o mais perigoso, certamente o mais doloroso. Esse amor é o único que tem a dimensão do infinito&lt;/em&gt;. Amor doloroso é um conceito transcendente. É o típico amor de namorado que ouve as tosses da namorada. Do homem que leva a mulher para jantar num dia frio. Do marido que bate o carro no caminho da maternidade. Isso é transcendência em terra. E dolorosa. Nada de espiritualismo por enquanto. Apenas concretização de uma promessa e dor física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semântica de amor só aparece na preocupação. Um e&lt;em&gt;u te amo&lt;/em&gt; se ouve com freqüência pelos bares, ruas, shoppings, motéis. Mas... Quantos são sinceros? No momento sofrível, o desdobramento cuidadoso denota, sim, carinho. Sacrificar alguma hora a mais de beijinhos que não têm fim. Tomar um chá horrível junto com a, no meu caso, gripadinha. Expor-se ao mal gripal da companheira (e isso pra mim soa tão assustador...). Tudo isso é ternura pura, tão pura quanto a que Vinicius demonstra, na entrevista comentada, pela mão da Clarice...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que muita gente já escreveu sobre gripe, amor, amor e gripe. Posso citar alguns casos. Contudo, lembro que já foi escrito algo como &lt;em&gt;todo texto é inédito&lt;/em&gt;, seja qual for o tema (batido). Brega? Sei não. Amo. E isso me faz crescer – e me prevenir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-3665307582668560758?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/3665307582668560758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=3665307582668560758&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3665307582668560758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/3665307582668560758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/08/amor-preocupao-carinho.html' title='Amor, preocupação, carinho...'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-955823614422589149</id><published>2007-07-31T10:32:00.000-07:00</published><updated>2007-07-31T10:37:11.798-07:00</updated><title type='text'>Três poemas.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A une passante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Charles Baudelaire]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La rue assourdissante autour de moi hurlait.&lt;br /&gt;Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,&lt;br /&gt;Une femme passa, d'une main fastueuse&lt;br /&gt;Soulevant, balançant le feston et l'ourlet;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agile et noble, avec sa jambe de statue.&lt;br /&gt;Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,&lt;br /&gt;Dans son oeil, ciel livide où germe l'ouragan,&lt;br /&gt;La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un éclair... puis la nuit ! - Fugitive beauté&lt;br /&gt;Dont le regard m'a fait soudainement renaître,&lt;br /&gt;Ne te verrai-je plus que dans l'éternité ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ailleurs, bien loin d'ici! trop tard! jamais peut-être!&lt;br /&gt;Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,&lt;br /&gt;Ô toi que j'eusse aimée, ô toi qui le savais !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A uma passante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[tradução de Ivan Junqueira]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A rua em torno era um frenético alarido.&lt;br /&gt;Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,&lt;br /&gt;Uma mulher passou, com sua mão suntuosa&lt;br /&gt;Erguendo e sacudindo a barra do vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernas de estátua, era-lhe a imagem nobre e fina.&lt;br /&gt;Qual bizarro basbaque, afoito eu lhe bebia&lt;br /&gt;No olhar, céu lívido onde aflora a ventania,&lt;br /&gt;A doçura que envolve e o prazer que assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que luz... e a noite após! – Efêmera beldade&lt;br /&gt;Cujos olhos me fazem nascer outra vez,&lt;br /&gt;Não mais hei de te ver senão na eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe daqui! tarde demais! "nunca" talvez!&lt;br /&gt;Pois de ti já me fui, de mim tu já fugiste,&lt;br /&gt;Tu que eu teria amado, ó tu que bem o viste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A uma passante (de roupa)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[versão de Mozer Anjos]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pilha em torno, apenas roupas do marido.&lt;br /&gt;Escravizada, só, cantando lamentosa,&lt;br /&gt;A mulher engoma – sem ar de desastrosa –&lt;br /&gt;Camisas, ternos, gravatas do referido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varizes, mãos calejadas, sina cretina.&lt;br /&gt;E o senhor da casa (no sofá, aprecia&lt;br /&gt;Cerveja) ameaça, reclama, desafia&lt;br /&gt;A triste passadeira cuj’alma é divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vida!... Dias mordazes!... E a liberdade&lt;br /&gt;Sonhada não chega, não vem... Assim, em vez&lt;br /&gt;Dela as amigas demonstram felicidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher passa e repassa por todo o mês!&lt;br /&gt;Às conversas com colegas, porta-se triste:&lt;br /&gt;- Elas têm o melhor ferro-de-passar qu’existe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-955823614422589149?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/955823614422589149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=955823614422589149&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/955823614422589149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/955823614422589149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/07/trs-poemas.html' title='Três poemas.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-8209354295270029190</id><published>2007-07-25T17:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T18:11:45.996-07:00</updated><title type='text'>Nem toda queda é real</title><content type='html'>&lt;p&gt;Difícil de acreditar: Marco Aurélio Garcia - assessor especial da presidência - neg&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf0Je8R0UI/AAAAAAAAAAc/7iQU5hALE-w/s1600-h/Marco+Aur%C3%A9lio+Garcia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091306347527524674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf0Je8R0UI/AAAAAAAAAAc/7iQU5hALE-w/s200/Marco+Aur%C3%A9lio+Garcia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a que comemorou, frente às câmeras, uma possível falha mecânica no avião da TAM o qual provocou o maior acidente aéreo da história do Brasil. A próxima atitude dele, então, será assumir sua paixão pelo Tabajara Clube de Futebol. Primeira conclusão: duas mentiras. Segunda conclusão: não ocorre uma preocupação sincera com a situação no céu do país.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O vôo 3054 não foi um caso isolado. Em Congonhas, só esse ano, houve quatro deslizes na pista decadente. Vários pilotos têm declarado um sintético medo de pousar, em dias de chuva, no aeroporto da Zona Sul de São Paulo. Alguns, inclusive, combinaram não descer enquanto não acontecerem melhorias. O grooving, se é que existe, está precário. As rotas nacionais, em geral, possuem buracos negros em todo o percurso. A modernização dos aeroportos não acontece porque o órgão responsável - a Infraero - desvia a atenção (dos investimentos) para sabe lá Deus onde. A ANAC possui um presidente, Sr. Milton Zuanazzi, que se preocupa com receber medalhas desmerecidas e tenta empurrar argumentos falhos nas explicações acerca dos problemas da aviação civil.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Engana-se quem pensa que a apuração sobre as causas do acidente está acelerada. O mesmo equívoco se percebe em textos que afirmam que os governantes estão preocupados com o bem-estar da população. E erra, também, o leitor que crê na imediata reformulação da organização aérea do Brasil. Com o exemplo do primeiro parágrafo, claro está que o grande desafio dos excelentíssimos é desviar a atenção do público com relação à deficiência da aviação brasileira. O presidente da República não toma atitudes. Faz alguns dias que leio as mesmas frases: Lula consola as famílias dos mortos; Lula afirma que haverá solução; Lula pede para que ninguém se alarme. Palavras bonitas que, inclusive, meu vizinho e eu poderíamos declarar publicamente. Mas e as reais atitudes? Onde está a cura para essa doença que contamina o setor aéreo?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O chefe máximo não está sozinho. Infelizmente. E para nossa “alegria”, to&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqfw_-8R0SI/AAAAAAAAAAM/oaFM0gxg5s0/s1600-h/Nelson+Jobim.jpg"&gt;&lt;/a&gt;do mundo continua na mesma lengalenga. Demitiu-se o Waldir Pires. Chamou-se o Nelson Jobim e, a este, foi dada a carta branca para qualquer mudança que ele deseje operar. Or&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf0ou8R0VI/AAAAAAAAAAk/BIjQiABSBp4/s1600-h/Nelson+Jobim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091306884398436690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf0ou8R0VI/AAAAAAAAAAk/BIjQiABSBp4/s320/Nelson+Jobim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a! A primeira medida deve criar uma ética política nesse Brasil (que canta mas não é feliz...). Outro que caiu foi o J. Carlos Pereira, até então presidente da Infraero (aquela que desvia até pensamento). Oposição e governo concordam que a hora do brigadeiro chegou. Ele se conscientizou disso quando d&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/RqfyDe8R0TI/AAAAAAAAAAU/MDAnr_xj674/s1600-h/Nelson+Jobim.jpg"&gt;&lt;/a&gt;isse “Estou pronto para sair”. Lamento que as mudanças, visíveis e necessárias há muitos anos, só hajam ocorrido após um (negativo) saldo de aproximadamente 200 mortes. Contudo, pensemos: vai melhorar alguma coisa com o troca-troca?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Permutar figurinhas repetidas não resolve o buraco dos álbuns. Com o perdão da morbidez, político ruim só sai de cena quando morre. Enquanto não, trabalhadores sofrem em todos os patamares com um problema que resulta de erros consecutivos e históricos. O sistema aéreo nacional atingiu o ápice da desqualificação: ou moderniza ou as carroças voltam. Segundo reportagem televisiva, há quem gaste R$ 1.100,00, em táxi, para evitar o avião. Bom pra quem tem grana; pior pra quem passa três dias mofando num pátio de aeroporto (... as carroças...). Santos Dumont teria outro motivo para suicidar-se caso presenciasse a atual baderna. Quem cai nunca é o homem público que ri da desgraça alheia. É o cidadão de bem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-8209354295270029190?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/8209354295270029190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=8209354295270029190&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8209354295270029190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/8209354295270029190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/07/nem-toda-queda-real.html' title='Nem toda queda é real'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf0Je8R0UI/AAAAAAAAAAc/7iQU5hALE-w/s72-c/Marco+Aur%C3%A9lio+Garcia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-1478693138575247569</id><published>2007-07-17T21:24:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T18:18:27.518-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de torcida, muito de mídia: pérfidas</title><content type='html'>Os atletas brasileiros tornam-se Atlas. Levam o Pan nas costas pois, do governo, só recebem aperto de mão (e alguns apertos indiretos...). Mas com relação às vaias e aplausos ou à gritaria e silêncio (da torcida, claro), isso realmente é muito pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns competidores, como os da natação, deixaram claro que o agito os ajuda. As meninas da ginástica não curtiram o barulho. No tênis, o silêncio é imprescindível. Enquanto que o futebol tem como décimo segundo jogador a torcida fervente. Inviável é, claro, sair perguntando "Amigo atleta: silêncio ou baderna?". Mas com um pouco de bom senso a gente consegue perceber quais modalidades permitem uma extrapolação de ânimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt; pessoalidade, detesto o lance de vaias. Quando a gente acompanha a seleção, o Brasil torna verde-e-amarelo todos os países por que passa. Em 70, no México, por exemplo, dos 107.000 torcedores que acompanharam a final da Copa do Mundo, ap&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf2H-8R0XI/AAAAAAAAAA0/prvqd7otUdY/s1600-h/Copa+de+70.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091308520780976498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf2H-8R0XI/AAAAAAAAAA0/prvqd7otUdY/s200/Copa+de+70.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;enas uma meia dúzia vibrou pela Itália; os mexicanos adotaram a seleção canarinho! Por que, então, a gente hostiliza tanto os atletas estrangeiros (a lutadora de taekwondoo mexicana, por exemplo)? Por quê? Em 1994, nos Estados Unidos, novamente a Itália sofreu com o apoio "torcedoral" ao Brasil. Detalhe: não foram vaias que abalaram os jogadores italianos. Treze anos depois, os atletas estadunidenses, em vez de harmonia, só faltam receber bananas na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Às vezes, um "Brazil!" bem gritado - e no momento certo - ajuda bem mais que um monte de bicos em "u".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda há um outro agravante: a televisão. Hoje, quando li na Folha de São Paulo que a emissora do Marinho-Kane perdeu 30% de audiência (de 2006 pra cá), fiquei momentaneamente contente. Depois, entristeci: no fim das contas, uma outra rede vai continuar com a poluição midiocrática... O ideal é uma revolução no jornalismo brasileiro. Os canais não se preocupam com a instrução do povo. Simplesmente, incentivam vaias e gritarias desnecessárias. Inclusive, não ignoro quem ache que o espírito do Roberto manipula o povo que está nas arquibancadas! Porque, pela televisão não há dúvidas da virtuosidade que proporciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra encerrar, chamou-me a atenção (além dos episódios descritos) o Oscar, hoje, como líder dos baderneiros. Que falar disso? Após ver um ídolo esportivo aos gritos de "Vai cair, Chile, vai cair... uuu...", normal que a platéia "anônima", já iludida pela Globo, siga os passos do (ex)basqueteiro. De doer também. Os atletas Atlas muitas vezes não se mantêm nesse posto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-1478693138575247569?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/1478693138575247569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=1478693138575247569&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1478693138575247569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/1478693138575247569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/07/os-atletas-brasileiros-tornam-se-atlas.html' title='Um pouco de torcida, muito de mídia: pérfidas'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UlMNQSkHR1k/Rqf2H-8R0XI/AAAAAAAAAA0/prvqd7otUdY/s72-c/Copa+de+70.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-7294870528955058126</id><published>2007-07-13T20:23:00.000-07:00</published><updated>2007-07-13T20:25:50.048-07:00</updated><title type='text'>Um futebol (e o esporte) contraditório</title><content type='html'>Eu lamento pela (não)educação do povo brasileiro. Ao desprezarmos argentinos, essa atitude só poder relacionar-se com futebol. Quanto à instrução, superam-nos em anos-luz. A média de leitura de cada povo já sugere uma conclusão triste: para o 1,8 livro anual do brasileiro, &lt;em&gt;los hermanos&lt;/em&gt; lêem 6,5. O número de livrarias de Buenos Aires é maior que a quantidade de livrarias de todo o Brasil. Ou seja: derrota tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaiar não melhora nada. Se a vaia ocorrer fora de contexto, além de não ajudar, subseqüentemente cria uma imagem muito terrível. Custa ser inteligente? Custa buscar informação? No meio de uma manifestação esportiva, em que várias delegações se misturavam em clima social, num evento em que o Bush e Chavez nos pouparam de suas desastrosas presenças - o que significa (senão burrice) assobiar e pensar "nossa, estamos protestando"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraçadas, também, foram as manifestações anti-Pan. Nessas aglomerações, os assuntos giravam em torno de "Bush no Iraque" e da "ressurreição de Zapata". Tais assuntos interferem, diretamente, no Brasil? Como se não bastasse o momento errado, os ideais também o são. Primeiro: se nós nos voltarmos a nossas invasões endógenas (morais, físicas e espirituais), então ocasionaremos progresso. Segundo: precisamos de um herói nacional (o México é um pouco longe). Não vejo uma santa alma com intuitos verdadeiros na frente do Planalto. Mas quando há um evento interessante, que traz certa alegria para o povo e denota a superação de atletas brasileiros - que treinam sem incentivo federal - espectadores iniciam uma vaia que será estampada no mundo inteiro: "O Pan dos sem educação". Francamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem apóie a vulgar atitude. Afirmam: "Baixa moral do presidente". Que desinformados! E se ele presta (ou não) para o Brasil, o melhor lugar para analises é uma urna (não um estádio). A grande inversão: na arquibancada acham que refletem; nas eleições, que se alegram. Sensações alteradas em horas erradas. Mas a educação sempre no mesmo nível: zero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-7294870528955058126?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/7294870528955058126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=7294870528955058126&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7294870528955058126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/7294870528955058126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/07/um-futebol-e-o-esporte-contraditrio.html' title='Um futebol (e o esporte) contraditório'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-9154665985116678404</id><published>2007-05-16T14:44:00.000-07:00</published><updated>2007-05-16T20:55:34.550-07:00</updated><title type='text'>Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 03 - Extensivo.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A partir de agora, nem todas as respostas serão derramadas. Haverá luz, porém, para todos os enunciados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Exercícios:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 01)&lt;/strong&gt; A resposta correta precisa conter os três lugares em que o narrador enxerga a mulher madura - uma sala de espera; uma rua de comércio paralelo; uma joalheria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 02)&lt;br /&gt;* a)&lt;/strong&gt; A mulher madura é contida, nunca se expõe sem real necessidade. Ela não se permite ser explorada física ou moralmente pelos olhares alheios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* b)&lt;/strong&gt; A mulher madura envelhece com serenidade e naturalidade semelhantes às de um peixe n'água; ela transforma o tempo no seu verdadeiro habitat.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* c)&lt;/strong&gt; Há referência a dois brilhos: primeiro, aos filhos que ela traz ao mundo; depois, ao sorriso que os herdeiros provocam no rosto da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 03)&lt;/strong&gt; Vocês precisam escrever os seguintes aspectos: físicos; sociais; tratamento, postura e conduta familiar; psicológicos; educacionais. Não havia necessidade de justificá-los. Porém, para treino de análise, fica a dica: aprofundem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 04, 05) &lt;/strong&gt;O texto é um discurso dissertativo! Não há uma voz voltada para si mesma nem um diálogo claro com uma 2ª pessoa. Também, o narrador se preocupa em defender sua perspectiva de a mulher madura ser superior a todas as outras fases femininas de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: dentro das divisões da dissertação, o texto de Sant' Anna é classificado como subjetivo (em 1ª pessoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 06) &lt;/strong&gt;Reparem: a resposta é um texto em que os aspectos citados na questão 03 figuram tanto para o lado da mulher madura quanto para o da mulher jovem. Ou seja: quem não justificou antes, aqui terá de argumentar na marra! E não se esqueçam de valorizar a fase correta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 07)&lt;/strong&gt; Os parágrafos em que o autor trata da mulher madura casada são o antepenúltimo e o penúltimo. Essa é a primeira parte das respostas! Na segunda parte, englobem os aspectos: responsabilidade superior à do homem; atenção para com os filhos; a lógica feminina; a influência do tempo sobre a mulher madura casada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: a interpretação do texto permite concluir que a mulher madura, por toda a sua postura e sua experiência de vida, só terá filhos quando &lt;strong&gt;casada&lt;/strong&gt;. Por isso se inclui o antepenúltimo parágrafo na resposta desse exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 08) &lt;/strong&gt;Escrevam que a maturidade vem, para a mulher pobre, de forma precoce e que essa antecipação causa melancolia (e os afluentes desta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 09)&lt;/strong&gt; A mulher madura não se enxerga como tal através das percepções que possui. Ela precisa de um elemento externo para perceber as suas próprias beleza e inteligência maduras - o que denota sinal de humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 10) &lt;/strong&gt;Porque ela já passou, no seu habitat tempo, por todos os estágios de aprendizagem sobre relacionamentos. Assim, ela pode concentrar-se em algo digno e único, de acordo com tudo o que viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 11)&lt;/strong&gt; Vocabulário da questão:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 luminoso&lt;/strong&gt;: que dá luz própria; brilhante; diáfano; lúcido; perspicaz; que compreende facilmente; belo, formoso. &lt;strong&gt;2 sereia&lt;/strong&gt;: mulher de canto suavíssimo; mulher bela e sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmetaforizem as expressões em um texto o qual ligue a mulher madura às definições acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 12) &lt;/strong&gt;Aqui, basta vocês redigirem uma dissertação (em 1ª pessoa) sobre o tema proposto. Não se esqueçam de argumentar com dados concretos. Evitem locuções viciosas e lugares-comuns. Coletem infomações no próprio texto para demonstrar que vocês perceberam a ligação da questão com o dirscurso de Sant' Anna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Testes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;* 01)&lt;/strong&gt; Somatória correta: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;56 &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;08&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;16&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;32&lt;/em&gt;). Na &lt;em&gt;01&lt;/em&gt;, a colocação incorreta da palavra "sua" não permite saber se a bola pertence a Raul ou ao treinador. A &lt;em&gt;02&lt;/em&gt; apresenta uma ambigüidado quando não se sabe se André ou Paulo (por causa da locução "que ele") passou no concurso; esta mesma dúvida ocorre na &lt;em&gt;04&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt; 02)&lt;/strong&gt; Soma correta: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;44 &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;04&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;08&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;16&lt;/em&gt;). A primeira frase da &lt;em&gt;01&lt;/em&gt; traz uma ação, em 3ª pessoa, em torno de um substantivo; a segunda, além de em 1ª pessoa, apresenta-se acerca de um outro verbo. Na &lt;em&gt;02&lt;/em&gt;, a primeira sentença se constitui de um sujeito oculto em 1ª pessoa que realiza a ação de &lt;em&gt;colaborar&lt;/em&gt;; na segunda, a &lt;em&gt;colaboração&lt;/em&gt; parte "do professor" (adjunto adnominal). Referente à alternativa &lt;em&gt;04&lt;/em&gt;, concluímos que, na primeira frase, "precisas" funciona como adjetivo; na segunda, "precisa" torna-se verbo conjugado em 3ª pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 03)&lt;/strong&gt; Sempre que uma palavra é omitida por já ter sido escrita na frase - temos um caso de &lt;em&gt;zeugma&lt;/em&gt;. Portanto, a resposta é letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Repare que mesmo com a omissão, a palavra poupada permenece perfeitamente (sub)entendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais figuras que o exercício apresenta:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b Assíndeto:&lt;/strong&gt; figura de estilo que resulta da supressão dos elementos conectivos entre palavras ou frases.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c Elipse:&lt;/strong&gt; omissão de uma ou mais palavras que se subentendem (pelo contexto).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d Hipérbato:&lt;/strong&gt; figura de estilo que consiste na transposição ou inversão da ordem natural das palavras ou das orações.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e Pleonasmo:&lt;/strong&gt; redundância; circunlóquio; superfluidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 04)&lt;/strong&gt; Silepse é uma concordância com idéias subentendidas na frase; essas, ao mesmo tempo, não fazem parte da estrutura sintática da frase. No exemplo citado, a silepse é de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Reparem que a frase preparou-se para uma 3ª pessoa do plural mas recebe um verbo conjugado na 1ª pessoa (do plural). A resposta é a letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;d&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: &lt;em&gt;Silepse de gênero&lt;/em&gt; ocorre quando se troca masculino por feminino e vice-versa; &lt;em&gt;de número&lt;/em&gt;, em trocas de singular por plural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;* 05)&lt;/strong&gt; Cassiano Ricardo (autor do trecho) encontra a cor verde como um elemento comum a soldados e cafezais. Como não há conectivos, tem-se uma &lt;em&gt;metáfora -&lt;/em&gt; letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;c&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Relembre:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a Metonímia:&lt;/strong&gt; em termos gerais, ocorre quando uma parte representa um todo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b Catacrese:&lt;/strong&gt; desvio/nome que ocorre/se dá a objetos por assimilação ou desconhecimento do nome correto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d Comapração:&lt;/strong&gt; confronto, com conectivos, de características comuns a objetos, a pessoas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e Onomatopéia: &lt;/strong&gt;reprodução de sons não-humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* 06)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Resposta: alternativa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Mais:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b Antítese:&lt;/strong&gt; aproximação de idéias ou palavras antônimas entre si.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c Paródia:&lt;/strong&gt; apropriação da estrutura original de um texto (já existente) para a criação de uma mensagem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d Alegoria:&lt;/strong&gt; ficção que representa uma semântica para dar a idéia de outra (exemplo: fábulas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 07)&lt;/strong&gt; A alternativa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;sinestesia&lt;/em&gt;, é a resposta do exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: &lt;em&gt;sintagma&lt;/em&gt; é um conjunto de elementos que se complementam para formar uma unidade com significância. Sozinhos, esses elementos não apresentam a estrutura mínima para a formação de uma frase.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;* 08)&lt;/strong&gt; No enunciado, houve um erro de digitação. Não era "geração" mas, novamente, "gradação". De qualquer forma, a resposta que interessa é a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Note que em todas as outras frases, as ações realizadas são complementares ente si e seguem uma seqüência lógica e enumerável (uma somente existe após a outra). Na alternativa em evidência, as ações não dependem uma da outra para acontecer, para formar uma seqüência.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-9154665985116678404?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/9154665985116678404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=9154665985116678404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9154665985116678404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/9154665985116678404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/05/resoluo-dos-exerccios-e-dos-testes-da.html' title='Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 03 - Extensivo.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-132679150304361187</id><published>2007-04-30T20:49:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T21:33:30.315-07:00</updated><title type='text'>Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 02 - Extensivo.</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vocabulário:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 Aramaico&lt;/strong&gt; - indivíduo dos Aramaicos; tribos semíticas, que habitavam as regiões das embocaduras do Tigre e Eufrates; &lt;em&gt;grupo de línguas semitas faladas nessas regiões&lt;/em&gt;; relativo aos Aramaicos; arameano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 Nórdico&lt;/strong&gt; - do norte; &lt;em&gt;designativo dos povos do Norte da Europa&lt;/em&gt;, da sua língua e literatura; norreno; natural ou habitante de país nórdico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 Atávico&lt;/strong&gt; - produzido por atavismo (&lt;em&gt;Reaparecimento, no ser animal ou vegetal, de características só existentes em ascendentes relativamente afastados; semelhança com os avós&lt;/em&gt;.).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 Nômades&lt;/strong&gt; - errante; vagabundo; que não tem habitação fixa; (no pl.) &lt;em&gt;povos que mudam de região de acordo com as estações do ano&lt;/em&gt;, ou em função das necessidades de alimentação (caça, pastagens, etc.).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 Ameba&lt;/strong&gt; - amiba; &lt;em&gt;protozoário unicelular aquático&lt;/em&gt;, que muda constantemente a sua forma através da emissão de pseudópodes, visível a olho nu e semelhante a um pequeno ponto branco opaco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 Paleolítico&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;primeiro período da era quaternária e da Pré-História&lt;/em&gt;, durante o qual apareceram os primeiros homens que trabalhavam a pedra (razão por que também é conhecido por &lt;em&gt;Idade da Pedra Lascada&lt;/em&gt;); relativo ou pertencente a este período (como adjetivo, grafa-se com inicial minúscula).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 Troglodita &lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;membro de qualquer tribo pré-histórica&lt;/em&gt;, ou de um povo africano que vivia em cavernas ou construía moradas subterrâneas; pessoa que vive em habitação subterrânea; cavernícola; gênero de quadrúmanos como o chimpanzé; nome de certos pássaros dentirrostros, a que pertence a carriça; que vive em cavernas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 Irrefutáveis&lt;/strong&gt; - que se não pode refutar; &lt;em&gt;evidente&lt;/em&gt;; irrecusável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 Desígnios&lt;/strong&gt; - intento; plano; intenção; &lt;em&gt;propósito&lt;/em&gt;; destino.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 Asfixiado&lt;/strong&gt; - causar asfixia a; &lt;em&gt;sufocar&lt;/em&gt;; abafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* a)&lt;/strong&gt; O sentido mais adequado ao texto está em itálico nas definições acima.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* b)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 - "com tempo, fez um homem mais bem-acabado, que se chamou de Mulher, que é 'melhor' nas &lt;em&gt;línguas de tribos semistas&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;2 - "Alguns &lt;em&gt;povos do Norte da Europa&lt;/em&gt; cultivam o mito da Grande Ursa Olga,..."&lt;br /&gt;3 - "cedendo a um incontrolável impulso explicado pela &lt;em&gt;semelhança com o mito afastado&lt;/em&gt;,..."&lt;br /&gt;4 - "Em certas &lt;em&gt;tribos sem habitação fix&lt;/em&gt;a do Meio Oriente..."&lt;br /&gt;5 - "que começou com o primeiro &lt;em&gt;protozoário aquático unicelular&lt;/em&gt;..."&lt;br /&gt;6 - "...o primeiro encontro entre os dois se deu na &lt;em&gt;Idade da Pedra Lascada&lt;/em&gt;,..."&lt;br /&gt;7 - "o homem ainda seria o mesmo &lt;em&gt;tribal pré-histórico&lt;/em&gt; desleixado..."&lt;br /&gt;8 - "para poder estudá-la mais de perto e julgo ter colecionado provas &lt;em&gt;evidentes&lt;/em&gt;..."&lt;br /&gt;9 - "Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm &lt;em&gt;propósitos&lt;/em&gt; próprios para nossa terra."&lt;br /&gt;10 - "...eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente &lt;em&gt;sufocado&lt;/em&gt;,..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Exercícios:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 01)&lt;/strong&gt; O texto metaforiza sete lendas sobre a criação da mulher. A primeira gira em torno da criação bíblica, segundo a qual a primeira figura feminina (Eva) veio de uma costela do primeiro homem (Adão). A segunda é uma figuração da teoria Adão versus Lilith (ambos criados do barro). Cita-se a mitologia grega (Zeus como criador da primeira mulher, Pandora); a natureza nórdica para a representante do sexo feminino; A quinta lenda apresentada é das tribos nômades do Oriente Médio. Posterior, aparecem a lenda do Extremo Oriente (as mulheres mulheres provêm diretamente do céu) e a hipótese de algumas regiões do Ocidente (a mulher como produto e serviço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: notem que especifiquei, dentro da resposta, algumas das lendas. Esse procedimento não era obrigatoriamente necessário. O importante era citar de forma prática as sete teorias apresentadas nos dois primeiros parágrafos do texto. E perceba que o início "Todas essas lendas", do terceiro parágrafo, confirma que tudo que havia antes deveria ser considerado como lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 02)&lt;/strong&gt; O texto pode ser classificado como &lt;em&gt;jornalístico&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;humorístico&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;descritivo&lt;/em&gt;. A taxação de &lt;em&gt;científico&lt;/em&gt; não cabe pois não há vocabulário técnico voltado a explicações (e a estudiosos) dentro de uma determinada área de pesquisa acadêmica. &lt;em&gt;Dissertativo&lt;/em&gt; é equivocado porque não há preocupação em defender um ponto de vista através de uma argumentação acerca de uma opinião embasada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 03)&lt;/strong&gt; As características dos três textos são, basicamente, as mesmas: objetividade, vocabulário abrangente mas preciso, referências externas, linearidade. O que difere é o fato de o jornalístico ter a possibilidade da iconografia e da tipografia; o humorístico causa subversão com sátiras e ambigüidades; o descritivo desenvolve detalhamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: o exercício &lt;em&gt;03&lt;/em&gt; pede a teorização do &lt;em&gt;02&lt;/em&gt;. Expressam-se algumas características mas não há a necessidade de discorrer sobre elas: o enunciado não solicita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 04)&lt;/strong&gt; A mulher é posta o tempo todo como superior ao homem, sempre idealizada. Isso se confirma com afirmações como "fez um homem mais bem-acabado, que se chamou de Mulher"; com justificações da espécie de "cedendo a um incontrolável impulso atávico, nem que seja só para experimentar, na loja, e depois quase desmaiar com o preço" (note-se que o autor teoriza - através da ligação com a Ursa Olga - o porquê de a mulher gostar de peles); "é ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos" e a tese segundo a qual elas vêm de outro planeta pois são mais desenvolvidas que nós reafirmam a idealização do sexo-feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;05)&lt;/strong&gt; No período destacado está implícita a Teoria do Evolucionismo, de Charles Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;06)&lt;/strong&gt; A resposta é muito pessoal. Não há um modelo específico a ser digitado. Contudo, cabe frisar que a sua opinião deve ser defendida com argumentos sólidos, embasados em dados, fatos e histórias (verdadeiras) do conhecimento geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha respota seria algo como "O autor acerta ao afirmar que os homens têm preconceitos com atitudes, das mulheres, que imitam o cotidiano masculino. Recentemente, um telejornal reportou uma moça que trabalha como coveira. A quantidade de homens contrários a ocupação dela ou que emitem piadinhas como 'desse jeito até quero morrer' é incrível - o que comprova a restrição masculina quanto à igualdade entre homem e mulher.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;07)&lt;/strong&gt; Segundo o texto, a mulher continua na frente do homem. Ainda possue uma beleza, um encanto e uma inteligência que a deixa, nas palavras do autor, numa "civilização superior" - em que os homens pouco podem contra o enigma feminino. Ela, entretanto, tenta se igualar (discretamente) ao homem - mas não é bem recebida quando assim procede. Ela se esforça mas não consegue mudar a brutalidade masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: percebam que a ausência da indicação de resposta pessoal obriga um discurso baseado no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 08)&lt;/strong&gt; Para cada qualidade feminina, é apontado um defeito ou mesmo uma perjoração da igualdade. O homem é o rascunho; a mulher, perfeição. O homem é doente; a mulher, cuidadosa. Ela é vaidosa e fora do comum enquanto ele é selvagem e rotineiro-mundano. Ela é sempre idealizada; já o homem aparece como uma "mulher ruim", um ser em busca da perfeição do sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Obs&lt;/em&gt;.: &lt;strong&gt;imaginem&lt;/strong&gt;, aqui, uma tabela que opõe a qualidade feminina à imperfeição masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 09)&lt;/strong&gt; A resposta correta é letra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Note que, segundo a teoria do autor, o fim do homem é igual ao início: permanecer sozinho enquanto a mulher volta ao planeta natal. Há uma comparação entre origem e fim. A letra &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; está incorreta pois o texto não se limita à informação. Em nenhum momento há repetição desnecessária de idéias, o que torna a alternativa &lt;em&gt;d&lt;/em&gt; também errada. A &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;b&lt;/em&gt; estão incorporadas na alternativa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Testes:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 01)&lt;/strong&gt; A somatória correta é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;18&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;02&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;16&lt;/em&gt;). Segundo o enunciado, todos os brasileiros acreditam na possibilidade de um governo sério e, então, todos exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos. As outras alternativas dizem justamente o contrário - &lt;em&gt;01&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;04&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;08&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;32&lt;/em&gt; afirmam que apenas uma parte acredita no governo sério e exige mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem que a colocação entre vírgulas da oração "que acreditam na possibilidade de um governo sério" remonta à classificação de orações. No caso, trata-se de uma &lt;em&gt;oração subordinada adjetiva explicativa&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Adjetiva&lt;/strong&gt; porque começa no pronome relativo &lt;em&gt;que&lt;/em&gt; e porque caracteriza a oração principal ("Os brasileiros exigem medidas imediatas contra os políticos corruptos"); &lt;strong&gt;subordinada&lt;/strong&gt; porque não existe por si só, depende da oração principal; &lt;strong&gt;explicativa&lt;/strong&gt; porque, além de estar entre vírgulas, presta uma informação referente ao sujeito da oração principal ("os brasileiros").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;02)&lt;/strong&gt; A soma correta é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;03&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;01&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;02&lt;/em&gt;). A &lt;em&gt;04&lt;/em&gt; está errada pois traz problemas gramaticais (passado no lugar de futuro em "tenha sido inútil"; concordâncias nominal e verbal em "o jogadores... tiver mais"). A 08 e a 16 mudam o sentido da frase original. A 32 ignora as regras de pontuação e também a semântica primária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;03)&lt;/strong&gt; O ímplicito do texto é: com uma máquina de tripla função (televisão, telefone e computador), o ser-humano terá várias opções para substituir um programa inútil por uma atração de preenchimento cultural - seja em site, seja em ligações por videoconferência. Ou seja: continuará "burro" apenas quem quiser. Assim, apenas as alternativas &lt;em&gt;01&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;02&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;03&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) completam o texto coerentemente. As demais contradizem o texto ("Pois nenhum cidadão tem o direito..."; "...não haverá..."; "...pois um computador selecionará o que é melhor para se ver": afirmações incoerentes ao texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;04)&lt;/strong&gt; Resposta correta: letra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Na &lt;em&gt;b&lt;/em&gt; e na &lt;em&gt;c&lt;/em&gt;, os problemas são com o verbo &lt;strong&gt;haver&lt;/strong&gt;: esse, quando significa "existir", não varia para o plural e, também, não permite que o verbo auxiliar varie. Portanto, "&lt;strong&gt;deve&lt;/strong&gt; haver explicações" e "&lt;strong&gt;havia&lt;/strong&gt; vários...". Na &lt;em&gt;d&lt;/em&gt;, ocorre erro de regência verbal: o pronome oblíquo tônico &lt;em&gt;lhe&lt;/em&gt; se usa com verbo transitivo indireto e "amar" é verbo transitivo direto; o correto seria a utilização do pronome oblíquo átono &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;o&lt;/em&gt;. Por último (&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;), "fazer" quando indica tempo transcorrido deve, sempre, ser grafado no singular: "&lt;strong&gt;Faz&lt;/strong&gt; já vinte minutos...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;05)&lt;/strong&gt; Em "Eu vi ele..." ocorre um erro de colocação pronominal ("ver" é verbo transitivo direto e exige como complemento um pronome oblíquo átono. Como o objeto visto é masculino, a forma correta é &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; - colocado antes da conjugação verbal &lt;em&gt;vi&lt;/em&gt;.) definido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a) solecismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-132679150304361187?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/132679150304361187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=132679150304361187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/132679150304361187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/132679150304361187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/04/resoluo-dos-exerccios-e-dos-testes-da_30.html' title='Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 02 - Extensivo.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-6805470167728050180</id><published>2007-04-27T19:53:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T21:31:46.723-07:00</updated><title type='text'>Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 01 - Extensivo.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Exercícios:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: Para a resolução das quatro questões desse módulo, é indispensável uma leitura atenta dos textos "A Força da Galera" e "Geração Perdida". Naquele, a ISTO-É nos apresenta uma comparação entre o movimento estudantil dos anos 60, 70 e a "galera", grupo de estudantes de todo o país que saiu às ruas pedindo o impedimento do mandato do então presidente Fernando Collor de Melo (anos 90). Mesmo com um objetivo semelhante (protestar contra a situação política), os dois grupos possuem diferenças quanto à postura que assumem - a saber: aceitação ou não de partidos políticos, alegria e ódio, a falta de repreensão pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na canção da cantora Daniela Mercury, as metáforas criadas giram em torno justamente daquela geração perdida, daquele grupo de intelectuais que pregavam a liberdade, que tentavam encher a sociedade de cultura. Ressalta a importância dos conflitos, a tentativa dos estudantes para mudar a situação mesmo quando pareciam seres abandonados em meio a tanto sangue. Porém, tudo isso passou... Passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de interpretar os textos (e percebam que minha leitura para ambos foi super sintética), podemos concluir que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 1 -&lt;/strong&gt; a resposta certa para esse exercício é a letra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;d&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Os versos transpostos nessa alternativa (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;d&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) são, justamente, os que tratam de uma geração que "adormeceu" com o tempo mas que instantaneamente demonstra que os ideias de luta não morrem - pelo contrário - ainda doem no corpo e na mente. Nenhuma outra alternativa traduz esse ressurgimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 2 -&lt;/strong&gt; "A geração do nada / Que ressuscitou sem morrer" é uma metáfora para o movimento tido como sem ideais que voltou à ativa nos anos 90 por uma finalidade próxima à dos estudantes do passado: protestar contra a situação política. Então, a alternativa que responde corretamente a essa pergunta é a letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;b&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 3 -&lt;/strong&gt; Resposta correta: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;c&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Os versos (do texto 2) em evidência mostram que atitudes consideradas, no passado, inadmissíveis perderam esse caráter de ilegais e foram incorporadas à sociedade; talvez, cederam lugar para outras formas de protesto. O livre pensador não vai mais pra cadeia e as drogas não são mais sinais de revolta ou clandestinidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 4 -&lt;/strong&gt; A alternativa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;d&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é a correta. Nessa, o recurso estilístico encontrado é o pleonasmo poético (e as palavras estão todas no sentido denotativo). Em todas as outras há a metáfora (em &lt;em&gt;a&lt;/em&gt;, "seu choro" está no sentido figurado; em &lt;em&gt;b&lt;/em&gt;, a metáfora é "ressuscitou sem morrer"; &lt;em&gt;c&lt;/em&gt;: "leite vermelho" é a metáfora; toda a frase da &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; está no sentido figurado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Testes:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 1 -&lt;/strong&gt; A soma correta é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;57&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;01&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;08&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;16&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;32&lt;/em&gt;). A opção &lt;em&gt;02&lt;/em&gt; está errada porque o narrador não questiona as lembranças que possue, mas sim a própria narrativa; a &lt;em&gt;04&lt;/em&gt; contradiz a &lt;em&gt;08&lt;/em&gt; (e esta está correta), pois as lembranças são incompletas e poucas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 2 -&lt;/strong&gt; A soma correta é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;54&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;02&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;04&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;16&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;32&lt;/em&gt;). A alternativa &lt;em&gt;01&lt;/em&gt; está errada porque o próprio narrador deixa claro que não sente saudade: "Saudade? Não, não é isto:...". Grilos não costumam cantar na hora do almoço e, também, luzes apagadas não causam escuridão ao meio-dia: esses dados tornam a alternativa &lt;em&gt;08&lt;/em&gt; errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs&lt;/em&gt;.: a leitura integral da obra era indispensável para a resolução desses testes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 3 -&lt;/strong&gt; Aparentemente, todas as alternativas do exercício estão corretas. Contudo, repare que a única completa é a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;b&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, pois ela trata das duas questões expostas no texto: a má concentração política-econômica e a indisposição da elite por mudar essa situação (por comodismo e por falta de condições). As outras alternativas retratam apenas um desses espíritos ou tocam superficialmente na interpretação, como é o caso da &lt;em&gt;c&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* 4 -&lt;/strong&gt; A alternativa correta é a letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;b&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Segundo o texto, o Brasil não possui expressão econômica mundial - semântica que anula a &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;d&lt;/em&gt;. A &lt;em&gt;c&lt;/em&gt; está errada porque sequer se toca, no texto, em pressão internacional. E a &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; peca porque traz os empresários como salvação da economia (e o texto prega o contrário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt; 5 -&lt;/strong&gt; Alternativa correta: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. As demais propõem, erroneamente, que as elites são a fonte de mudança da situação econômica. No texto, está implícita a idéia de que todos os segmentos da sociedade devem participar da mudança - a força da população.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-6805470167728050180?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/6805470167728050180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=6805470167728050180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6805470167728050180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/6805470167728050180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/04/resoluo-dos-exerccios-e-dos-testes-da.html' title='Resolução dos Exercícios e dos Testes da Aula 01 - Extensivo.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8890229111537045420.post-2553298846435418288</id><published>2007-04-22T08:19:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T09:14:35.499-07:00</updated><title type='text'>A força das palavras.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* força do silêncio&lt;br /&gt;(Humberto Gessinger e Duca Leindecker)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra que tanta inteligência?&lt;br /&gt;Pra que tanta emoção?&lt;br /&gt;Qualquer coisa em excesso faz sucesso meu irmão&lt;br /&gt;Tanta gente com certeza&lt;br /&gt;Quanta gente sem noção&lt;br /&gt;Em excesso até o fracasso faz sucesso por aí&lt;br /&gt;E eu tenho fé na força do silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as cores vão berrando no sol ensurdecedor&lt;br /&gt;Fecho os olhos… Outro mundo&lt;br /&gt;Vou morar no interior&lt;br /&gt;Transbordou a mesa ao lado&lt;br /&gt;Um tsunami arrasador&lt;br /&gt;Fecho os olhos… Outro mundo&lt;br /&gt;Vou morar no interior&lt;br /&gt;E eu tenho fé na força do silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé que me faz&lt;br /&gt;Aceitar o tempo&lt;br /&gt;Muito além dos jornais&lt;br /&gt;E assim mergulhar no escuro&lt;br /&gt;Pular o muro&lt;br /&gt;Pra onda passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um punk na farmácia atrás de protetor solar&lt;br /&gt;Baile funk no plenário&lt;br /&gt;Ambulância quer passar&lt;br /&gt;Futebol, mesa-redonda, exorcista, camelô&lt;br /&gt;A onda agora é outra onda&lt;br /&gt;Um tsunami arrasador&lt;br /&gt;E eu tenho fé na força do silêncio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Áudio: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/22030312/Humberto_Gessinger_e_Duca_Leindecker_-_A_For_a_do_Sil_ncio.mp3.htmlhttp://rapidshare.com/files/22030312/Humberto_Gessinger_e_Duca_Leindecker_-_A_For_a_do_Sil_ncio.mp3.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;http://rapidshare.com/files/22030312/Humberto_Gessinger_e_Duca_Leindecker_-_A_For_a_do_Sil_ncio.mp3.htmlhttp://rapidshare.com/files/22030312/Humberto_Gessinger_e_Duca_Leindecker_-_A_For_a_do_Sil_ncio.mp3.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dae cambada! Para os mais formais, Olá - queridos e queridas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço para: matar dúvidas; rever aquele exercício de tempos remotos; quiçá, promoção e debate. O blog em que impera a força do aprendizado, das palavras surdas, do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ter grande alma para que tudo tenha valor. A onda que carrega a massa de iguais, que oferta o assistencialismo (barato), que discrimina palhaços no circo da vida, que estende (e também a que procura) o remédio errado - essa onda aqui não tem espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem interesse nas contradições insustentadas, nos surfistas da onda-povo, na tsunami da crueldade e da semente ignorante, inculta, incapaz. Todos esses elementos só indicam o que deve ser atacado. E como soa ridículo que no país da diplomacia ninguém dê ouvidos às palavras de poucos e sábios pensadores. Ao fim, a história termina com o vilão Todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos ao mundo do silêncio. A quietude programada. À transmutação da teoria política de Gandhi. À tentativa de ajudar. (Participem!)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8890229111537045420-2553298846435418288?l=aforcadosilencio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/feeds/2553298846435418288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8890229111537045420&amp;postID=2553298846435418288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2553298846435418288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8890229111537045420/posts/default/2553298846435418288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aforcadosilencio.blogspot.com/2007/04/fora-das-palavras.html' title='A força das palavras.'/><author><name>Mozer Anjos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03494823256005963954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
